Nos
últimos anos, o mês de janeiro tem nos reservado momentos mágicos, fazendo jus
ao seu significado de abertura do devir. Mas essa não é a única razão. Dia 8 de
janeiro marca o nascimento de David Bowie e ultimamente isso tem sido prenúncio
de acontecimentos interessantes. Explico: em 2013, no dia do seu aniversário,
David Bowie surpreendeu o mundo ao lançar uma música nova do seu ainda inédito
novo álbum, que foi lançado um pouco depois, The Next Day. O álbum marcou o fim
do período sabático que Bowie se impôs desde 2004, sem lançar nada inédito e
sem realizar nenhum show ao vivo. Pois bem, acabou de ser confirmado que para
2016 o dia 8 de janeiro reserva para nós tão-somente o lançamento do novo
álbum do próprio David Bowie (o vigésimo quinto de sua carreira) , que terá o título de Blackstar. O primeiro single
está programado para ser lançado em 20 de novembro. A ansiedade já é imensa.
Informações
dizem que haverá uma nova transformação na sonoridade de Bowie. O jornal Times
of London descreve o álbum como um “longo álbum com improvisações de jazz
misturadas com o tipo de condução de batida pioneiro dos anos setenta das
bandas alemãs Can e Kraftwerk”. Parece que é a volta de um Bowie mais
experimentalista e eletrônicos. Ele já fez uma mistura de eletrônico e rock industrial na fase durante os anos noventa. Agora a ideia é incluir uma pitada de jazz. Um som aventuroso, sem dúvida, mas que Bowie já mostrou que
pode retirar o melhor dele. Outra descrição presente na notícia é que o álbum
contém “cantos gregorianos, uma seção de soul, várias batidas e bleeps
eletrônicos e os vocais distintos de Bowie”. Parece que o trecho da música tema divulgado da colaboração que David Bowie fez para a série The Last Panthers segue um pouco essa linha. A faixa recente "Sue (Or In A Season of Crime)" também pode ser um dica do que está por vir. Bem, vão ser longos meses de
espera. É como se um deus acabasse de marcar uma data para fazer uma pequena visita à Terra. Aguardemos, portanto. Enquanto isso, deixo vocês com uma música do último disco, The Next
Day, bem como algumas faixas interessantes da fase eletrônica de Bowie:
Como
era de se esperar, Adele voltou abalando. A espera e ansiedade pelo tão
aguardado sucessor de 21 já sugeria que quando esse evento viesse a acontecer mobilizaria
todo o mercado. Bastou alguns dias para acabar com os mistérios construídos ao
longo dos últimos anos. Com direito a uma carta aos fãs, Adele confirmou o novo
álbum (que inaugura uma nova fase de sua vida), chamado 25, para o dia 20 de
novembro, divulgou o tracklist do disco e hoje ela lançou o primeiro vídeo
clipe do trabalho para a música “Hello”, que está reverberando por todas as
esferas do mundo digital. Com uma produção cinematográfica, dirigido pelo cineasta
Xavier Dolan, o clipe vasculha lembranças, boas e ruins, de um antigo amor. A
música, apenas acompanhada pelo piano e uma orquestra de fundo e com um refrão
marcante, nos (re)lembra que Adele é ainda uma das vozes mais bonitas da
atualidade, além de uma ótima compositora de músicas pop. A questão é: iremos
reviver a “febre Adele”? A conferir. As primeiras impressões, no entanto, são
boas e indicam que sim, Adele, de fato, voltou. Confira o vídeo e o tracklist abaixo:
Alguns músicos cravam seus nomes
na história da música tanto pelo seu trabalho produzido quanto pelos serviços
prestados de preservação cultural. É o caso da tríade britânica que mudou os
rumos do blues na década de 60. John Mayall, Eric Clapton e Rolling Stones
(Mick Jagger e companhia) foram os principais responsáveis por (re)apresentar o
gênero do blues para o grande público branco dos Estados Unidos. Até então, o
blues era uma manifestação cultural da comunidade afro-americana altamente
centralizada nas áreas rurais do Sul dos Estados Unidos e nos bairros negros
dos grandes centros industriais do Norte. Após a invasão britânica, os brancos
passaram a consumir o blues tanto – ou mais – do que a própria população negra,
cujo interesse musical fragmentava-se diante dos gêneros derivados do blues e
jazz, como o soul e funk. Já tendo seus nomes marcados na história, Mayall,
Clapton e, em partes, os Stones, no entanto, permanecem ativos.
Tocando blues
há 70 anos – e profissionalmente há 50 -, John Mayall, o “Godfather of The
British Blues”, –, apenas um ano após o último álbum, A Special Life, mostra
que, aos 82 anos, ainda permanece com um fôlego interminável e lança seu mais
novo disco, chamado Find a Way To Care, no qual mostra uma habilidade
específica que não havia ainda sido muito explorada; com a ajuda da banda que o
acompanha há anos, com uma seção de metais sempre presente, John Mayall sente-se
confortável o suficiente para dedicar-se mais ao piano e ao teclado. Na verdade, o teclado e/ou piano são os
instrumentos de mais destaques de Find a Way To Care. De uma forma ou de outra,
dividindo o espaço seja com guitarras, gaita e metais, através de solos ou
apenas acompanhamentos tímidos, o teclado e piano estão sempre lá marcando presença.
É o caso de “The River’s Invitation”, na
qual seção de metais faz um belo trabalho, apoiando Mayall em seus vários solos
de teclado, que continuam em “Ain’t No Garantee”, com um ritmo mais para o
funk, puxado pelo baixo; em “I Feel So Bad”, clássico de Lighnin’ Hopkins, que
é totalmente repaginada por Mayall e tocada numa versão mais agitada e dançante,
com mais uma presença marcante dos metais e do teclado.
Mayall também
é conhecido por explorar nas composições próprias um pouco mais além o campo lírico do blues, indo além
de lugares-comuns do gênero. A faixa que dá título ao álbum, “Find a Way To
Care”, possui letras bem reflexivas, sobre mudanças sociais recentes e a
necessidade de continuarmos tentando: “times are changing now, we gotta do the
best we can”. Uma tentativa de colocar um pouco de otimismo nesse nosso mundo
desolado em que vivemos. Para um artista
de 80 anos, pode-se dizer que Mayall já viu mudar muita coisa. “Long Summer
Days” é nostálgica, com Mayall retomando suas memórias da infância na fazenda
na Inglaterra.
Os outros
destaques utilizam a fórmula mais tradicional do blues: gaita, piano, guitarra.
“Mother In Law Blues” inicia o álbum com extrema elegância e qualidade, com uma
letra clássica do blues sobre despedidas e abandonos, através de uma mecânica
bem interessante entre gaita, guitarra e piano. No meio de versos característicos do blues
(como “it was early in the morning” e “saw my baby walk away”), Mayall ainda
cria algumas imagens poéticas, como no trecho: “I know she heard me calling she
looked back and waved her hand / she said ‘I’m so sorry baby, you’re just
footprints in the sand’”. Em relação à voz, Mayall mostra que ainda consegue
cantar com vigor e intensidade. A versão para “Long Distance Call”, do lendário
Muddy Waters é outro exemplo: em grande parte mantendo-se fiel à original,
Mayall nos entrega uma versão honesta e impecavelmente executada, utilizando-se
dos solos para dar seu toque especial, dessa vez no piano. Na maliciosa “I Want All My Money Back” Mayall
se defende das aproveitadoras de plantão “you’re using me, i think you’re just
using me, if you don’t do something I like I want all my money back”. Outra
cover magnífica executada por Mayall e sua banda é “Drifting Blues”, também uma
das preferidas de seu amigo conterrâneo e guitarrista, Eric Clapton. John
Mayall finaliza de forma solitária, com a faixa “Crazy Lady”, só ele e o piano,
de acordo com a longa tradição de pianistas de New Orleans, como Professor
Longhair.
Tal qual Leo
“Bud” Welch, dois álbuns em dois anos para um músico com mais de 80 anos é algo
extraordinário. No caso de John Mayall é ainda mais surpreendente pelo fato do músico já estar há mais de 50 anos no ramo profissionalmente. Não é um álbum que se equipare aos clássicos da década de 60 e
70, tanto pela sua importância musical e histórica, mas para quem acompanha e é
fã da extensa carreira de John Mayall é com certeza uma ótima pedida.
Ainda
não tem data, mas em breve o mundo da indústria fonográfica irá sentir um
terremoto que irá mexer com as estruturas do mundo todo. Isso porque o último
fenômeno a surgir da música pop está prestes a dar mais um passo na sua
carreira. Em meios a rumores e relatos, Adele está para lançar o tão aguardado
sucessor do álbum 21, de 2011 e que vendeu milhões de cópias em plena era
digital. Em meio a segredos, aos poucos vem surgindo depoimentos de artistas
que foram convidados para gravar com a cantora, mas sem revelar informação sobre em que etapa o esperado novo álbum se encontra. Em uma jogada
inesperada, Adele divulgou hoje um teaser de apenas 20 segundos de uma suposta
nova música do álbum, que irá se chamar 25 (e segue o padrão de Adele em nomear
seus álbuns com a sua respectiva idade: 19, 21 e 25). Não há ainda nenhuma data
de lançamento (fontes dizem que seria no dia 20 de novembro deste ano), nem
tracklist do álbum que carrega a responsabilidade de ser a sequência de um
fenômeno mundial. Confira abaixo o Teaser de 25, contando com um trecho da
letra da música. Enquanto isso, deixo vocês com um dos inúmeros sucessos do
último trabalho da cantora. A responsabilidade é grande!
A
ascensão de uma jovem estrela para brilhar no mundo da música é difícil, dura e
cheia de batalhas travadas no anonimato do dia a dia. Dificilmente é algo que
acontece da noite para o dia. Para o artista comum que está batalhando, a
escada para o sucesso é feita de etapas. Ao menos esse deve ser o que anda
pensando o jovem guitarrista Castro Coleman, conhecido apenas como Mr. Sipp
(abreviação com referência ao rio Mississippi). Nos últimos três anos, Mr. Sipp
completou etapas fundamentais para alcançar o seu objetivo. Em 2013, foi o
finalista do IBC - International Blues Challenge, mas acabou perdendo. Ainda
assim, lançou, de maneira independente, seu primeiro disco, chamado
It’s My Guitar. Já cheio de moral, tentou novamente e foi mais uma vez finalista
do Desafio Internacional do Blues, do qual saiu finalmente como vencedor. Mais
ainda: ganhou o prêmio da Gibson como melhor guitarrista do ano. Para coroar as
conquistas- e provavelmente pensando alto -,
em 2015, Mr. Sipp lança seu segundo disco, chamado de The Mississippi
Blues Child.
O álbum
apresenta um Mr. Sipp bem mais versátil, talvez tentando tornar seu som mais
acessível ao grande público. O Mr. Sipp vencedor do IBC, ou seja, o seu lado do
blues mais vigoroso, com a guitarra gritando alto está travando uma luta
constante com o Mr. Sipp mais ambicioso e comercial. E é exatamente esse
caráter dúbio que faz com que The Mississippi Blues Child perca um pouco de
toda sua potencialidade. Afinal, essa batalha ele já ganhou ao se sagrar
vencedor do IBC com um blues poderoso, performático e enérgico.
Os
destaques do disco estão mesmo mais para o blues e concentram-se na primeira
metade do disco, embora o lado mais soul e pop de Mr. Sipp não seja totalmente
descartável. A faixa de
abertura, “Tmbc” é o acrônimo para The Mississippi Blues Child e conta de forma
autobiográfica sua relação pessoal com o blues, ouvindo comentários de
pastores, como: “They say Mr. Sipp you’re gonna burn in Hell for playing that
blues style / but instead I played all over the world and I’m known by the name
of The Mississippi Blues Child”.Já a faixa seguinte é uma das melhores
músicas do disco, “Jump The Broom”, com um riff de guitarra forte e solos
sensacionais de Mr. Sipp. A letra é bem interessante, dizendo para abraçar o
novo e se casar com ele. “In The Fire” mostra uma melodia bem desenhada e se
alterna em momentos mais intensos, com riffs e solos na guitarra e momentos
mais leves e melódicos. A mistura é um dos exemplos quando o equilíbrio
funciona muito bem.
“Say
The Word” é mais um dos destaques que mostram toda a potencialidade de Mr. Sipp.
Um blues lento e leve, cheio de solos que remetem ao o melhor estilo de B. B.
King e T-Bone Walker. Evidencia ainda outro elemento que até então havia ficado
nas sombras: Mr. Sipp mostra um amplo domínio sobre sua potente voz. “Slipp
Slide” é divertida e feita para dançar nos shows ao vivo. Mr. Sipp até faz brincadeiras
com o público, as palmas e as respostas do público dão a impressão da gravação
ser ao vivo.
No limbo estão
as canções que não são nem destaques, mas que também não se enquadram como
fracassos, como “Hole In My Heart”, “Nobody’s Bisness” e “What Is Love”. Mas há
aquelas que soam totalmente forçadas, exatamente para tentar dar uma
versatilidade sonora que, na verdade, não estava fazendo falta, como “Jackpot”,
“V.I.P”, “Tonight”.
The
Mississippi Blues Child aparece como uma balança na qual Mr. Sipp ainda não
está totalmente certo para qual lado pender e busca manter-se equilibrado entre
um e outro. É mais uma etapa que o jovem Mr. Sipp terá que ultrapassar. Mas a verdade é simples: o lado bluesman e guitar hero lhe cai bem
melhor. Mr. Sipp é um músico, jovem, cheio de energia e com sonhos de tornar-se
relevante.
Abaixo, segue o vídeo de sua apresentação de 2014 que saiu vencedora do International Blues Challenge:
Sem
dúvida, há os que nascem dotados de talentos musicais, seja na habilidade de
cantar, de tocar algum instrumento; outros, no entanto, não; dentre os que
nascem com tais competências, há aqueles que sabem tocar, de um jeito ou de
outro, vários instrumentos; outros preferem dedicar-se à sua especialidade; Gerry
Hundt, versátil músico do blues de Chicago é um exemplo dos primeiros; dentre esses multi-instrumentistas há aqueles que desenrolam tão bem que simplesmente chegam
a dispensar uma banda e pensam: “sabe de uma coisa, vou tocar é tudo”; e tem
mais ainda: dentre essas “bandas de um homem só” que, por qualquer motivo que
seja, acabam tocando e gravando todos os instrumentos do álbum, há aqueles que
fazem tudo isso de uma só vez, ou seja, ao vivo. Você provavelmente se pergunta
se há alguém que passe por tantos filtros? Sim, há. Esse alguém se chama Gerry
Hundt e esse feito está documentando no seu novo disco, com o título sugestivo
de Gerry Hundt’s Legendary One-Man-Band, álbum fruto de um trabalho de cinco
anos em que Hundt trabalhou com sua banda de um homem só. Hundt, que estreou em
2007, com o disco Since Way Back, já chamou atenção pela sua paixão tanto pelo
blues quanto pelo bandolim, um instrumento pouco relacionado à história do
gênero. Mas Gerry Hundt’s Legendary One-Man-Band vai além; o som apresentado
por Gerry Hundt varia entre especialmente o tradicional blues rural e acústico,
um pouco do Delta blues, outro tanto de blues elétrico urbano e vários números
instrumentais, representando uma grande variedade dentro do próprio blues. A
gravação é ao vivo, realizada entre fevereiro e março de 2015, rústica e sem recursos tecnológicos, prejudicando um pouco
a voz de Hundt, mas dando aquele ar antigo e original, o que sem dúvida é como
a cereja do bolo para os aficionados em blues. Com certeza, a pouca produção do
disco rema contra a maré da moderna indústria fonográfica, mas, na verdade,
pouco importa.
O disco, de 15 faixas, conta com mais da
metade de músicas originais somadas a clássicos do blues regravados pela
legendária banda de um homem só. As instrumentais, que são boa parte das
originais, apresentam uma variedade interessante, dentre as quais se destacam a
animada “Market Morning Reel”, a faixa que abre o disco, a doce, singela e
contemplativa “Sunset” e a dançante “Broadway Boogie”, com a gaita a bateria de
pé ditando o ritmo. A gaita, inclusive, é um dos instrumentos que mais se
destaca na música de Hundt, funcionando como uma peça centralizadora, e que se
encontra junto com o bandolim entre as suas paixões.
As demais faixas
originais, de autoria de Gerry Hundt, estão tão enraizadas na tradição que por
vezes é difícil diferenciá-las das que são covers. Em “County Line”, com um ritmo
irresistível que faz ser impossível impedir as pernas de ficarem balançando, Hundt
alterna em solos de gaita e dedilhados no seu violão. “Goin’ Away Baby” e “Broke
Down” fecham a conta dos destaques dentre as originais, com a primeira, a gaita
como carro chefe, sendo um blues puro e cru, e a segunda, uma das melhores,
remetendo um pouco aos moldes do Delta blues.
No grupo de
tradicionais do blues, destacam-se primeiramente “Stompin’ & Shoutin’”, uma
das poucas em que Hundt faz uso da guitarra elétrica, mas cujo papel é
secundário, dando espaço para o som da gaita perambular pela música. A voz
suja, rústica, que causa uma certa estranheza em um primeiro momento e pode
atrapalhar um pouco a compreensão da letra, sem dúvida é um recurso
interessante. Uma das melhores covers do disco é “Walkin’ Blues”, um dos
maiores clássicos da história do blues, cantada e tocada por Son House, Robert
Johnson e Muddy Waters, só para citar uns. Com “concorrentes” como esses, pode
ser meio arriscado colocá-la no repertório, mas Hundt, tocando a bateria com o
pé, ainda nos entrega ótimos slides no violão e faz um ótimo trabalho. “Salt Dog”, bem diferente e rápida, mostra
ainda um curioso instrumento que remete aos primórdios do blues, o kazoo. Na
faixa seguinte, em “Freight Train”, mantém-se aquele ritmo constante de um trem,
só mudou a intensidade: se antes era um pouco mais frenética e dançante, agora
é daquelas que a gente senta na janela e fica olhando o cenário e cantarolando.
Uma ótima música de viagem. “freight
train, freight train, oh running so fast”. Para finalizar o disco, Hundt faz um
medly instrumental de gospel, com “I Shall Not Be Moved / I’ll Fly Away”.
Gerry Hundt’s
Legendary One-Man Band é uma viagem pelo tanto pelo universo quanto pelas
habilidades musicais de Gerry Hundt, experimentando ao máximo para levar a si
mesmo até o limite. Apenas o fato de uma pessoa só gravar ao vivo um disco já é
surpreendente. No entanto, o que é incrível mesmo é que ele consiga fazê-lo tão
bom e divertido. Com certeza, Barney Stintson, da série norte-americana How I
Met Your Mother, soltaria seu jargão clássico: legen... wait fo it... dary!
Will Butler, um dos líderes da banda Arcade Fire, estreou
sua carreira solo no começo desse ano com o lançamento do interessante álbum
Policy. Dando continuidade à promoção do trabalho, Butler divulga hoje o clipe pomposo
de “Anna”, dirigido por Brantley Guitierrez, que ainda conta com uma estrela de
peso, a atriz Emma Stone. O vídeo parece uma peça de musical da Broadway, num
navio de cruzeiro, com divertidas danças sincronizadas. Confira: