Mostrando postagens com marcador Christopher Owens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christopher Owens. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Melhores Álbuns de 2015 - Parte III





20. Built To Spill - Unetethered Moon



Uma das melhores bandas alternativas dos anos 2000 e 90, Built To Spill, estava fora do circuito já há vários anos (o último disco da banda havia sido There Is No Enemy, de 2009). Para o retorno, em Unetethered Moon, Doug Martsch mostra toda a energia e a habilidade com a guitarra que fez falta durante esse tempo. Embora deslocado no tempo, já que a relevância do estilo alternativo não é mais o mesmo que era na década de noventa, Built To Spill prova que não se deve importar para isso.  








Tocando blues há 70 anos – e profissionalmente há 50 -, John Mayall, o “Godfather of The British Blues”, –, apenas um ano após o último álbum, A Special Life, mostra que, aos 82 anos, ainda permanece com um fôlego interminável e lança seu mais novo disco, chamado Find a Way To Care.  Tal qual Leo “Bud” Welch, dois álbuns em dois anos para um músico com mais de 80 anos é algo extraordinário. No caso de John Mayall é ainda mais surpreendente pelo fato do músico já estar há mais de 50 anos no ramo profissionalmente. Não é um álbum que se equipare aos clássicos da década de 60 e 70, tanto pela sua importância musical e histórica, mas para quem acompanha e é fã da extensa carreira de John Mayall é com certeza uma ótima pedida.







Diferentemente do novo filme de Star Wars, com anos de antecipação, o Star Wars, novo álbum do Wilco, foi lançado literalmente do dia para a noite. Star Wars é recebido com aquele ar atordoado, confuso, mas ao mesmo tempo extasiado, desvendando os mistérios pouco a pouco de um artefato recém-descoberto. Diferente dos trabalhos anteriores do Wilco, sempre meticulosamente planejado e executado, Star Wars é um tanto desleixado e improvisado, com canções curtas e diretas. A única que foge à regra é “Your Satellite”, que também é a melhor canção do disco.





23. Christopher Owens - Chrissybaby Forever




Christopher Owens está trilhando sozinho o seu caminho na música com o seu terceiro disco solo em três ano, Chrissybaby Forever. Se ele ainda não conseguiu alcançar o mesmo patamar de quando participava da banda Girls, que acabou no auge, logo depois do lançamento do perfeito Father, Son, Holy Ghost, este novo álbum indica que, ao menos, Owens está se aproximando desse nível, com um álbum mais maduro, conciso, o que é um ótimo sinal. Aguardemos ansiosamente então os próximos passos desse irrequieto e jovem compositor.





24. Charlie Musselwhite - I Ain't Lying




O gaitista Charlie Musselwhite é um dos poucos que ainda fazem a conexão do presente com o auge do blues na década de sessenta e que continua dando passos firmes na carreira. I Ain’t Lying, apesar de ter várias músicas já gravadas pelo próprio Musselwhite no decorrer de sua carreira, é uma seleção incrível de blues, tocada por uma banda enxuta e impecável, formada pelo mais básico que tem, guitarra, bateria, baixo e gaita, o que torna possível esticar as músicas para que cada um brilhe à sua maneira.  





25. Father John Misty - I Love You Honeybear



Depois do lançamento de I Love You Honeybear, Father John Misty, ou Joshua Tillman, está sendo um dos herois da cena indie do ano, aclamado praticamente por todas as revistas especializadas. A explicação talvez resida na sua contradição. As músicas, a maioria de uma beleza incrível, são acompanhadas por letras misteriosas, beirando o nonsense, ou até mesmo doses elevadas de ironia e crítica sobre o modo de vida americano. Ou talvez seja só a sinceridade em nível máximo. O certo é que nunca temos certeza e é isso que intriga e chama a atenção em Father John Misty.






26. Guy Davis - Kokomo Kidd



Guy Davis faz parte da última grande geração de novos bluesmen que surgiu na década de 90, junto com Correy Harris e Eric Bibb. Além de tocar blues acústico e de raiz como poucos, e ser dono de uma voz que está ali entre Tom Waits e Howlin’ Wolf, Davis é também um grande contador de estórias, o que favorece a adoção de outros estilos, principalmente o folk, tendo em vista a inspiração, já declarada, que sente por Bob Dylan, mas tem também espaço para um reggae, por exemplo. Entre originais e regravações (inclusive uma cover de “Lay Lady Lay”, de Dylan, e clássicas do blues como “Little Red Rooster” e “Cool Drink Of Water”), Guy Davis nos dá mais uma vez acesso ao seu rico universo musical.  








Mack Orr chega aos setenta com uma voz expressiva, acompanhando a energia nostálgica que flui de sua banda. Antigo coletor de algodão, que passou a trabalhar como mecânico de carro, Mack Orr possui aquela experiência de vida no duro e cruel Sul rural, o Deep South.  A autenticidade é tudo na tradição do blues. Quando encontramos um álbum como A Bluesman Looks At Seventy, vemos que o blues está forte e seguro, tal qual Daddy Mack Orr com seus setenta anos – e contando.





28. Blur - The Magic Whip



Blur foi uma das bandas mais influentes da década de 90, um dos maiores representantes do do chamado britpop. Em The Magic Whip, além de ser o primeiro álbum da banda depois de 12 anos, o líder Damon Albarn tenta condensar toda sua (variada) experiência musical durante esse tempo com o som já tradicional e moderno de Blur. O resultado é um álbum eclético e repleto de músicas interessantes e referências orientais, da capa ao título de canções como “My Terracotta Heart”, “Ong Ong” e “Pyongyang” (o álbum foi gravado em um estúdio em Hong Kong entre datas de shows no Sul da China e Indonésia). Décadas após o auge, Blur retorna para afirmar que ainda é relevante. Talvez, na longa duração, eles tenham se saído melhor do que seus rivais do Oasis nessa.





29. Andy T Nick Nixon Band - Numbers Man




A parceria entre Andy T e Nick Nixon está chegando ao terceiro disco por uma grande gravadora e à cada novo lançamento eles vão um pouco além. O vocal de Nick, um músico de Memphis e a guitarra de Andy T estão ainda mais entrosados. O gaitista Kim Wilson também faz uma participação no álbum, junto com alguns outros convidados. Numbers Man é um álbum gostoso de ouvir do início ao fim.




Parte I 50 a 40
Parte II 39 a 30



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Melhores Álbuns de 2014



Esse ano de 2014 foi bastante corrido para o Filho do Blues, o que acabou fazendo com que tivesse menos tempo disponível para me dedicar ao blog, com atualizações, notícias, vídeos e resenhas. No entanto, isso não quer dizer que eu parei de acompanhar as novidades do mundo da música. Muito pelo contrário: ainda que sem tempo, consegui manter o top 40 do ano e consegui expandir meus horizontes musicais e mergulhei ainda mais, sobretudo, no blues. Fato que é traduzido pela maior ocorrência de álbuns do gênero em relação ao ano passado. Em 2013, tivemos 8 destaques do blues nos melhores álbuns do ano (o maior deles, Corey Harris, com Fulton Blues). Já em 2014, esse número subiu para 12, com o destaque para Sugar Ray & The Bluetones, pelo álbum  Living Tear to Tear, que alcançou a segunda colocação no ranking. O top 10 conta com 4 ábuns de blues, o que é um feito significativo. (Além de Sugar Ray & The Bluetones, Billy Boy Arnold, ainda teve Johnny Winter, que faleceu ainda neste ano, antes do álbum ser lançado, e Joe Bonamassa).

Também chamo atenção para alguns lançamentos nacionais bastante interessantes em 2014, como o retorno da Nação Zumbi (5º), o gênio Tom Zé (7º), a parceria de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães na Banda do Mar (13º), Erasmo Carlos (23º) e China (27º).

Em primeiro lugar ficou Jack White, com seu segundo disco solo, Lazaretto. No topo a disputa ficou menos acirrada do que em relação a 2013, que teve ao menos 4 grandiosos álbuns (Arcade Fire, David Bowie, QOTSA e Vampire Weekend). Mesmo assim, ainda podemos falar dos não menos notáveis novos lançamentos de Beck (Morning Phase, 3º), Damon Albarn, do Blur, (Everybody Robots, 18º), o mestre Leonard Cohen (Popular Problemas, 09º) e Foo Fighters (Sonic Highways, 10º).

O ano de 2014 teve de tudo. Contou com a volta de figuras carimbadas como Weezer, com um bom álbum (Everything Will Be Alright In The End, 16º), Stephen Malkmus (Wig Out at Jagbags, 40º) e Manic Street Preachers (Futurology, 24º), ao mesmo tempo em que reforçou ou apresentou novidades muito boas, como Perfume Genius (Too Bright, 14º), Sun Kil Moon (Benji, 19º) e Christopher Owens (A New Testment, 17º). E o que falar da maior novidade do ano, a maior revelação do ano, que lançou o seu primeiro disco no início desse ano aos 82 anos? Estou falando do bluesman Leo "Bud" Welch, com o maravilhoso álbum de blues-gospel Sabougla Voices (12º).

Enfim, nos despedimos de 2014 com essa lista de nomes que fizeram com que o ano ficasse melhor e mais gostoso. No mais, Feliz Natal e Feliz Ano Novo para os leitores do Filho do Blues e que 2015 seja repleto  de belíssimos lançamentos para que no próximo dezembro esta lista esteja ainda mais extensa!

Um grande abraço!

MELHORES ÁLBUNS DE 2014

01. Jack White - Lazaretto
02. Sugar Ray & The Bluetones - Living Tear to Tear
03. Beck - Morning Phase
04. Johnny Winter - Step Back
05. Nação Zumbi - Nação Zumbi
06. Billy Boy Arnold - The Blues Soul Of Billy Boy Arnold
07. Tom Zé - Vira Lata Na Via Lactea
08. Joe Bonamassa - Different Shades Of Blue
09. Leonard Cohen - Popular Problems
10. Foo Fighters - Sonic Highways
11. Gruff Rhys - American Interior
12. Leo Welch - Sabougla Voices
13. Banda do Mar - Banda do Mar
14. Perfume Genius - Too Bright
15. Dave Specter - Message In Blue
16. Weezer - Everything Will Be Alright In The End
17. Christopher Owens - A New Testament
18. Damon Albarn - Everyday Robots
19. Sun Kil Moon - Benji
20. TV On The Radio - Seeds
21. Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy
22. John Mayall - A Special Life
23. Erasmo Carlos - Gigante Gentil
24. Manic Street Preachers - Futurology
25. Damien Jurado - Brothers And Sisters of the Eternal Son
26. Walter Trout - The Blues Came Callin'
27. China - Telemática
28. Lucky Peterson - The Son Of A Bluesman
29. The Robert Cray Band - In My Soul
30. Bruce Springsteen - High Hopes
31. Johnny Cash - Out Among The Stars
32. Cloud Nothings - Here And Nowhere Else
33. C.W. Stoneking - Gon Boogaloo
34. Mud Morganfield & Kim Wilson - For Pops Tribute To Muddy Waters
35. Tibério Azul - Bandarra
36. Hamilton Leithauser - Black Hours
37. The Black Keys - Turn Blue
38. Thiago Pethit - Rock'n'Roll Sugar Darling
39. Black Lips - Underneath the Rainbow
40. Stephen Malkmus & The Jicks - Wig Out at Jagbags
41. Eric Bibb - Blues People

Álbuns que não foram completamente inéditos, mas que de alguma forma merecem ser menciona

David Bowie - Nothing Has Changed
Wilco - What's Your 20 Essential Tracks 1994-2014
Caetano Veloso - Multishow Ao Vivo Abraçaço
Leonard Cohen - Live in Dublin
Nat King Cole - The Extraordinary
Gary Clark Jr. - Gary Clark Jr. Live







sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As Melhores Músicas de 2014

O Filho do Blues está sumido mas não está morto! E para preparar vocês para a já tradicional lista de Melhores álbuns do ano - que sairá em breve - deixarei vocês curtindo por uns dias as dez melhores faixas do ano. Divirtam-se!

Jack White - Would You Fight for My Love?

Jack White dá a sequência a sua carreira solo com o disco Lazaretto. "Would You Fight For My Love?" reune tudo de melhor da sua carreira em uma única faixa.


 

David Bowie - Sue (Or in a Season of Crime)

A única faixa inédita da magnífica coletânea Nothing Has Changed é incrível e aponta para uma nova direção musical de Bowie em relação aos três últimos discos. Pena que só tem uma. 


 

Nação Zumbi - Foi de Amor

"Foi de Amor" traz todo o peso tradicional que conhecemos de Nação Zumbi, em meio a um álbum sonoramente bem mais acessível ao grande público, sem, no entanto, perder a identidade que faz de Nação a melhor banda nacional.

 

Perfume Genius - Queen

Qualquer música da banda Perfume Genius tem todos os ingredientes para sensibilizar o ouvinte. "Queen" apresenta tudo isso de forma potencializada, muito emotiva, tensa, que faz com que cada verso seja uma cicatriz sendo aberta e curada ao mesmo tempo. Perfeito.


 

Leo "Bud" Welch - Take Care of Me Lord

O estreante do ano, a revelação que tem 82 anos despejando agora para todo mundo ouvir a energia e o vigor do seu Blues-Gospel. Para lavar a alma e dançar. Desse jeito até eu iria para a Igreja.


 

Tom Zé - Esquerda, Grana e Direita

Tom Zé destila toda sua sagacidade e gênio nessa faixa que traduz o momento que a sociedade brasileira atravessa, sempre com a irreverência e brilho típico das obras desse genial artista brasileiro.


 

Damien Rice - It Takes A Lot To Know A Man

Melhor música de seu novo álbum, a épica "It Takes a Lot To Know A Man" faz uma viagem bastante sensível, com uma melodia cativante e uma viagem sonora para fazer você fechar os olhos e acompanhar. Lindo.


 


Johnny Winter - Death Letter

A lenda do blues Johnny Winter faleceu em 2014 um pouco antes de lançar seu novo disco, Step Back. Nada melhor do que homenageá-lo aqui com esse vídeo de "Death Letter", clássico de Son House, presente no disco. 


 

Christopher Owens - It Comes Back To You

Christopher Owens dá continuidade a sua carreira solo sem parar para respirar por muito tempo. E "It Comes Back To You" apresenta uma sonoridade mais próxima de seu trabalho com a banda Girls, que ainda é o auge de sua carreira. 


 

Joe Bonamassa - Living On The Moon

Muita energia e pegada marcam "Living On The Moon", do novo trabalho de Joe Bonamassa, com tudo o que você pode esperar desse grande guitarrista do blues rock.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Melhores Álbuns de 2013 - Parte I



31. Seasick Steve - Hubcap Music


Através de vários estilos tradicionais da música norte-americana, sendo o Blues tomando o papel principal aqui, Hubcap Music é uma viagem pelo universo ruralista em detrimento da vida exageradamente moderna que vivemos. É quase como uma rotina diária de um trabalhador rural, tem um dos momentos de trabalho braçal, assim como pegar um violão e sentar-se na varanda da casa grande e tocar diante de uma imensidão silenciosa, atenta a seus acordes




32. Ben Harper & Charlie Musselwhite - Get Up!




Get Up! É o resultado da junção colaborativa entre dois grandes e veteranos compositores que compartilham de uma paixão em comum: o blues. E essa paixão é facilmente estendida aos ouvintes pela maestria e sinceridade em cada música do álbum.






Ao final, Push The Sky Away é inconfundivelmente um álbum que Nick Cave & The Bad Seeds faria. Sombrio, imprevisível e incrivelmente composto por mãos hábeis, que sabem o que fazem







Imitations é, por fim, um tributo que Lanegan faz às suas inspirações, uma viagem direto para suas raízes musicais, tal como Sir Paul McCartney fez no ano passado, com Kisses On The Bottom. Ao final de Imitations, portanto, o ouvinte termina por entender um pouco mais desse espírito aventureiro e do quebra-cabeça que já caracteriza Mark Lanegan e seus trabalhos.








Specter At The Feast é um álbum muito carregado emocionalmente, que reflete a exata imagem de um espectro em um banquete fúnebre. O fato é que existem formas e formas de se lidar com o luto. O que é certo é que a forma que Black Rebel Motorcycle Club escolheu para lidar com o dele, rendeu no melhor disco da carreira da banda até hoje.










Foxygen aparece mais uma vez com canções muito trabalhadas e ecléticas, que vão desde o psicodélico sessentista, passando pelo rock clássico até um soul moderno. O conjunto dessas canções vai gerar o álbum com o belo título We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic. é uma bela coleção de músicas onde se pode encontrar riqueza na junção de estilos diversos numa única e cativante obra.









Lysandre acaba por ser um registro interessante de Christopher Owens, eclético e cheio de músicas boas, mas com poucas ótimas, o que era sua especialidade. Podemos tirar pelo seu trabalho anterior com Girls que ele pode fazer muito mais, no entanto, ainda assim, é apenas a porta inicial para uma carreira solo de um grande compositor.






38. Placebo - Loud Like Love


Placebo retorna após quatro anos para apresentar um dos seus trabalhos mais interessantes dos últimos anos, como o prova a faixa título. Não se compara com os trabalhos do início da carreira, mas mostra que a banda ainda possui a competência de compor álbuns muito interessantes.





39. Yo La Tengo - Fade




Yo La Tengo dá continuidade à sua carreira de ícone do alternativo com Fade, um álbum digno do tamanho e qualidade da banda, como o prova algumas das faixas principais, como “Is That Enough” e “Ohm”









Comedown Machine, apesar dos altos e alguns baixos, pode ser sim denominado como um trabalho bem sucedido, afinal, atinge o objetivo da banda de renovar seu som e ela o faz de maneira equilibrada, sem comprometer a qualidade do resultado final, até porque mesmo nos momentos mais críticos, ainda restam momentos interessantes. The Strokes veio para mostrar se ainda eram relevantes. E a resposta é sim.






Melhores Álbuns de 2013 - Menções Honrosas

terça-feira, 30 de abril de 2013

Christopher Owens - Lysandre Acoustic Album


Christopher Owens não demorou muito tempo para curar a ressaca do fim da banda Girls, no auge do sucesso, e lançou seu primeiro disco solo, Lysandre, que apresentou mudanças consideráveis em relação ao som da antiga banda, com a adição de novos arranjos, principalmente com instrumentos de sopro. Em algumas faixas, esse acréscimo casou muito bom, mas em outras nem tanto. A fim de experimentar mais um pouco, Owens resolveu lançar um EP com as músicas de Lysandre nuas de todo e qualquer arranjo senão o próprio Owens e seu violão, totalmente acústico. E o resultado é maravilhoso, arrisco até a dizer que em alguns momentos as músicas soam melhores do que no disco original.



No entanto, ocorre o mesmo “problema” de antes, sendo que o inverso. As músicas que funcionaram muito bem antes, como “Here We Go” e “A Broken Heart” – apesar desta última ser perfeita de qualquer maneira – passa a sensação de faltar algo nessa nudez acústica. A metade final do álbum, por sua vez, soa muito melhor da forma solitária de Owens cantando, até pelo momento crucial do romance da história, com destaque especial para “Lysandre” e “Everywhere You Knew”.




quarta-feira, 13 de março de 2013

Confira o Clip de "Here We Go Again", de Christopher Owens



Chrispopher Owens, da ex-banda Girls, estreou sua carreira solo com o bom álbum Lysandre, lançado no início deste ano. Hoje ele divulgou um vídeo clipe oficial para sua música “Here We Go Again”, dirigido por Ryan Owen Eddleston e mostra uma série de filmagens de uma banda na estrada, em turnê, como sugere toda a história por trás de Lysandre, e apresentações de Owens com sua nova banda. Confira:


sábado, 19 de janeiro de 2013

Christopher Owens - Lysandre


No final de 2011, Girls era uma das bandas mais interessantes da cena indie americana, com o lançamento do maravilhoso Father, Son, Holy Ghost. Com uma carreira ascendente, todos os olhos estavam voltados para a dupla Christopher Owens e JR White. Então imagine a surpresa geral quando Christopher Owens anunciou em meados de 2012 que Girls estava acabada, em pleno auge. JR White dedicou-se então à produção e, poucos meses depois, Owens anunciou que lançaria no início de 2013 o seu primeiro trabalho solo, Lysandre. Antes de falar do álbum em si, vale a pena abrir um espaço para descrever Owens como compositor e mesmo como pessoa. Tanto em Girls quanto em entrevistas, Owens não vê problema em se abrir e falar de tudo de forma muito honesta, sincera e emocional. Não tem como ele não se por completamente nas suas composições, então tudo acaba sendo muito autobiográfico. Eis que chegamos a Lysandre. O álbum inteiro, praticamente conceitual, trata da primeira turnê com Girls e se apaixona por uma garota chamada Lysandre. O disco conta a história do romance deles. Musicalmente o disco parece uma peça única, com praticamente todas as faixas sendo ligadas uma à outra através de um tema, chamada de “Lysandre Theme”, que aparece na maioria das músicas às vezes usando um instrumento ou outro. É exatamente na instrumentalização que Owens escolhe a forma para se distanciar mais do seu trabalho com Girls. Em Lysandre, Owens experimenta diversas vezes com instrumentos de sopros, tais como sax, flautas e gaita como em “New York City”, “Riviera Rock”, “Lysandre” e “Here We Go Again”, tendo seus momentos divertidos e chegando a ser dançante.


Mas são nos momentos em que Owens se reconecta consigo mesmo e nos entrega aquelas composições maravilhosas que estamos acostumados pelos seus trabalhos anteriores. A maior prova disso é “A Broken Heart”, sem dúvida, o ponto máximo do disco. A música é simplesmente linda e delicada, com a voz de Owens quase sangrando. A letra também é linda, poderia muito bem encaixar-se em Father, Son, Holy Ghost, por exemplo, daí dá pra perceber o quanto ela é boa. Outros destaques são “Here We Go”, música que começa a narrar a jornada romântica, com um belo solo de guitarra e “Everywhere You Knew”, igualmente bela.

Lysandre acaba por ser um registro interessante de Christopher Owens, eclético e cheio de músicas boas, mas com poucas ótimas, o que era sua especialidade. Podemos tirar pelo seu trabalho anterior com Girls que ele pode fazer muito mais, no entanto, ainda assim, é apenas a porta inicial para uma carreira solo de um grande compositor.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Stream de Lysandre, estreia solo de Christopher Owens, ex-Girls


Chegou a hora de conhecer na íntegra o primeiro trabalho solo de Christopher Owens, da extinta banda Girls, um dos grandes destaques da cena indie dos últimos anos, sobretudo em 2011, com o maravilhoso Father, Son, Holy Ghost. Mas todo esse sucesso alcançado pela dupla não foi o suficiente para mantê-los juntos. JR White foi focar suas atividades em produção e Christopher Owens deu o pontapé inicial para sua carreira solo, que tem tudo para ter o mesmo sucesso.

Enfim, o álbum Lysandre pode ser ouvido na íntegra neste link. Destaque especialmente para “A Broken Heart” e alguns arranjos com instrumentos de sopros bem interessantes, como em “New York City”. Confira.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Christopher Owens, Ex-Girls, anuncia estréia solo




Estamos às portas de novembro e, enquanto o ano vai chegando ao final, já começamos a pensar nos melhores álbuns de 2012, além de antecipar algum disco que será lançado em 2013. É o caso de Arcade Fire, no post anterior, e, dessa vez, Christopher Owens. Antigo vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Girls, que encantou a cena alternativa com o lançamento de um dos trabalhos mais belos de 2011, Father, Son, Holy Ghost, Owens entristeceu todos os amantes de boa música no dia 2 de julho quando anunciou que estava se separando de seu parceiro de longa data, o baixista e produtor JR White. Mas não tardou muito para Owens anunciar que iria começar carreira solo e já tem um disco todinho pronto, que inclusive já tem capa, tracklist e data de lançamento. Lysandre, o nome do novo álbum, será lançado no dia 14 de janeiro e conta a história de amor “na estrada”, seguindo Owens de São Francisco para Nova Iorque e ainda para a França, onde ele se apaixona por uma garota chamada Lysandre, que ele conheceu durante uma turnê enquanto ainda era de Girls. 

Christopher Owens também liberou uma música de Lysandre, ”Here We Go”, que segue o estilo mais intimista de Girls, acústica e cheia de variações instrumentais, incluindo a presença de flauta. Abaixo segue a tracklist de Lysandre: 

Lysandre: 
01 Lysandre's Theme
02 Here We Go 
03 New York City 
04 A Broken Heart 
05 Here We Go Again 
06 Riviera Rock 
07 Love Is in the Ear of the Listener 
08 Lysandre 
09 Everywhere You Knew
10 Closing Theme 
11 Part of Me (Lysandre's Epilogue)