quarta-feira, 25 de maio de 2016

Dinosaur Jr. anuncia novo disco e toca nova música "Tiny" no Jools Holland




O pequeno dinossauro do rock alternativo está de volta! Ontem, num vídeo apresentado por Henry Rollins, foi anunciado que a banda Dinosaur Jr. Irá lançar seu novo álbum, Give a Glimpse of What Yer Not, o primeiro da banda desde I Bet on Sky, de 2012, no dia 5 de agosto de 2016. No mesmo dia, Dinousaur Jr. foi uma das bandas convidadas do programa da BBC Later... With Jools Holland e tratou logo de tocar uma das novas músicas, “Tiny”, que tem tudo que uma boa música de Dinosaur Jr tem: guitarra, muito, muito alta e muito, muito distorcida, solo de guitarra estridente, a voz despretenciosa de J Mascis e muito, muito peso. Também foi divulgado a tracklist e a versão de estúdio de “Tiny” (disponível no Spotify). Confira:

Tracklist:

01 “Goin Down”
02 “Tiny”
03 “Be A Part”
04 “I Told Everyone”
05 “Love Is…”
06 “Good To Know”
07 “I Walk For Miles”
08 “Lost All Day”
09 “Knocked Around”
10 “Mirror”
11 “Left/Right”


terça-feira, 24 de maio de 2016

Joe Bonamassa divulga novo clipe, "This Train"



Joe Bonamassa divulgou no último domingo um novo clipe, da explosiva faixa de abertura, “This Train”, do seu ótimo novo disco, Blues of Desperation. Com imagens da banda em gravação no estúdio alternando-se com uma locomotiva viajando a todo vapor, Bonamassa e companhia reafirmam com todas as letras que esse trem do blues não para pra ninguém. 


terça-feira, 17 de maio de 2016

Confira o novo clipe de Eric Clapton, "Spiral"




Como retratar em retrospectiva décadas de carreira com uma boa trilha sonora? Eric Clapton faz isso muito bem no clipe da música “Spiral”, que está presente no novo álbum do guitarrista britânico, a ser lançado no próximo dia 20, chamado I Still Do. Com um clima nostálgico e uma estética psicodélica, o clipe guia uma viagem ao tempo; a tela inicial vai se fechando num quadro de Clapton na parede, até perder-se no relógio e iniciar de fato a viagem ao passado, alternando desenhos de diferentes fases da carreira de Clapton, com traços psicodélicos, até os primórdios. Confira o clipe abaixo:




domingo, 15 de maio de 2016

Confira "Take Me To The Alley", de Gregory Porter


Este na foto é Gregory Porter, uma das melhores novidades musicais a aparecer recentemente , que vem construindo uma empolgante carreira desde 2010, desde a estreia com o álbum Water, e que somente agora, em 2016, parece ter conquistado o grande público com seu novo álbum, Take Me To The Alley. Enquanto não sai a resenha do disco, fiquem com a faixa que dá título ao trabalho, ao vivo no Capitol Studios:


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os ganhadores do 37th Blues Music Awards




A premiação do Blues Music Awards de 2016 aconteceu no dia 5 de maio. Segue abaixo a lista dos ganhadores das vinte e quatro categorias premiadas. Os destaques são para Buddy Guy (que faturou o melhor álbum do ano); Mr Sipp levou o artista revelação; Shemekia Copeland recebeu o prêmio de melhor cantora; Walter Trout ganhou o prêmio de melhor álbum de blues-rock. Confira abaixo:


1. Acoustic Album: The Acoustic Blues & Roots of Duke Robillard – Duke Robillard
2. Acoustic Artist: Doug MacLeod
3. Album: Born to Play Guitar – Buddy Guy
4. B.B. King Entertainer: Victor Wainwright
5. Band: Victor Wainwright & the Wild Roots
6. Best New Artist Album: The Mississippi Blues Child – Mr. Sipp
7. Contemporary Blues Album: Born to Play Guitar – Buddy Guy
8. Contemporary Blues Female Artist: Shemekia Copeland
9. Contemporary Blues Male Artist: Joe Louis Walker
10. Historical: Soul & Swagger: Buzzin’ the Blues by Slim Harpo (Bear Family Records)
11. Instrumentalist-Bass              : Lisa Mann
12. Instrumentalist-Drums: Cedric Burnside
13. Instrumentalist-Guitar: Sonny Landreth
14. Instrumentalist-Harmonica: Kim Wilson
15. Instrumentalist-Horn: Terry Hanck
16. Koko Taylor Award: Ruthie Foster
17. Pinetop Perkins Piano Player: Allen Toussaint
18. Rock Blues Album: Battle Scars – Walter Trout
19. Song: “Gonna Live Again” written and performed by Walter Trout
20. Soul Blues Album: This Time for Real – Billy Price & Otis Clay
21. Soul Blues Female Artist: Bettye LaVette
22. Soul Blues Male Artist: Otis Clay
23. Traditional Blues Album: Descendants of Hill Country – Cedric Burnside Project
24. Traditional Blues Male Artist: John Primer


domingo, 1 de maio de 2016

Resenha: Joe Bonamassa - Blues of Desperation



                Joe Bonamassa nunca está parado. Com um ritmo frenético de lançamentos (às vezes dois por ano), nessas últimas semanas, Joe Bonamassa lançou mais um álbum, Blues of Desperation, altamente antecipado. E a antecipação provou-se completamente recompensada, porque Blues of Desperation é um dos melhores álbuns da carreira de Joe Bonamassa. Gravado em Nashville, com o produtor Kevin Shriley, em apenas cinco dias, Bonamassa apresenta onze faixas poderosíssimas, que transitam naturalmente entre o blues tradicional e o blues rock, agradando a ambos os gostos.

                “This Train” mostra que a locomotiva já está em plena velocidade, se inspirando na estrutura da letra da clássica música de mesmo título do gospel e do blues, eternizada amplamente por Sister Rosetta Tharpe e muitos outros. Apesar de diminuir a velocidade, em “Mountain Climbing” o clima continua intenso com um riff pesado e ritmo bem marcado. A letra também é bastante interessante, fazendo uso da metáfora da montanha com o de um trabalhador pobre trabalhando dia após dia para superar a montanha. Uma música para o Dia do Trabalhador. “Drive”, primeira música de trabalho do disco, é bem mais calma, como se para ser ouvida depois de um dia cansativo tentando escalar a montanha, como na faixa anterior. “Put on an old blues song / Let all our troubles be gone / And drive”.




                “No Good Place For The Lonely” é um blues mais lento, mas também tem seus momentos de explosão, inclusive com uma orquestra de cordas e um dos melhores solos de Bonamassa do álbum. A faixa que dá título ao álbum, que alterna momentos de guitarras pesadas e calmaria, tem na letra talvez seu ponto mais forte, mostrando o conflito para superar ou conviver com o desespero. “Smile at me, while I live in damnation / Trying to make sense of these blues of desperation”.

                “The Valley Runs Low”, contrasta com o restante do álbum, uma agradável balada no violão; correta e não muito mais do que isso. Muito diferente é a faixa seguinte, “You Left Me Nothing But The Bill And The Blues”, sem dúvida uma das melhores músicas de Blues of Desperation; possui uma fúria, uma indignação que é natural para alguém que é deixado somente com as contas e o blues, “broke and still paying the bills”. Joe Bonamassa é um grande criador de riffs, e “Distant Lonesome Train” é mais um desses casos, bem como a faixa seguinte, “How Deep The River Runs”, especialmente no refrão. O álbum caminho pro seu final com a diferente e bem recebida “Livin’ Easy”, no estilo de Chicago blues no piano. Como Bonamassa falou, vida fácil tá difícil. “Now livin’ easy's getting hard to do”. Uma mudança de ares que faz muito bem ao disco. Maravilha.  Por fim, “What I’ve Known For A Very Long Time” é um belo blues lento e cheio de metais.

                Blues Of Desperation atesta mais uma vez Joe Bonamassa como um dos nomes mais fortes no blues rock atualmente. 


terça-feira, 12 de abril de 2016

Manifesto Contra o Golpe




O Filho do Blues, em teoria, é apenas um blog de música; mas dissociar a música, especialmente músicas de resistências como o blues, o jazz e muito do rock (que são os gêneros mais comentados por aqui), do mundo da política, do ativismo político, é totalmente impossível para mim. No próximo domingo, dia 17 de abril, o Brasil estará passando por um momento histórico muito sério, que poderá ter consequências profundas no desenvolvimento e na qualidade da democracia brasileira. No domingo, dia 17, estará sendo votado na Câmara dos Deputados o processo de impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff. Diante disso, o Filho do Blues assume claramente a posição contrário ao impeachment, que ao meu ver é um Golpe de Estado, por não estar caracterizado nenhum crime de responsabilidade cometido diretamente pela pessoa da Presidente da República; vejo o processo com profunda preocupação para a estabilidade da democracia brasileira, pois um precedente como esse (um impeachment sem crime) é perigoso e não oferece a segurança institucional que a democracia precisa para florescer e melhorar; vejo, ainda, o processo como um movimento oportunista da oposição que não aceitou o resultado das urnas das eleições de 2014 e, aliado aos setores da mídia, passaram ao “tudo ou nada” para voltar ao poder sem ser pelas vias do sufrágio universal; vejo um movimento de golpistas, aproveitadores e corruptos que, organizados corporativamente, buscam salvar as próprias peles e impedir o combate à corrupção que tem acontecido no país nos últimos anos; vejo, por fim, esse movimento ilegítimo como uma ameaça aos direitos e conquistas sociais alcançados nos últimos 13 anos, pois representam a visão de mundo retrógrada, conservadora, mesquinha e cerceadora de direitos, bem como a concepção de Estado, que sempre buscou a liquidação do patrimônio nacional para interesses estrangeiros, que sempre buscou enxugar o Estado a um mínimo possível, deixando as pessoas menos favorecidas à sua própria sorte. Atesto minha posição nesse momento único da história brasileira como forma de dizer para o futuro que não me abstive, não fiquei em cima do muro, não fugi ao debate, não cedi aos discursos de ódio, bem como não me entreguei ao radicalismo burro de acusações infrutíferas para o lado contrário, considerando as pessoas que pensam diferente de mim como “inimigos” que devem ser eliminados. Dificilmente, independente do resultado da votação no próximo domingo, dia 17, o Brasil sairá desse processo sem profundas cicatrizes. E todos nós, sem exceção, somos os responsáveis pelo que vier.