domingo, 15 de abril de 2012

Paul McCartney - Live @ Itunes From Capitol Studios



Para começar a preparação do show de Paul McCartney no Recife, nos dias 21 e 22 de abril, o blog vai disponibilizar vários posts ao ex-beatle para esquentar o clima de espera. E para começar essa “semana especial”, nada melhor do que com o show que Paul fez no Itunes, ao vivo direto do lendário Capital Studios, no dia 9 de fevereiro. Na apresentação elegantíssima, Paul e sua turma, com direito a orquestra completa e a participação super especial de Diana Krall, tocam Kisses On The Bottom, seu último álbum, lançado no início do ano, a única diferença é que incluiu “My One and Only Love”, que fechou a apresentação, e não tocou as duas últimas de Kisses on The Bottom, “The Inch Worm” e “Only Our Hearts”. Tudo bem que no show ele deve tocar apenas “My Valentine”, mas hey, that’s Paul. Belíssimo trabalho. Confira:

sábado, 14 de abril de 2012

Mark Lanegan Live @ Canal Plus



Em homenagem ao show de Mark Lanegan em São Paulo, hoje, para o qual, infelizmente eu não irei. Para tentar controlar a minha vontade, vou ficar assistindo o show dele no Canal Plus, na televisão francesa, da turnê do Blues Funeral, lançado neste ano, a mesma que chega hoje a São Paulo. Conseqüentemente, das sete músicas, muitas novas, com destaque, claro, para “The Gravediggers Song”, “Riot In My House”, e, para minha surpresa, uma de Screaming Trees, “Crawlspace”, do derradeiro álbum deles, que foi lançado no ano passado, The Words The Final Recordings.


"Ode To Sad Disco"


"Sleep With Me"


"Riot In My House"


"Phantasmagoria Blues"


"Crawlspace"


"Harboview Hospital"


"The Gravedigger's Song"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Spiritualized - Sweet Heart Sweet Light



Depois de muita espera, finalmente saiu Sweet Heart Sweet Light, sétimo álbum da banda Spiritualized. E, acredite, o resultado é incrível. Mas, como diria nosso amigo Jack, vamos por parte. No catálogo, através de mais de vinte anos de banda, Spiritualized conta com dois clássicos que se poderia dizer que marcou uma década. Nos anos 90, mais precisamente em 1997, Spiritualized surpreendeu o mundo e até hoje surpreende (eis os clássicos) quem se depara com o disco Ladies And Gentleman We Are Floating In Space. O som espacial, experimental, psicodélico, barulhento e melódico que a banda criou nesse álbum, enfim, toda a atmosfera ainda faz deste disco o mais forte e marcante da carreira da banda (vide a faixa título e “Broken Heart”). Depois, já passado alguns, em 2001, foi a vez de Let it Come Down, acrescentar mais texturas e belíssimas faixas à bagagem, porém, num tom menos experimental. Eis que, na nova década, Spiritualized apresenta o álbum que daqui a alguns anos tem tudo para ser chamado de o clássico da banda na década.

É difícil separa a concepção de Sweet Heart Sweet Light do trabalha antecessor, o Songs In A&E. Para isso temos que abrir um longo parêntese sobre o drama de saúde vivido pelo seu líder Jason Pierce. Nos cinco anos que passaram entre Amazing Grace, de 2003, e Songs In A&E, Pierce foi diagnosticado com dupla pneumonia, chegou a ficar em coma e preso à máquinas para mantê-lo vivo (por isso o genial, emocionante e simples arranjo de um balão de ar na faixa “Death Take Your Fiddle”). Enfim, Jason Pierce acabou se recuperando e ele lançou lindo e emocionante Songs In A&E, apresentando um som que, aos parâmetros do Spiritualized, poderiam ser considerados simples e pop, mas igualmente belo. Mas quis o destino que logo antes de começar o próximo álbum, Pierce adoecesse novamente, desta vez no fígado. Ele acabou aceitando um tratamento experimental à base de novas drogas e praticamente todo Sweet Heart Sweet Light foi feito sob os efeitos dessas drogas.



Inclusive esse drama está traduzido, além dos contextos das faixas, na própria capa estranhíssima do disco, simplesmente escrito: Huh? Em uma entrevista à Pitchfork, Pierce contou sobre a escolha e ainda falou um pouco mais sobre gravar o álbum nessas condições. Ele começa dizendo que o próprio disco seria chamado Huh?, mas pensou melhor e não conseguiu imaginar as pessoas dizendo “você pegou o novo disco, Huh?” e a resposta “Huh?”. Então ele se inspirou no White Album, dos Beatles, onde tinha a capa toda branca e só o nome The Beatles, que acabou sendo o nome pelo qual os fãs se referiram a ele. Sobre o porque de chamá-lo de Huh?, Pierce diz que é porque na ocasião ele não sabia realmente o que estava fazendo, gravando um disco com todas aquelas drogas, pílulas e injeções. E é mais ou menos o que causou no cérebro dele: Huh?

Enfim, vamos ao que interessa. Abre logo com o single principal “Hey Jane”, uma odisséia incrível com quase nove minutos de duração, cheia de tensões, que vai aumentando a cada estrofe. No meio, depois de muito noise, tem uma parada estratégica, para depois voltar com tudo para o fim estelar. O vídeo é o grande exemplo disso, uma combinação perfeita entre música e ação. Quanto à letra, soa um Pierce novo e cheio de vontade, “show them what you can do”. Em alguns momentos as letras parecem simples e bestas, como “My mother said when she got so concerned / don’t play with fire and you’ll never get burned”, em “Too Late” ou "Jesus won't you be my radio", mas que funcionando em todo o contexto, é só fechar os olhos e viajar.



“Little Girl” é como se os pesadelos voltassem e começa já estraçalhando tudo o que tem por dentro “sometimes i wish i was dead, cause only a living can feel the pain “. Essa dualidade está presente em todo o álbum, em vários momentos brilhando um amor renovado à vida, e em outros a sombria presença da morte e da dor, a qualquer momento. Musicalmente, a estrutura é bem definida, refrão repetitivo e pop. Jason Pierce chegou a dizer que em Sweet Heart Sweet Light ele não estaria preocupado em fazer música experimental, ele somente juntou todas suas influências musicais em uma única coisa, e que seria provavelmente o mais pop trabalho de Spiritualized. Bem, apesar de ter algumas assim, das dez faixas, 5 ultrapassam os seis minutos em viagens épicas e quase sobrenaturais.

“Get What You Deserve” é uma experiência de sons, praticamente sem bateria, só com teclados, guitarras, instrumentos de sopros e violinos, tudo numa mistura só, que só Spiritualized pode condensar. “Too Late” é a balada, com um belo e melódico refrão. “Headin’ For The Top Now” é outro dos vários pontos altos do álbum, em mais uma viagem sonora de oito minutos, cheia de efeitos de guitarra ensurdecedores que quase encobrem a voz de Pierce. Por isso que a mixagem demorou tanto tempo. “I Am What I Wam” tem uma batida meio blues-gospel cheio de noise, especialmente pelo acompanhamento do backing vocal feminino. Mais um ponto alto, seguido por outro. “Mary” é belíssima, com a voz de Pierce soando doída, cansada e entregue.



As duas últimas faixas do álbum evocam várias vezes o nome de Jesus, em súplicas, orações e medos. Normal para quem esteve tão perto da morte. Especialmente a faixa final, “So Long You Pretty Things”, que começa com uma súplica “help me, Lord, help me, Jesus” enquanto tudo vai ficar grandioso e Pierce se despede: “so long you pretty things, God save your little souls”. Divino.

Pronto, parei. Sweet Heart Sweet Light é por fim um álbum que todo fã de Spiritualized esperava: grandioso, genial e equilibrado. Ainda bem que Pierce está finalmente curado e pronto para nos entregar essa pérola. Continue assim e que o próximo não demore tanto. Agora, licença, que eu vou escutá-lo de novo. Até mais.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Perfume Genius Live At WFUV Session



Mike Hadreas, a mente por trás do Perfume Genius, fez uma sessão ao vivo nos estúdios da estação de rádio WFUV, juntamente com uma entrevista. O set consta músicas do belíssimo Put Your Back N 2 It, último álbum da banda. As músicas foram “Hood”, “17”, “Take Me Home”, além de uma faixa não lançada “Katie”. Confira:

"Hood"


"Take Me Home"


"17"


"Katie"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Alabama Shakes - Boys & Girls



As coisas estão finalmente acontecendo para Brittany Howard e seus companheiros de banda, que formam a Alamaba Shakes. Desde o ensino médio, Howard quis ter uma banda. E foi aos poucos juntando um grupo de pessoas, que sonhavam em fazer parte da cena musical de Alabama, que, digamos, não é muito conhecida por ter uma cena musical forte assim. Mas enfim, essas eram as pretensões iniciais da banda que acabou por se tornar Alabama Shakes. No início, naquela fase de conhecimento mútuo entre os integrantes e afinidades, eles começaram a fazer pequenos shows de covers, tais como Led Zeppelin e AC/DC. No início de 2011, eles foram para o estúdio, de onde saiu as 11 faixas desse surpreendente álbum de estréia, Boys & Girls.

Com um som bastante enraizado no soul, southern rock e no blues, e graças às performances incríveis (vide youtube) da frontwoman Howard, Boys & Girls já era muito antecipado. Principalmente depois de quase todos os shows esgotados, mais de quarenta mil fãs no Facebook, diversos vídeos no youtube, participação em programas de TV e, agora, sendo a banda de suporte para a primeira turnê solo de ninguém menos que Jack White. É, Howard, as coisas estão dando certo, não é? E segundo a própria Howard, “quatro meses atrás eles não conseguiam nem arrumar um show na cidade natal”.



Pois não poderia ser de outra forma com um álbum de estréia tão forte e solido como Boys & Girls, mostrando uma banda já com personalidade, tocando com convicção e sentimento, emoções estas que triplicam quando somada à voz incrível de Brittany Howard, que nos faz recordar de Janis Joplin e em alguns momentos Amy Winehouse. E é difícil comparar a elas, mas Howard se impõe. A começar pela faixa de abertura e também primeiro single do trabalho “Hold On”, que começa lentinha, mas que aos poucos, com a junção da guitarra com a voz ficando cada vez mais potente, explode num refrão incrível. De acordo com a passagem das músicas, vamos vendo que não há apenas uma ou duas músicas de destaque. Cada faixa tem sua qualidade acima da média e brilha por si só, como é o caso de “I Found You”, “Hang Loose”, com um pianinho muito bom, ou “Rise to The Sun”.



Mas é realmente com “You Ain’t Alone” que a coisa fica completamente espetacular. Ela tem é puxada com aquele blues que vai quase se arrastando, e a voz de Howard é um show à parte. Cada momento ela leva sua voz mais longe ainda. Não foi à toa que “You Ain’t Alone” foi a faixa que praticamente tirou Alabama Shakes do anonimato, atraindo a atenção de empresários. É uma das faixas que podia rolar por mais de sete minutos, entrecortados por solos de teclado e guitarra, recheando ainda mais o poder vocal de Howard. Os quase cinco minutos de música parecem poucos.



“Goin’ to the Party”, por sua vez, tem um clima rural country, que enriquece ainda mais o álbum. “Heartbreaker” faz jus ao título e é simplesmente de partir o coração, linda e ainda se encaixa perfeitamente com a faixa título do disco, “Boys & Girls”, uma parece ser a sequência lógica da outra. O álbum ainda tem grandes momentos com as faixas “Be Mine”, principalmente com seu final explosivo, e “I Ain’t The Same”, ambas mostrando os momentos mais rock da banda.

O ponto fraco fica pela produção, que poderia ser um pouco melhor, mas como álbum de estréia já está muito bom. Outra coisa também é que parece que a banda está descobrindo caminhos juntos, em algumas faixas eles poderiam esticar mais, o disco, que tem trinta e oito minutos, poderia pular para em torno de cinqüenta com prazer.

Mas enfim, Alabama Shakes é uma estréia empolgante de uma banda que ainda tem tudo para crescer e explodir, combinação perfeita do passado e do futuro, blues e rock. Vamos torcer para que sigam no caminho certo. E mais: queria muito ver uma reunião de Jack White com eles na turnê que se aproxima. Vamos esperar por algo no youtube.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Novo clipe de Jack White, "Sixteen Saltlines"



Começou o mês de abril e enquanto ele vai tomando seu curso, vai se aproximando os lançamentos mais aguardados do ano. Spiritualized, com seu novo álbum Sweet Heart Sweet Light e a tão esperada estréia em carreira solo de um dos melhores compositores das últimas décadas, Jack White, com Blunderbuss. Já fiz um post sobre o incrível e impactante clipe de "Hey Jane", do Spiritualized.

E agora, pra apimentar mais a espera, Jack lançou um clipe para a faixa “Sixteen Saltlines”, que ele já havia tocado no programa Saturday Night Live. O clipe, dirigido por AG Rojas, é muito estranho, cheio de crianças e adolescentes em diversos momentos sem noção. Jack White aparece algumas vezes durante o clipe, principalmente no final apoteótico. Confira:

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cloud Nothings Pitchfork Weekly



Cloud Nothings é a banda que figura no Pitchfork Weekly. Eles tocaram, numa sala abandonada, “No Sentiment”, uma das melhores faixas do seu novo e muito bem recebido álbum Attack on Memory. Muito bom. Performance cheia de vigor, confira: