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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Melhores Álbuns de 2011 - Parte III

30. LIRINHA – LIRA



Lira é uma mudança muito bem intencionada na carreira de Lirinha que faz finalmente a gente entender e concluir “agora sim, eu entendi porque ele saiu de Cordel...”. Falta uma direcionada dessa na carreira de muita gente grande por aí. Por exemplo, gostaria muito de um álbum assim de Jack White para saber se finalmente entenderia o fim do White Stripes.





29. KURT VILE – SMOKE RING FOR MY HALO



Membro do The War on Drugs, Kurt Vile superou a banda principal com o lançamento do seu terceiro album solo, Smoke Ring From My Halo. Com um lo-fi de qualidade, Vile enche o trabalho inteiro com belas canções, num clima calmo e um pouco meditativo.





28. PJ HARVEY – LET ENGLAND SHAKE



Let England Shake mostra um trabalho quase conceitual, muito bem pensado nos detalhes e inclusive na sua aparente simplicidade. Um álbum que enriquece ainda mais a carreira dessa grande e bela compositora inglesa.





27. EDDIE VEDDER – UKULELE SONGS



Eddie Vedder lançou o “Ukulele Songs” em 2011, que é somente ele e o ukulele, um instrumento havaiano semelhante ao cavaquinho brasileiro e distribui através de 16 músicas as mesmas belíssimas melodias e letras de sempre. O que fica bem interessante é que as letras de Eddie Vedder estão bem depressivas, sobre perdas amorosas e solidão, antagonizando com o som do ukulele, que normalmente é usado em músicas agitadas e alegres.





26. DUM DUM GIRLS – ONLY IN DREAMS



O trabalho inteiro é composto por canções interessantes e mantém um nível bem legal, nada muito genial, mas muito divertido, como é o caso da maioria das músicas, e duas faixas geniais. No geral, Only In Dreams é um bom trabalho, muito confortável para ouvi-lo tranquilamente e aproveitar seus momentos. E Dum Dum Girls parece uma banda cujo potencial está na linha crescente.



Parte I (40 a 36)
Parte II (35 a 31)

domingo, 27 de novembro de 2011

Lirinha ao vivo no Estúdio Showlivre



Lirinha estreou a carreira solo com o álbum Lira, lançado este ano, e surpreendeu a todos mostrando um som puxado mais para o rock alternativo do que os trabalhos regionais de sua antiga banda, Cordel do Fogo Encantado. Lirinha foi o convidado para o programa Estúdio Showlivre, que foi ao ar 21 de novembro de 2011. A apresentação está disponível no youtube na íntegra, conforme link abaixo.

Até os seis minutos de vídeo não acontece nada, é só a banda esperando o programa ir ao ar. Após breve apresentação, Lirinha começa com “Sistema Lacrimal”. Ai tem uma entrevista, onde Lirinha apresenta os integrantes da banda e fala sobre o começo da carreira solo após 11 anos de Cordel e da mudança de estilo. “Ah se Não Fosse o Amor” e “Ela vai Dançar” seguem com a apresentação. Ficaram muito interessantes as versões ao vivo das faixas do álbum, muito bem tocadas. Legal que não tem um baterista propriamente dito e sim um percussionista. “Sidarta” é a maior ligação com o Cordel, bem percussiva, acrescentado guitarras e teclados.

A segunda parte da entrevista começa com uma pergunta sem noção de alguém do chat, pedindo para fazer uma turnê de despedida. Lirinha diz que seria bom, mas que agora está concentrado nessa nova fase e não vê lógica em “turnê de despedida”. A outra pergunta é interessante, o que a banda está ouvindo atualmente e no que os tambores do candomblé influencia o disco. Lirinha fala que sempre ouviu as canções religiosas africanas, muitos batuques e diz que a banda é muito eclética e gosta muito de ouvir música e as viagens eles trocam bastante essas informações e que é de uma riqueza única. A outra pergunta é sobre as participações especiais, de Otto, Fernando Catatau e o próprio filho do cantor. Lirinha diz que esse negócio de disco solo tem essa coisa afetiva e fala um pouco sobre cada participação.

Então como fala o apresentador, “Vamo de música”. Lirinha concorda e manda uma das melhores do álbum, “Memória”. Ótima performance de Lirinha, muito bom. “Adebayor” e “Ducontra” continuam a apresentação. Começa outra parte de entrevista, comentando sobre a formação “estranha” da banda. Lirinha fala também que Lira é um álbum muito pessoal, além de falar um pouco sobre shows em Recife e Arcoverde.

A última parte da apresentação começa com “Nada a Fazer”. A surpresa fica para o final, na última música, por uma faixa inédita, “Lágrimas Pretas”, que Lirinha diz que foi gravada por Pitty, bem legal também, seguindo o estilo do Lira. Deveria ter entrado no álbum.

Muito boa a execução das músicas ao vivo e mantendo esse ritmo, Lirinha vai se consolidar como um grande artista, o que ele de fato é.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lira - Lirinha



A banda Cordel do Fogo Encantado, de Arcoverde, cidade do interior de Pernambuco, marcou a cena da música brasileira através de três álbuns, entre 2001 e 2006. A música continha novos sabores, cheio de percussões que mesclava o maracatu do mangue beat com as composições poéticas e as performances teatrais do líder da banda Lirinha. A peculiaridade do som com as apresentações ao vivo era uma combinação poderosíssima, o que culminou com a explosão da popularidade da banda. Devido ao sucesso, Lirinha pegou todo mundo de surpresa ao anunciar sua saída da banda em fevereiro de 2010, alegando “necessidade de trilhar novos caminhos”.
Esses novos caminhos o guiaram até a estréia do cantor como artista solo com o lançamento do álbum Lira. Muita era a expectativa acerca do trabalho do pernambucano, todos se perguntavam se continuaria no estilo de Cordel ou se ele se reinventaria como compositor. Esta última alternativa foi a que se sobressaiu.

Lira é uma mescla de estilos, tudo com muita poesia de Lirinha. O álbum começa com a sombria e romântica “Ah Se Não Fosse o Amor”, mostrando que o que está por vir será bem diferente de Cordel, com muitas guitarras e outros elementos mais universais, como em “Sistema Lacrimal”. Em “Noite Fria” Lirinha brinca um pouco com o samba. “Sidarta”, praticamente uma súplica ao Buda, tem uma percussão que é onde mais se aproxima do trabalho antigo de Lirinha, porém, menos pesado.
“Memória” é um dos pontos altos do álbum, música animada e divertida, lembrando os iê iê iê da jovem guarda. “Valete” é outra grande música, com as participações especiais de Otto e Ângela Rorô. E no final tem a surpresa de uma composição de Lirinha em Inglês, isso mesmo. E quem canta a brincadeira é o filho de Lirinha João Diniz.
Lira é uma mudança muito bem intencionada na carreira de Lirinha que faz finalmente a gente entender e concluir “agora sim, eu entendi porque ele saiu de Cordel...”. Falta uma direcionada dessa na carreira de muita gente grande por aí. Por exemplo, gostaria muito de um álbum assim de Jack White para saber se finalmente entenderia o fim do White Stripes.
Outra coisa legal: O próprio Lirinha disponibiliza o download gratuito do álbum completo no seu site oficial, aproveite e baixe: http://www.josepaesdelira.net/#!download