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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Assista ao vídeo de Will Butler, "Anna", com a participação de Emma Stone



Will Butler, um dos líderes da banda Arcade Fire, estreou sua carreira solo no começo desse ano com o lançamento do interessante álbum Policy. Dando continuidade à promoção do trabalho, Butler divulga hoje o clipe pomposo de “Anna”, dirigido por Brantley Guitierrez, que ainda conta com uma estrela de peso, a atriz Emma Stone. O vídeo parece uma peça de musical da Broadway, num navio de cruzeiro, com divertidas danças sincronizadas. Confira:




terça-feira, 1 de abril de 2014

Aquecimento Lollapalooza 2014: Arcade Fire, "The Suburbs", no Lollapalooza Chile




Nenhuma banda chega a essa edição do Lollapalooza no Brasil tão falada e atraindo tanta atenção quanto Arcade Fire, que desde 2010, com o álbum vencedor de Grammy, The Suburbs, vem cada vez mais angariando novos públicos em torno do mainstream, mas em momento algum perdendo a qualidade. A grande prova foi Reflektor, lançado no ano passado, que levou a banda a outro patamar no cenário pop, inclusive inovando nas campanhas de lançamento, cheias de mistérios e surpresas. O álbum foi um sucesso de crítica e público. E é nesse momento que Arcade Fire, headline do festival, desembarca no Brasil pela segunda vez (fizeram três datas em 2005) preparados para dominar o público no domingo, dia 6 de abril. 

Enquanto isso assista a uma pitada do show na edição chilena do Lollapalooza, com a faixa “The Suburbs”:



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Win Butler se junta a Pearl Jam em "Rockin' In The Free World", na Austrália



Tanto Pearl Jam quanto Arcade Fire estão no momento em turnê pela Austrália pelo festival itinerante Big Day Out. A relação entre as bandas parece ter se estreitado. Recentemente, Win Butler se reuniu com Jeff Ament para uma partida de basquete. Como Pearl Jam adora levar ao palco artistas amigos para tocar alguma música juntos, não deu outra. Ontem, em Perth, na Austrália, Win Butler se juntou à banda para tocar a clássica cover do conterrâneo canadense Neil Young, “Rocking In The Free World”. Confira:


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Arcade Fire Live @ Triple J Live Session



Arcade Fire começou a turnê mundial pela Austrália. Ontem, eles tocaram ao vivo na Rádio Triple J. Bem à vontade no estúdio, eles tocaram três faixas, duas do novo álbum Reflektor, “Normal Person”, menos pesada, numa versão acústica, bem como “Joan Of Arc”. A terceira faixa foi “My Body Is A Cage”, do terceiro disco da banda, Neon Bible, versão reformulada, tocada, digamos, na era reflexiva. Confira abaixo: 









domingo, 29 de dezembro de 2013

Melhores Álbuns de 2013 - Parte IV



Começo a escrever esta postagem com uma solenidade quase religiosa. Desde que, por pura paixão, comecei com o Filho do Blues, havia uma satisfação imensurável a cada resenha que escrevia. Mas, da mesma forma, havia sempre tristeza proporcional. Toda vez que conseguia pescar uma preciosidade, ao mesmo tempo que eu comemorava, vibrava e me arrepiava, vinha uma consciência severa que lamentava profundamente: “mas você nunca escreverá uma resenha para um álbum inédito de David Bowie”. E assim eu seguia em frente. Desde que The Next Day foi anunciado, ele guarda a sua posição em primeiro lugar na lista e hoje é finalmente coroado com tal posto, fazendo de Bowie também a personalidade do ano, já que toda promoção do disco foi feita sem entrevista, sem show, sem aparição em programas de TV.




The Next Day tem recebido fantásticas resenhas, dizendo inclusive que era o melhor álbum de retorno da história do rock. Pessoalmente, mesmo com todo entusiasmo que eu estava por ouvir o álbum, eu não esperava que ele seria assim. Bowie escolheu se resumir artisticamente no decorrer de quatorze faixas – sem contar com as três músicas bônus que ainda não saíram – o que, naturalmente, produz um álbum cuja riqueza é sem igual. Ninguém mais, só David Bowie seria capaz de compor um trabalho dessa magnitude.








Reflektor é mais uma obra prima de Arcade Fire e os coloca de vez como a melhor banda da última década. Mesmo ganhando o prémio máximo da música no trabalho anterior, não hesitaram em dar uma mudança de direção forte, mas mesmo assim sem uma ruptura total, o que foi mais ou menos sugerido que seria com algumas entrevistas que a banda concedeu. Enfim, tudo em Reflektor é grandioso, bem pensado e articulado, mais vasto do que os demais, tanto na riqueza musical – que já era imensa – quanto na temática. É um álbum ambicioso e muito bem sucedido, confeccionado por uma banda excepcional. Um novo clássico.










É o melhor trabalho de Queens of The Stone Age? Não, mas também é muito difícil igualar o nível de álbuns como Songs for The Deaf e Rated R. No entanto, em Like Clockworks mostra exatamente o quão grande e competente a banda é, mesclando momentos de sucesso certo, para ampliar o status de banda de festival, e outros nos quais arrisca novos sons e estilos sem se sentir ameaçada.





4. Pearl Jam - Lightning Bolt





Lightning Bolt é, por fim, mais um grande registro de uma ótima banda que já superou essa polêmica de tentar fazer um novo Ten ou Vs. É notório que eles estão preocupados apenas em se divertir uns com os outros e criar novos sons para comunicar sentimentos. E esse é o espírito da coisa. Ao não tentar mudar e abalar as estruturas do mundo mais uma vez, eles contentam-se em fazer parte dele. Uma parte importante inclusive.








Modern Vampires of The City é praticamente perfeito. É um álbum irretocável, a começar pela capa, uma imagem aérea, tirada pelo fotógrafo do New York Times, Neal Boenzi, olhando para o sul do Empire State Building, em preto e branco de Nova Iorque quase pós-apocalíptica, poética e sombria. Inspiradora.  Modern Vampires of The City apresenta uma banda totalmente regulada em seu pico criativo, embora atuando em um espaço sonoro talvez mais limitado que os dois trabalhos anteriores, o que, de forma alguma, tira a genialidade, apenas modifica sua forma, produzindo músicas mais concisas.









AM pode dividir opiniões entre aqueles que foi um fracasso e a morte de uma banda enérgica do rock’n roll, e outros irão celebrá-los como uma obra de uma banda que livrou-se de um rótulo para entrar no território indefinido, onde está com segurança e à vontade de arriscar o que for. Condição que poucos tem no mundo da música, que vive de rótulos. Eu estou com o segundo grupo.









O melhor álbum de blues do ano vai para Corey Harris. Fulton Blues é um maravilhoso álbum de um artista genioso e sincero para com as suas raízes, que usa uma trágica história como plano de fundo para dar margem à sua música se desenvolver. Corey Harris é, definitivamente, um dos nomes mais fortes na cena blues, tendo construído uma carreira sólida e versátil, a qual é enriquecida por mais este lançamento.





8. Mundo Livre & Nação Zumbi - Mundo Livre vs Nação Zumbi






O melhor álbum nacional do ano fica com os pernambucanos do Mundo Livre S.A e Nação Zumbi na concepção e realização dessa ideia genial. Esta série de “Embate do Século” ganha não somente mais um capítulo, mas também contribuiu para produzir um dos registros mais interessantes da música brasileira recente. Mesmo que sejam regravações de clássicas músicas, o nível de ineditismo aqui é de surpreender e de agradar. E muito.











Nobody Knows é, finalmente, um trunfo para Willis Earl Beal, que conseguiu perceber as fragilidades do seu som, intencionais ou não, e melhorá-lo para um formato mais acessível, porém, não menos interessante. Enquanto que Acosumatic Sorcery obteve resenhas misturadas, Nobody Knows a crítica está bem mais unânime quanto a sua genialidade. A cada novo passo, Willis Earl Beal se encaminha para ser – se ainda não for – um dos nomes mais originais da música.









Rhythm & Blues é um álbum de um grande artista, guitarrista e músico do blues. Acontece algo curioso; para Buddy Guy, um dos últimos sobreviventes da era de ouro do blues, que teve seus grandes momentos na década de 60 e 70 (Hoodoo Man Blues [1965], I Left My Blues in San Francisco [1967], A Man and The Blues [1968] e I Was Walking Through The Woods [1974] são ótimos exemplos dessa fase), quanto mais velho melhor. As últimas duas décadas de sua carreira contou com lançamentos incríveis, sobretudo a partir de Damn Right, I’ve Got The Blues, de 1991, passando por ótimos álbuns, como Sweet Tea, de 2001 e Living Proof, de 2010. Lista que recebe mais um título agora, Rhythm & Blues.





MELHORES ÁLBUNS DE 2013 - PARTE III - DO 20 ATÉ O 11
MELHORES ÁLBUNS DE 2013 - PARTE II - DO 30 ATÉ O 21
MELHORES ÁLBUNS DE 2013 - PARTE I - DO 40 ATÉ O 31
MELHORES ÁLBUNS DE 2013 - MENÇÕES HONROSAS.

domingo, 10 de novembro de 2013

Arcade Fire, Vampire Weekend, Pixies, e outros no Lollapalooza Brasil 2014



O melhor festival de música do Brasil nos últimos anos, o Lollapalooza, divulgou sua programação para a edição de 2014, que ocorrerá nos dias 5 e 6 de abril. O Lollapalooza Brasil 2014 ficou ameaçado por falta de acordo com a produtora que organizou os dois primeiros eventos, a Geo Eventos, que acabou abandonando o projeto. A Time For Fun ficará responsável pelo evento nos próximos cinco anos, que também mudou de lugar, sendo agora no Autódromo de Interlagos.

Quanto à programação, o grande destaque é para a melhor banda da atualidade, finalmente vindo tocar no Brasil, Arcade Fire, que acabou de lançar Reflektor, mais uma de suas obras primas. Outras bandas de destaque serão o Muse, que já fechou a noite do Rock In Rio nesse ano, Nine Inch Nails, Soundgarden, Pixies, Apanhador Só, Vampire Weekend e inúmeras outras.  Os ingressos começam a ser comercializados ainda em novembro. 


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Assista ao novo clipe de "Afterlive", dirigido ao vivo no YouTube Music Awards



O youtube, maior canal de vídeos da internet, estreou sua própria premiação sobre os melhores e mais acessados vídeos do ano, o YouTube Music Awards. Na premiação, também houve inovações, como a ideia de lançamento de um vídeo clipe dirigido e gravado ao vivo. Um dos artistas que participaram do experimento foi Arcade Fire, juntamente com M.I.A. e Eminem. Arcade Fire tocou ao vivo a música “Afterlife”, enquanto Spike Jonze dirigia ao vivo a gravação, que contou ainda como estrela uma dançante Greta Gerwing. Para ver a lista dos ganhadores do YouTube Music Awards, clique aqui. Confira o vídeo:



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Resenha de Arcade Fire - Reflektor



O acontecimento de 2013 pode ter sido o retorno ao estúdio de David Bowie, mas o grande evento do ano certamente foi o modo pelo qual foi lançado o tão esperado disco da banda canadense Arcade Fire, Reflektor. Foram meses de expectativa e de jogadas de marketing inesperadas, com pouquíssimas informações, apenas com a certeza de que o Arcade Fire estava em estúdio com o produtor James Murphy, que de quando em quando concedia alguma entrevista relatando enigmaticamente como estava indo o processo de gravação. Até que o tempo foi passando e começou a surgir em várias cidades anúncios em arte de rua ou outdoors com um símbolo onde se lia “Reflektor”, ao mesmo tempo em que uma conta era aberta no instagram com mesmo nome. Não sei quem o fez primeiro, mas logo ligaram esses anúncios a um possível nome do novo trabalho do Arcade Fire, que se manteve em silêncio. Através do twitter, a banda confirmou lançamento do novo disco para outubro, em uma resposta a um fã que havia mandado uma mensagem aleatória para o twitter da banda. Por fim, a confirmação do título de Reflektor e o lançamento de dois clipes para o primeiro single, um deles interativo.



Mas como foi possível toda essa euforia acerca do quarto álbum de Arcade Fire? Ano que vem a banda completa dez anos do álbum de estreia, um dos grandes clássicos da década passada, Funeral, que marcou o início de uma trajetória espetacular, de uma banda que tem no sangue a vontade de arriscar, de criar algo novo para transmitir uma mensagem maior, em temas sérios e às vezes até filosóficos, que muitas vezes retratam o mundo fragmentado da pós-modernidade no qual vivemos. Essa qualidade, além da aclamação de imensa parte da crítica, veio acompanhada com o sucesso comercial, sobretudo no último disco, o ótimo The Suburbs, de 2010, ganhador do grammy de melhor álbum em 2011. Pode até demorar para Arcade Fire lançar um disco inédito, mas quando o faz, é com a certeza que durante esse tempo eles desenvolveram algo interessante para transmitir. Dessa vez não foi diferente.

Poucas bandas sabem separar o pessoal do profissional no mundo da música como Arcade Fire e, principalmente, o casal e centro criativo da banda, Win Butler e Régine Chassagne, que, durante esse período de três anos, foram pais. Entre a novidade de assimilar a nova situação, a dupla passou a absorver toda a influência e o impacto que a extensa turnê de The Suburbs, que passou por países como Haiti e Jamaica, a fim de transformar e criar um novo valor estético para a banda. Para facilitar essa transição, foi convocado James Murphy, ex-LCD Soundsystem, para produzir o novo disco. E o resultado pode ser sentido claramente em Reflektor, um álbum duplo de art-rock que pode ser visto como um divisor de águas na carreira de Arcade Fire, abraçando o status de aventureiros do rock, como David Bowie, Brian Eno, dentre outros.




Os dois discos de Reflektor são bem divididos e o planejamento de escolha para a posição e a ordem das músicas demandou tempo e é por isso que cada uma está ali por alguma razão. Os dois discos são bem distintos entre si. O disco I é mais agitado e muitas das músicas, apesar de ter um ritmo sempre recordando um pouco esse batuque caribenho do Haiti, também remetem muito ao Arcade Fire de sempre. Já o disco dois é mais lento, um pouco mais eletrônico, criando um ambiente específico antagônico, como o outro lado.

“Reflektor”, com a magnífica participação nos backing vocals de David Bowie, abre o disco deixando instantaneamente clara a influência de James Murphy no novo som de Arcade Fire, com alguns os efeitos eletrônicos, com uma letra mostrando a era reflexiva, que irá permear o restante das músicas, acrescido dos ritmos do Caribe. “We Exist” fala do nosso mundo contemporâneo onde fazemos nossas atividades automaticamente, sem perceber as pessoas ao nosso redor, como se elas nem ao menos existissem. Em Reflektor há um pouco desse existencialismo, de sentir a experiência de estar vivo e presente no mundo exterior e interior.





"Flashbulb Eye” é a única do primeiro disco totalmente descartável. Começa com um ritmo parecido com “Here Comes The Night Time”, mas fica muito confusa, cheio de arranjos eletrônicos sobrepostos. Destoa completamente do restante do álbum. “Here Comes The Night Time”, por sua vez, é uma das melhores do disco e, inclusive, da carreira de Arcade Fire. Ela pode entrar certamente entre aquelas que comprovam o nível de genialidade nas composições dessa banda tão peculiar e especial. O ritmo intenso inicial é reduzido e vai entrando em diversas variações de tempo e ritmo, além dos arranjos, especialmente o do piano, que é lindo, logo após a parte do refrão. Sim, não poderia também me esquecer de uma das melhores imagens criadas da carreira da banda, “a thousand horses running wild in a city on fire”. Lindo e apocalíptico. Genial. “and if you can feel it, then the rules are dead”. Exato. A quebra rítmica no final da canção também dá outra direção, com um ótimo trabalho de guitarra.





“Normal Person” começa com um questionamento cético, “Do you like rock and roll music? Cause i don’t know if i do”. Curiosamente e intencionalmente, é uma das músicas mais pesadas da carreira da banda, com um refrão pesadíssimo e solos de guitarra. A letra, como não poderia ser diferente, é um show à parte. Em cada verso, Win Butler é capaz de questionar várias situações de nossas vidas e, nesse caso, em relação à normalidade, diante de um mundo onde todos acabam sendo iguais aos outros, sonhando em inglês, e em inglês correto. Mais uma música incrível e no nível das melhores da banda. “You Already Know” lembra o Arcade Fire clássico, digamos assim, em alguns momentos a batida de The Suburbs, mais rítmica. “Joan of Arc” finaliza o primeiro disco com uma linha de baixo sensacional, seguida por uma guitarra firme e constante, e é mais uma que mistura o inglês com o francês através de mais um vocal épico de Régine, soando mesmo como Joana d’Arc. Apesar de não ter tido uma música só para ela cantar, a presença de Régine pode ser sentida e apreciada muito mais em Reflektor, com várias participações no decorrer de músicas que ficaram perfeitas, como também em “Reflektor”.





Como foi dito, a mudança para o segundo disco é sentida diretamente na forma da primeira música, na verdade, uma continuação, porém em um formato bem diferente. “Here Comes The Night Time II” revela a entrada no outro lado e é acompanhado, praticamente na íntegra, por um som mais contemplativo e cheio de efeitos sonoros para criar um ambiente lúdico, talvez do pós-vida, na jornada de Orfeu para resgatar sua Eurídice. No entanto, a mudança de estilo não prejudica a qualidade apresentada nas demais faixas do trabalho, como o prova “Awful Sound (Oh Eurydice)”, sendo sentida novamente a influencia dos ritmos caribenhos na batida, junto com alguns arranjos eletrônicos, enquanto que nessa história o amor de Orfeu é renegado por Eurídice. No refrão há uma quebra súbita, num som mais tradicional, quase como os Beatles. 

“It’s Never Over (Oh Orpheus)”, dominada mais por Régine, segue o exemplo de “Flashbulb Eye” e destoa das demais, apesar de ser um pouco melhor do que esta última, num ritmo mais dançante e eletrônico, o qual funciona melhor quando ajuda a criar um ambiente mais reflexivo e contemplativo, como em vários momentos nesse segundo disco, por exemplo, em “Porno”, com uma melodia bastante bonita e na faixa final, “Supersymetry”.

Reflektor é mais uma obra prima de Arcade Fire e os coloca de vez como a melhor banda da última década. Mesmo ganhando o prémio máximo da música no trabalho anterior, não hesitaram em dar uma mudança de direção forte, mas mesmo assim sem uma ruptura total, o que foi mais ou menos sugerido que seria com algumas entrevistas que a banda concedeu. Enfim, tudo em Reflektor é grandioso, bem pensado e articulado, mais vasto do que os demais, tanto na riqueza musical – que já era imensa – quanto na temática. É um álbum ambicioso e muito bem sucedido, confeccionado por uma banda excepcional. Um novo clássico.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Confira os diversos artistas que pagaram tributo a Lou Reed nos últimos dias



Com certeza não seria apenas o Filho do Blues a prestar homenagens a uma lenda como Lou Reed. As inúmeras bandas que estão em turnê pelo mundo não poderiam deixar de reagir a uma perda desse tamanho e, naturalmente, vão tocando uma ou outra canção de Lou Reed nos seus shows. É o caso de Arctic Monkeys, que tocou uma das músicas mais famosas de Lou, “Walk On The Wild Side” no seu show em Liverpool, no dia 28, um dia após a morte de Lou Reed.

 

Pearl Jam foi outra banda que prestou homenagens a Lou Reed tocando uma cover de Velvet Underground, “I’m Waiting For The Man”, no show em Baltimore, no domingo.





No festival anual do Bridge School Benefit, que ocorreu no último fim de semana, My Morning Jacket recebeu o acompanhamento de Neil Young, Elvis Costello, Jenny Lewis, dentre outros, para tocar “Oh! Sweet Nuthin’”

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Outra banda que pagou tributo a Lou Reed foi Arcade Fire, que fez ontem uma sessão ao vivo para NPR, no Capitol Studios, em Los Angeles, e tocou trechos de duas músicas de Lou Reed do álbum Transformer, “Perfect Day”, que utilizou como introdução para “Supersymetry”, música do novo disco deles, e “Satellite Of Love”, que, por sua vez, concluiu a música. ("Perfect Day" em torno de 17 minutos e "Satellite of Love" mais ou menos no minuto 22).




Também vale a pena conferir algumas versões das músicas de Lou Reed por outros companheiros. Quem conhecer alguma versão especial de alguma das músicas de Lou Reed, pode se sentir a vontade de postar nos comentários.




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Assista ao novo clipe de Arcade Fire, "Afterlife"



Com a proximidade do lançamento do tão esperado Reflektor, Arcade Fire deu mais um passo na sua estratégia mercadológica e colocou no ar mais um vídeo do álbum, a música “Afterlife”, que já havia sido apresentada ao vivo no Saturday Night Live. O clipe, aproveitando a influência havaiana presente em vários momentos do disco, toma como base cenas do filme de Marcel Camus, Black Orpheus, de 1959, que reconta a história de Orfeu e Eurídice no contexto africanizado. As referências nesse Orfeu negro, além de conectar com a própria capa de Reflektor, que é uma estátua de Orfeu e Eurídice, simboliza bem essa união entre os valores e conceitos ocidentais, na figura da banda Arcade Fire, e as influências que eles receberam por sua passagem no Havaí, principalmente, com a mistura de ritmos africanos. Confira:



domingo, 29 de setembro de 2013

Assista ao especial Here Comes The Night Time, de Arcade Fire


Como já era esperado, saiu na net o especial de quase meia hora que Arcade Fire gravou para o Saturday Night Live, no qual apresentou mais três novas canções do tão esperado disco Reflektor. Dentre elas, os grandes destaques vão principalmente para “Here Comes The Night Time” e “Normal Person”, bem pesada e até agora sendo a que mais lembra o estilo anterior da banda. Confira o especial na íntegra, se quiser baixar as novas músicas, o perfil oficial de Arcade Fire postou um link com as mp3. Portanto aproveite enquanto pode:


Arcade Fire tocam "Reflektor" e "Afterlife", do novo álbum, no Saturday Night Live



Arcade Fire foi a atração musical no programa Saturday Night Live de ontem, que já iniciou a nova temporada com tudo, afinal, nesses dois meses antecedendo o lançamento do novo álbum Reflektor, todas as atenções estão voltadas para as novidades em torno do álbum. Pois bem, ontem a banda tocou duas músicas do novo trabalho, uma delas a já conhecida “Reflektor” e a outra até então inédita, chamada “Afterlife”. Também irá ao ar um especial de meia hora com uma apresentação de Arcade Fire, chamado Here Comes The Night Time, no qual se dará a estréia de mais três canções de Reflektor, “Here Comes The Night Time”, “We Exit” e “Normal Person”. Ficaremos de olho!


 
Arcade Fire - Afterlife [SNL] por eidurrasmussen


Arcade Fire - Reflektor [SNL] por eidurrasmussen

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Assista aos dois vídeos de "Reflektor", de Arcade Fire


A característica inovadora da música de Arcade Fire não é novidade para ninguém. No entanto, para eles isso não é o bastante. Eles querem ir além e estão conseguindo até mesmo mais de um mês antes do lançamento propriamente dito do novo álbum, Reflektor. Como? Através de um inovador e ambicioso projeto de marketing, onde cada nova etapa da fase pré-lançamento é envolta em mistério e ansiedade. Tudo começou desde o anúncio nada convencional, através de uma resposta aleatória a um tweet de um fã, que simplesmente tinha enviado para o twitter da banda: “you are my favorite”. Posteriormente, a banda, anonimamente, começou uma campanha de marketing nas ruas das principais cidades do mundo, com outdoors e pinturas com a palavra “Reflektor”, junto com uma conta nova no instagram. As pessoas acabaram por relacionar a campanha a um possível nome do novo disco do Arcade Fire. Após quase um mês de falatório e suspense, a banda confirmou o nome.

Se você está acompanhando as últimas notícias, sabe que a história não para por ai. Por intermédio da mesma conta no instagram, eles anunciaram grandes novidades para o dia 9 de setembro, isto é, hoje. Mas, ontem, do nada, começou a especulação de que David Bowie estaria participando deste novo single, chamado “Reflektor”. Não demorou muito para haver um vazamento, afinal, não são todos que são mestres na área do mistério como o próprio Bowie. Com o vazamento, a confirmação: David Bowie está lá. Só faltava uma confirmação oficial. 

Com tudo já esclarecido, supúnhamos que a grande surpresa para o dia 9 havia sido antecipada e, hoje, no máximo, viria apenas a confirmação de tudo e algum clipe comum. Mais uma vez, Arcade Fire foi mais além. Lançou não apenas um, mas dois vídeos clipes, um deles, interativo. O vídeo clipe tradicional foi dirigido por Anton Corbijn, e aparece a banda usando cabeças gigantes, que já havia aparecido no clipe de “Sprawl II”, talvez para simbolizar a semelhança sonora com a música. O segundo, com uma experiência interativa sensacional, foi dirigido por Vicent Morisset, colaborador de longa data da banda. Enfim, basta de falatório e vamos para os vídeos. O interativo pode ser visto neste site. O clipe normal você abaixo:


domingo, 8 de setembro de 2013

Ouça a nova música de Arcade Fire, "Reflektor", com participação de David Bowie


Ontem saiu o rumor de que David Bowie tinha contribuído em uma faixa no novo disco do Arcade Fire, Reflektor, produzido por James Murphy, ex-LCD Soundsystem, sugerindo que seria ela a surpresa prometida pela banda para o dia 9 de setembro. Como é só quando o próprio David Bowie está em cargo de manter segredos, a música vazou hoje, um dia antes do previsto. A faixa que dá título ao álbum, “Reflektor”, tem quase oito minutos e a sonoridade pode causar surpresa para alguns fãs da banda, com elementos do disco e eletrônico tão comuns em LCD Soundsystem. Em alguns casos, o produtor não coloca muito de si mesmo no som da banda que está produzindo, mas, de acordo com os depoimentos das partes integrantes do processo, o clima de contribuição mútua era comum, então nada mais natural que em algumas faixas pudesse sobressair um pouco o som característico de James Murphy. Mas engana-se quem acha que esse estilo é totalmente novo para Arcade Fire. “Reflektor” é como se fosse uma sequência de “Sprawl II”, porém, prestigiando mais esses novos elementos. A banda fez um show secreto no dia 4 para poucos fãs, que descreveram como “um pouco orientado para o dance, devido aos ritmos upbeat e baterias de conga e arranjos eletrônicos, junto com sua sonoridade mais pop. Embora as letras das músicas tenham os mesmos temas do que os últimos lançamentos. Eles trocaram o som mais sombrio de orquestra para algo mais contemporâneo.” Bem, vamos aguardar mais um pouco. Amanhã provavelmente sai o clipe para a música. Para quem ainda está se perguntando se essa é realmente a colaboração com David Bowie, sim, é. Do meio pro final, dá para notar alguns backing vocals do mestre Bowie. Eu, particularmente, esperava uma participação mais efetiva. Mas, quem sabe não rola uma participação especial ao vivo? 



sábado, 7 de setembro de 2013

David Bowie e mais uma parceria com Arcade Fire em Reflektor



Uau! Para quem achava que o perfeito ano de 2013 para os fãs de David Bowie havia decretado seu fim, depois que o ciclo do lançamento de Next Day acabou e tendo sido confirmado os rumores de que não haveria turnês, entrevistas, nem shows promocionais, estava bem enganado. Bowie já provou inúmeras vezes que é inútil tentar prever seus próximos passos. Afinal, ele é conhecido exatamente por isso. Eis que ele surpreende a todos novamente. David Bowie trabalhou com Arcade Fire em uma faixa, que supostamente estará no novo álbum deles, Reflektor, e está pronto para lançá-la. David Bowie é um fã antigo e declarado, tendo já dito várias vezes frases entusiastas sobre a banda, além de ter tocado junto com Arcade Fire no Fashion Rocks, em 2005, as músicas “Wake Up”, do Arcade Fire e “Five Years” e “Life On Mars", de David Bowie. Será essa a novidade prometida para segunda feira, dia 9? A conferir!



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Arcade Fire confirma nome do novo álbum: Reflektor


O mistério começou em 5 de agosto, quando em várias cidades surgiu como uma arte de rua o título Reflektor, além de uma conta no Instagram com o mesmo nome. Foi o bastante para vincularem essa divulgação subjetiva ao novo disco de Arcade Fire, até então sem nome, que será lançado no dia 29 de outubro. Durante o mês, houve movimentação na conta e outra postagem misteriosa, sugerindo que algo irá acontecer no dia nove de setembro, provavelmente relativo ao novo trabalho. Mas até então não havia nenhuma confirmação sobre a quem se referia e muito menos ao que se referia. Ontem, no entanto, a banda confirmou que a conta e o nome é realmente relacionado ao novo disco, que, agora sabemos e podemos divulgar abertamente, será chamado oficialmente de Reflektor. Mais: como tudo foi confirmado, aguardemos então grandes novidades para o dia 9.


domingo, 14 de julho de 2013

Guia de Lançamentos Futuros para o 2º semestre - Parte II




Kings of Leon – Mechanical Bull – 24/09/2013




Mais uma grande banda entrega um novo trabalho em setembro. Se tornando reconhecida como uma das bandas mais popular na hora de grandes shows em festivais, eles quiseram dar continuidade à diversão de tocar esses tipos de shows, segundo o baterista Nathan Followill. O primeiro single de Mechanical Bull irá sair em 17 de julho e se chama “Super-Soaker”, então fiquem atentos.

Arnaldo Antunes – Disco – Outubro

Divulgando uma faixa de Disco desde junho, a cada primeira segunda feira do mês, o cantor, compositor e poeta Arnaldo Antunes dita a divulgação do seu novo disco. As duas amostras possuem tudo aquilo que um fã de Arnaldo Antunes espera: a voz tranquila e descontraída de Arnaldo, uma gigante abrangência lírica, com trocadilhos e metáforas sensacionais. Confira “Muito Muito Pouco”.




Of Montreal – lousy with sylvianbriar – 08/10/2013




Depois de fracassos por alguns anos seguidos, Of Montreal tenta dar mais uma cartada par aver se consegue alcançar mais uma vez a qualidade de trabalhos de alguns anos passados. Para isso, o líder e compositor da banda, Kevin Barnes se inspirou no processo criativo das bandas do final dos anos 60 e inícios dos 70, com uma produção muito veloz e espontânea. Talvez seja a última chance da banda se reerguer novamente. The Strokes aproveitou a chance, Of Montreal conseguirá? É o que veremos no dia 8 de outubro. A primeira amostra é promissora, “fugitive air”, bem estilo Rolling Stones.




Pearl Jam – Lightning Bolt – 15/10/2013




Pearl Jam anunciou o álbum seguinte a Backspacer, de 2009, para outubro e já soltou uma amostra bem interessante, “Mind Your Manners”, com a veia punk da banda. O disco foi produzido pelo antigo colaborador, Brendan O’ Brian.




Arcade Fire – Ainda Sem Título – 29/10/2013






Poucas informações chegaram até o momento, mas a principal a gente já tem. O sucessor de The Suburbs, de 2010, irá chegar às lojas no dia 29 de outubro, com a promessa do produtor James Murphy de ser mais um grande e ótimo álbum da banda. A conferir.




sexta-feira, 12 de julho de 2013

Arcade Fire anuncia novo álbum para Outubro!


Agora já é fato. 2013 ficará marcado na memória (especialmente na minha) por grandes retornos e grandes álbuns. No início do ano, ficou com a surpresa da volta de David Bowie depois de dez anos de silêncio, com mais uma obra prima sua, o disco The Next Day. Depois, Black Sabbath anunciou a reunião com Ozzy Osbourne depois de vinte e cinco anos e lançou 13. Queens of The Stone Age, por sua vez, reaparece com ...Like Clockwork, depois de seis anos sem lançamentos. 

Esses foram os que já saíram. Mas quem achou que acabava por aí está bastante enganado, afinal, ainda estamos na metade do ano. Ontem, Pearl Jam anunciou o lançamento para o dia 15 de outubro do décimo álbum, Lightning Bolt, depois de quatro anos de Backspacer, último trabalho da banda.

Hoje ficou por conta de mais uma super banda programar o dia de lançamento de seu disco: Arcade Fire. Estávamos por dentro das notícias da banda, que estava gravando em um estúdio de Nova Iorque com James Murphy, mas ainda não havia nenhuma confirmação, nenhuma previsão de quando o trabalho veria a luz do dia. Hoje, pelo twitter, temos essa informação. O novo disco será oficialmente lançado em 29 de outubro e isso já é o suficiente para chamarmos de “super outubro”. O tweet foi em resposta a um fã que simplesmente mandou para eles: "you're my favorite". Junto com a notícia, a banda divulgou a foto acima. Infelizmente, nenhuma informação adicional sobre o nome do novo trabalho, single, nem nada. Continuaremos na expectativa. Mas agora podemos realmente falar: falta pouco! 

Enquanto isso, vamos curtindo mais de The Suburbs, último álbum da banda, de 2010, com a faixa “Ready To Start”:


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Atualização sobre o novo disco de Arcade Fire, por James Murphy


Arcade Fire está certamente no hall das maiores bandas de rock do século XXI, posição conquistada por uma carreira de dez anos e três álbuns clássicos impecáveis, além de uma vibrante, criativa e empolgante apresentação ao vivo. Se fosse possível apontar um ponto negativo na banda, egoisticamente, a primeira coisa que viria à mente facilmente seria a demora entre um novo trabalho e outro, até agora, sempre mantendo uma média de três anos de intervalo. Claro, talvez exatamente por isso os produtos finais sejam tão geniais, fruto de um longo processo criativo. Mas, como fã, é impossível não ficar ansioso e um pouco desapontado com a demora, que, inclusive, e graças aos Deuses do Rock, está próxima de acabar.

No final do ano passado, o empresário da banda anunciou que Arcade Fire estava de volta aos estúdios, dessa vez acompanhada por James Murphy, fundador do LCD Soundsystem. Nessa ocasião, Scott Rodger deu um insight do que estava rolando: “eles estão lá com James Murphy em três músicas aproximadamente, mais Markus Dravs, que é um colaborador de longa data. Eles escrevem muitas músicas, esse é um problema bom para se ter. Há mais ou menos trinta e cinco músicas com Arcade Fire, valem dois álbuns, com certeza”.


Nesse ínterim, nasceu o primeiro filho do casal Win Butler e Regine Chassagne, no dia 21 de abril, o que pode ter atrasado um pouco as gravações. O fato é que James Murphy veio a público, em entrevista para a NME, para dar uma atualização sobre o processo no estúdio, revelando ainda o seu papel nas sessões. Empolgado, Murphy afirma categoricamente que o álbum “será fantástico”. Em se tratando de Arcade Fire, dificilmente seria diferente. Ele ainda disse que está mais ou menos no meio do processo, para dizer exatamente como ele será. Apenas sabe que será fantástico. Sobre o seu papel, Murphy disse: “Eles são tão bons que poderiam produzirem a si mesmos, então meu papel na banda depende da música. Às vezes eu dou algumas sugestões e toco algum instrumento, outras vezes apenas ajudo nos arranjos. Nós nos sentimos parte de nossas próprias bandas, porque nós viajamos em turnê juntos ao longo dos anos”.

Enquanto isso, Win Butler subiu no palco do show dos Rolling Stones e tocou a música “The Last Time”. Já que segundo Murphy, eles se encontram na metade da gravação, provavelmente será quebrada a tradição de um álbum a cada três anos. Mas uma coisa é certa: em breve teremos mais um grande álbum de Arcade Fire. E é o suficiente.

Fiquem com o vídeo da faixa título do último álbum da banda, “The Suburbs”, de 2010:


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Arcade Fire em horário integral no estúdio


Banda boa dá saudade, isso é fato. Por isso que mesmo se distraindo com uma banda aqui outra ali, de vez em quando paro, reflito e chego à conclusão: que saudade de Arcade Fire! Mas a boa notícia da vez é que essa saudade já tem uma previsão para morrer, isso porque os membros do Arcade Fire estão em horário integral no estúdio trabalhando para o novo álbum. Foi o que revelou o baterista Jeremy Gara em uma entrevista para a rádio de Ottawa, CKCU, na qual trabalhou como DJ nos anos 90. 

Gara disse que Arcade Fire estão atualmente no estúdio para gravar o álbum seguinte ao ótimo The Suburbs, último disco da banda, lançado em 2010. Gara também descreveu um pouco da rotina dos companheiros no estúdio: “Nós estamos trabalhando como sempre fizemos, nós tiramos alguns meses de folga e estivemos escrevendo músicas. Agora estamos em estúdio praticamente em horário integral apenas fazendo o que fazemos. E nós tipo fechamos a porta. Nós não temos saído e feito alguma coisa em quase um ano agora. Não fizemos fotos nem entrevistas, nem nada. Nós só estamos trabalhando na música e deixando crescer nossas barbas, ficando muito em casa e saindo para jantar juntos.”

Quanto à previsão de lançamento ou prazos, Gara foi com cautela e tranquilidade, “nós não estamos tão dentro do álbum ainda, mas temos trabalhado por alguns meses já. Nós não estamos sobre pressão de gravadora ou empresário ou qualquer coisa para colocar em um cronograma. Nós estamos apenas trabalhando. Sem prazos limites, está vindo naturalmente.” Mas, ainda assim, ele prevê que o novo álbum seja lançado mais ou menos no final do próximo ano. 

Gara também afirmou que para alguns membros da banda o fato de criar uma família e desfrutá-la está se tornando uma prioridade. Então já que temos bem um ano ainda de espera, vamos ficar com “Ready To Start”, de The Suburbs, de 2010.