sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Resenha de Lee Ranaldo And The Dust - Last Night on Earth
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Lee Ranaldo and The Dust anuncia novo álbum, Last Night On Earth
sexta-feira, 16 de março de 2012
Lee Ranaldo - Between The Times & The Tides
Com a indefinição do futuro de Sonic Youth, Lee Ranaldo, um dos fundadores e compositor da banda, decidiu juntar umas músicas e lançar um álbum solo. Between The Times and The Tides é o ótimo resultado dessa compilação, o que já se era de esperar, tendo como base que Lee Ranaldo é provavelmente o melhor compositor de Sonic Youth, apesar de de infelizmente ter poucas canções por álbum, pois, na maioria das vezes, as faixas mais interessantes são suas (vide “Wish Fulfillment” e “Mote”). Enquanto Thurston Moore e Kim Gordon prezam mais para um som de longos improvisos e experimentações com efeitos de guitarra, as composições de Ranaldo são mais focadas e concentradas, por vezes em uma sobriedade ébria, com um vocal mais melódico e também com muita guitarra. Pois é exatamente isso, sempre na medida certa, que se encontra em Between the Times and the Tides.
Lee Ranaldo também contou com uma bela equipe. O álbum tem participação de Alan Licht e Nels Cline, do Wilco, além de Steve Shelley, que não se contentou com o ingresso no Disappears, e também deu umas boas palhinhas aqui. E Ranaldo dá os créditos e importância para a equipe colaboradora “Canções podem ser de um milhão de maneiras diferentes. Graças a alguns amigos incríveis que pararam para tocar e cantar, este grupo de canções foram a lugares maravilhosos.”
E Between The Times and The Tides já começa de forma impressionante. Alias, as três primeiras faixas é o suficiente para derrubar qualquer um. “Waiting On a Dream” começa com uma guitarra bem no estilo Sonic Youth, e já apresenta bem como vai ser o álbum, o som direto, com guitarras altas e vocais melódicos, seis minutos se passam que nem se sente. Algo, principalmente no refrão, remete aos anos 60. Depois segue a já conhecida e aprovada “Off The Wall”. Se acha que não dá pra melhorar, você está muito enganado. “Xtina As I Knew Her” pode ser considerada a obra prima de Between The Times and The Tides. Durante seus épicos sete minutos, não há enrolação nenhuma, é direta e intensa, com diversas variações no decorrer da música. Belíssimas partes de guitarra por toda a música dão o charme e clima onírico extra à faixa.
“Angles”, a faixa seguinte, também é interessante, mas a sensação é que ainda se está entorpecido com a anterior. Com seguidas audições, vai percebendo mais ela e seus detalhes, com mais um solo sensacional. “Hammer Blows” é um dos poucos momentos que ele deixa a guitarra de lado e empunha o violão, ainda assim vai aparecendo uns efeitos e microfonias aos poucos aqui e ali. Melodia muito bonita. “Fire Island (Phases)” já começa com um solo incrível de guitarra que deixa de boca aberta, depois ela diminui o ritmo e tem umas variações muito interessantes, chegando próximo até de um country. Quando a gente pensa que é capaz de entrar um solinho de gaita, a música explode em guitarra ensurdecedora. Essa faixa mostra a maturidade de Lee como compositor, transitando de um estilo para outro com uma facilidade incrível, parecendo sempre natural e simples.
“Lost (Plane T Nice)” mantém a qualidade e lembra a pegada de algumas músicas de Lee Ranaldo com o Sonic Youth. “Shouts” é mais calminha e tem uma parte da letra falada pela esposa de Ranaldo, debaixo de muita guitarra. “Stranded” é mais uma bela faixa acústica e arranjos muito bonitos. A música que fecha o álbum não poderia ser melhor, “Tomorrow Never Comes” em alguns momentos chega a me lembrar “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles. Há algo bem psicodélico nessas guitarras e na batida.
Depois de tudo, há a sensação de prazer em cada uma das músicas. Aos 56 anos, Lee Ranaldo não precisa fazer mais trabalhos de vanguarda. Seu papel na revolução já foi feito com Sonic Youth. Between The Times and The Tides é um grande álbum para os apreciadores do gênero, que por sinal está sendo bem servido nesses últimos anos, após lançamentos de Yuck, no ano passado, e do mais recente álbum do Disappears, Pre Language.
Ouça o stream do novo álbum completo aqui
sexta-feira, 9 de março de 2012
Lee Ranaldo + 1 - Pitchfork.tv
Lee Ranaldo está prestes a lançar seu álbum Between The Times And Tides, e foi o convidado especial para a série +1, da Pitchfork.tv. No episódio Lee fala sobre várias coisas, sobre o novo disco, claro, bem como a situação em que se encontra a sua banda principal, Sonic Youth, que vem tendo rumores sobre a separação definitiva da banda, devido ao divórcio de Thurston Moore e Kim Gordon.
A primeira parte do episódio é uma entrevista com Lee Ranaldo,e ele diz que tinha várias músicas antigas que nunca foram finalizadas, ou demos acústicas, e então passaram para o estúdio e começaram a trabalhar essas músicas. Sobre Sonic Youth, Ranaldo diz que eles não estão falando sobre o que espera o futuro para a banda, estão dando uma folga, que tem muita coisa e muitos problemas a se resolver, e que eles preferiram simplesmente se afastar um pouco e deixar acontecer naturalmente, assim, não tem nenhum plano definido no momento, nem estão acabando e nem estão se reunindo no dia seguinte no estúdio, e que foram para a America do Sul para alguns shows (inclusive o SWU) e que apesar de certas situações, correu tudo muito bem. Ele não consegue imaginar o fim de tudo, mas, enfim, tem que esperar e ver o que acontece.
Depois ele fala sobre algumas parcerias em Between The Times and Tides e depois começam a tocar a primeira música de trabalho do álbum, a ótima “Off The Wall”. Confira:
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Sonic Youth ao vivo no SWU
O festival de música e sustentabilidade SWU (sigla para "Starts with you"), pode ter sido palco do último show da carreira do Sonic Youth. Ainda não é oficial, mas os rumores correm sem parar, motivados principalmente pela notícia de separação de Thurston Moore e Kim Gordon, casados desde 1984. Thurston Moore anunciou também uma turnê solo para promover o seu álbum solo, Demolished Thoughts, que vai de novembro até fevereiro. Até lá, o futuro de Sonic Youth é incerto.
Sobre o show, Sonic Youth já veio várias vezes ao Brasil e certamente fez shows mais antológicos do que este. Infelizmente, por ser um show de festival, o setlist foi curto, com apenas doze músicas, muito pouco para uma banda com uma carreira como a do Sonic Youth. Aproveitando o curto espaço de tempo, eles também poderiam ter focado mais nos clássicos, mas ainda assim, o show teve grandes momentos, como a incrível "Mote", "Cross the Breeze", "Suger Kane" e, claro, "Teenage Riot".
O show teve várias músicas com Kim Gordon nos vocais, destaque para "Sacred Trickster". O final de "Mote" é impagável, definição pura do que é Noise no rock. Emendando com "Cross The Breeze", certamente a melhor com Kim Gordon cantando. Ficou realmente perfeito. E o final com a sequência de "Sugar Kane" e "Teenage Riot" também foi o momento máximo do show. Caso os rumores se confirmem, foi uma despedida tímida para o porte dessa banda. Então vamos torcer que eles se ajeitem e consigam manter-se juntos e fazer muita música boa ainda. No final Thurston Moore dá uma esperança: "can't wait to see you again".
Segue abaixo o setlist completo e o vídeo do show completo:
Setlist: Sao Paulo, Brasil, Festival SWU, 11/14/11:
01 Brave Men Run
02 Death Valley '69
03 Sacred Trickster
04 Calming the Snake
05 Mote
06 Cross the Breeze
07 Schizophrenia
08 Drunken Butterfly
09 Starfield Rd.
10 Flower
11 Sugar Kane
12 Teen Age Riot
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O ano em que os heróis da guitarra penduraram suas guitarras Pt. III
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O ano em que os heróis da guitarra penduraram suas guitarras - Part I
Tem muita coisa boa rolando para quem gosta de rock alternativo. Cada semana são lançados vários álbuns de bandas famosas ou desconhecidas. Mas poucas dispõem de um status intocável, com uma legião de fãs fiés e incondicionais. Sonic Youth, Dinosaur Jr. e Pearl Jam são algumas delas. Sonic Youth e Dinosaur Jr. são semideuses para o indie (Velvet Underground e Neil Young são os deuses) e Pearl Jam, juntamente com Nirvana, deu um toque mais popular e alcançou um público bem maior para o gênero, sobretudo no início da década de 90, com o grunge. Após esses anos de auge comercial, Eddie Vedder e companhia entraram no ostracismo consentido do underground. Com Sonic Youth e Dinosaur Jr é um pouco diferente, sempre estiveram no underground, sendo duas das poucas bandas alternativas que não se separaram, como Pixies (apesar da reunião recente), Jesus and Mary Chains, Pavment, entre outras, e ainda fazem um som maravilhoso até os dias de hoje.
Mas o que essas três bandas tem em comum com o ano de 2011? Seus respectivos líderes lançaram álbuns solo. Eddie Vedder, J Mascis e Thurston Moore. Esses dois últimos são conhecidos como guitar heroes, pois em suas bandas sempre se sobressaem com trabalhos muito interessantes na guitarra, como solos incríveis e barulhos amplificados melodiosos. Eu sei, Eddie Vedder não é um guitarrista primoroso e em várias músicas nem toca guitarra, mas é um ídolo e referência tão grande como Mascis e Moore. Portanto, o que o novo trabalho solo dos três tem em comum? Todos eles penduraram a guitarra.
Nos próximos posts, irei falar do trabalho de cada um deles, “Ukulele Songs”, de Eddie Vedder”, “Demolished Thoughts” de Thurston Moore e “Several Shades of Why”, de J Mascis.