quinta-feira, 30 de maio de 2013

Novo clipe de Suede, "Hit Me"


Suede ressurgiu das cinzas do Britpop com o bom disco Bloodsports. A banda divulgou hoje pelo canal do Pitchfork no youtube o novo clipe para uma faixa do novo álbum, “Hit Me”, que com certeza dará arrepios aos amantes das artes. Os dois personagens vândalos do vídeo estão em um museu e de repente começam a danificar as obras de arte, fazendo desenhos e riscando belas telas e quebrando clássicas estátuas da história da arte.

"Hit Me" é também o título do novo EP que a banda está lançando esta semana, com mais quatro músicas.

Confira e sofra:


segunda-feira, 27 de maio de 2013

David Bowie - Five Years: The Making of An Icon



2013 é sem dúvida o ano perfeito para os fãs de David Bowie. Enquanto estava-se comentando desesperadamente sobre o anúncio do novo álbum The Next Day, junto com o primeiro clipe, “Where Are We ?”, saiu também uma notícia que pode ter passado despercebido por muito, diante de tanta empolgação com as novas músicas. Foi previsto para maio o lançamento de um novo documentário sobre a vida e carreira de David Bowie, chamado Five Years: The Making of an icon, produzido pelo canal BBC e dirigido por Francis Whatley, que esteve trabalhando no filme por dez anos, quase o mesmo tempo que Bowie levou entre Reality e The Next Day. Então o filme estreou no sábado, dia 25 de maio, quando o canal BBC 2 transmitiu-o ao vivo pela primeira vez. O documentário explora, através de gravações de bastidores, depoimentos, de amigos, especialistas e colaboradores, além de entrevistas raras do próprio Bowie, os cinco anos essenciais da carreira de David Bowie, anos chamados anos-chave, respectivamente 1971, sobre o auge e a explosão de Ziggy Stardust , 1975 com a drástica mudança da Era Ziggy para um novo Bowie, diferente de tudo o que todos imaginavam, um Bowie-Soul, com Young Americans, junto com a aventura cinematográfica de The Man Who Fell To Earth e Station to Station, 1977 e a trilogia de Berlin, 1980, com Scary Monsters e 1983 com a nova mudança para o New Wave, sempre com depoimentos muito interessantes de pessoas que participaram de cada uma desses grandes eventos na carreira de Bowie. Ainda sobra tempo para devanear sobre o próximo passo de David Bowie em The Next Day. Ou seja, é um produto obrigatório para os fãs de David Bowie.



Ou seja, é um produto obrigatório para os fãs de David Bowie. Por enquanto, ainda não está disponível o filme-documentário com legendas em português, mas para quem entende um pouco de Inglês e consegue acompanhar, segue abaixo o vídeo do documentário completo. Se você não sabe Inglês, não se preocupe, o Filho Do Blues estará atento para postar assim que estiver disponível com legendas em português.

Se o vídeo sair do ar, você pode baixar pelo torrent nesse link


DAVID BOWIE Five Years (Documentary 2013) from Videodrome Discothèque on Vimeo.

sábado, 25 de maio de 2013

Queens of The Stone Age Live @ NPR Radio



O novo álbum de Queens of The Stone Age, Like Clockwork, que será lançado no dia 4 de junho, já está conquistando a crítica e os fãs. Para facilitar o processo, a banda fez um show no dia 23 de maio, para a rádio NPR, onde tocou o novo disco na íntegra (bem, quase, faltou apenas uma música), bem como alguns dos inúmeros hits. Diferentemente do que normalmente fazem as bandas que escolhem tocar um álbum completo ao vivo, onde segue rigorosamente a ordem do disco, QOTSA preferiu mesclá-las com as favoritas de todo mundo, o que dá ao show muito mais força e emoção. A falha fica na exclusão da incrível música de Like Clockwork, “Fairweather Friends”, uma das melhores, mas que ficou de fora desse show. De qualquer forma, o setlist e as novas faixas tocadas ao vivo ficaram maravilhosas. Sabe aquelas cervejas que sobraram depois da final da Liga dos Campeões hoje? Abra-as e assista agora mesmo! 

Setlist:

"Keep Your Eyes Peeled" 
"You Think I Ain't Worth a Dollar, But I Feel Like A Millionaire" 
"Sick, Sick, Sick" 
"First It Giveth" 
"No One Knows" 
"My God Is the Sun" 
"I Sat by the Ocean" 
"The Vampyre of Time and Memory" 
"I Never Came" 
 "Kalopsia" 
 "If I Had a Tail" 
 "Turnin' on the Screw" 
 "Burn the Witch" 
 "Make It Wit Chu" 
 "Smooth Sailing" 
 "Little Sister" 
 "I Think I Lost My Headache" 
 "Go With the Flow" 
 "I Appear Missing" 
 "...Like Clockwork" 
 "Feel Good Hit Of The Summer" 
 "A Song For The Dead"


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Resenha de The National - Trouble Will Find Me


The National chega para o lançamento do seu sexto disco, Trouble Will Find Me, com incertezas quanto ao futuro. O vocalista e líder da banda, Matt Berninger, afirmou em uma entrevista para o site The Grid que já passou por vários momentos de quase acabar, com problemas de relacionamento, frustração, ansiedade, exaustão e tudo mais. Ele disse ainda que não sabe quanto tempo estar em uma banda pode ser “saudável”, dizendo que já estavam juntos por quatorze anos e achava que outros cinco anos poderiam ser demais. Essa entrevista vem logo com o lançamento de Trouble Will Find Me, o que pode causar em uns frustração e em outros vontade de desfrutar o que eles tem a oferecer no momento. O fato é que, depois do último e mais bem sucedido trabalho do grupo, o ótimo High Violet, de 2010, finalmente surgiu empolgação e relevância da banda para o grande público. Até então, The National, através de alguns bons álbuns, como Boxer, de 2007, e Alligator, de 2005, conseguiu construir uma reputação respeitável na cena indie norte-americana, mas o grande salto qualitativo foi mesmo com High Violet, onde apresentou um som mais maduro e desenvolvido. Dessa forma, a grande dúvida em relação a Touble Will Find Me era se eles conseguiriam manter o nível alto e exigente atingido em High Violet. Bem, parcialmente.

Trouble Will Find Me passa por treze faixas nos seus cinquenta e cinco minutos e é sempre complicado fazer um trabalho extenso assim. É necessário um grande poder de inventividade para se manter atrativo por tanto tempo e até mais. A variação de si mesmo é uma ferramenta que pode colaborar nesses casos e é exatamente isso que em alguns momentos falta em Trouble Will Find Me. Pelo menos três ou quatro músicas são muito parecidas entre si, o que não tira totalmente a qualidade delas, mas que facilita o desvio de atenção. Isso não quer dizer que Trouble Will Find é um álbum fraco, de forma alguma, apenas é necessário observar que ele poderia ter sido mais conciso e focado.




Pois é verdade absoluta que no sexto álbum, The National nos brinda com ótimas canções, a começar pela faixa de abertura, uma das melhores do disco, a ótima “I Should Live In Salt”, uma das primeiras a surgir das sessões de Trouble Will Find Me, com percurso bem interessante, bem como a letra, cheia de belas metáforas ("i should live in salt for leaving you behind"), entrecortados sempre por “you should know me better than that”. Enquanto The National trilha o caminho mais para o pop, ele também mergulha ainda mais nos seus sentimentos pessoais, como o prova o primeiro single e a elegante “Demons”, um confronto recluso consigo mesmo “and i stay down, with my demons”. “Don’t Swallow The Cap” é a primeira que a bateria toma conta, com um clima bem anos 80. O refrão tem umas linhas bem curiosas “if you want to see me cry, play ‘let it be’ or ‘nevermind’”, em referência, claro, a Beatles e Nirvana, respectivamente. 

Várias faixas em Trouble Will Find Me remetem a personagens, normalmente nomes de mulheres. Na bela e tranquila “Fireproof”, somos apresentados à durona Jennifer, a qual é à prova de balas, já que nada quebra seu coração. Também tem bonitos arranjos de violinos pela música. “Sea of Love” é feita diretamente para se tornar hit. Animada, mas com o vocal sombrio e melancólico de Berninger, tem tudo para ser ótima ao vivo também. “Heavenfaced” é uma das que não chega a empolgar. O que salva ela é um verso: “can’t face heaven all heavenfaced”, perfeito. Pena que não está vestida numa roupagem melhor. Após um pequeno e quase deslize, Jenny (mais uma personagem feminina), nos lança agora para mais uma ótima música “This is The Last Time”, que vai crescendo e transformando-se em um ritmo cativante que nos faz acompanhar atentos todas as direções da música e ainda com direito ao bônus de outro verso magnífico “your love is such a swamp, you don’t think before you jump”.




Em “Graceless” há uma dualidade bem definida. No começo, incomoda um pouco a quantidade de rimas de this e less a cada verso, mas a música toma outro rumo da metade para o final, cuja intensidade acaba sobrepujando a impressão inicial. As duas (“Slipped” e “I Need My Girl”) seguintes se encaixam no exemplo de que se não tivessem feito parte da tracklist final, daria a Trouble Will Find Me mais consistência e qualidade. Não acrescenta muito ao que já foi apresentado até o momento, apesar de bonitas melodias, sobretudo “I Need My Girl”, com participação de Justin Vernon, Bon Iver.

Já as três últimas músicas fecham o disco com estilo, a começar com “Humiliation”, carregando toda tensão de uma tradicional faixa de The National, mas o destaque dessa parte final é mesmo “Pink Rabbits”, que se encaixaria perfeitamente em High Violet, com o curioso refrão “am i the one you think about when you’re sitting in your faintin’ chair drinking pink rabbits”. “Hard to Find” finaliza o álbum de maneira reflexiva, com Berninger cantando quase que para si mesmo.

Trouble Will Find Me é um grande álbum, mas com um potencial de poder ter sido bem melhor. Mesmo assim, em várias músicas eles se apresentam em grande nível, tornando-se, se não um clássico álbum na carreira de The National, pelo menos mais um bom e interessante trabalho da banda.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Novo clipe de She & Him, "I Could've Been Your Girl"


She & Him acabou de lançar o terceiro volume de músicas, chamado simplesmente de Volume 3, e como é Ela, no caso, Deschanel, quem comanda tudo, a dupla divulgou, através de seu website, Hello Giggles, o vídeo clipe de “I Could’ve Been Your Girl”, dirigido pela própria Deschanel, que também atua no mesmo (bem como M. Ward). A música e o vídeo não poderiam se casar de forma melhor, com todo o charme do pop dos anos sessenta, juntamente com as dancinhas de Deschanel, inspiradas no seu musical favorito. Confira:


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Confira curta metragem de ...Like Clockwork, de Queens of The Stone Age



Com certeza deu para notar que os vídeos de animação que Queens of The Stone Age esteve divulgando por essas semanas que antecedem o lançamento de ...Like Clockwork são partes de uma única história ou, pelo menos, se passam no mesmo ambiente. Foram cinco clipes animados feitos por desenhos do artista Boneface, que também fez a capa do disco, e animação de Liam Brazier, que contam as histórias bizarras e sanguinolentas de cinco personagens que se interagem coincidentemente. Agora, depois de ter lançado individualmente cada um, a banda faz uma compilação de todos em uma única animação de 15 minutos. A saga começa com “I Appear Missing”, dá uma pincelada em “Kalopsia”, cujo personagem se confronta com o outro em “Keep Your Eyes Peeled” e depois da caótica “If I Had A Tail”, o mundo encontra o apocalipse  zumbi do deus-solar, soltando fogo de cima, em “My God Is The Sun”.

Confira:


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Resenha Queens of The Stone Age - ...Like Clockwork


A média de vazamento de um álbum é em torno de uma semana antes do lançamento e eles já estão na rede mundial de computadores. A ansiedade em relação ao retorno de Queens of The Stone Age, depois de seis anos, foi tão grande que essa semana, três semanas antes da devida data de lançamento, que é 4 de junho, o álbum ...Like Clockwork finalmente está disponível. O último trabalho de QOTSA havia sido Era Vulgaris, de 2007, que, apesar de ter algumas canções muito boas, é certamente o álbum mais fraco da ótima carreira da banda, que praticamente criou e definiu um novo estilo, o vigoroso stoner rock, com seu som intenso, cheio de riffs de heavy metal inspirados em Black Sabbath unidos em uma construção mais melódica do alternativo dos anos 90. Apesar do longo período sem material novo sugerir inicialmente uma inatividade criativa, esses seis anos foram bem intensos para Josh Homme e, inclusive, importantes, para consolidar a moral do seu grupo, além de sua qualidade como parceiro e compositor. Nesse período, são vários os trabalhos que Homme esteve envolvido com seu toque de Midas e que, consequentemente, influenciaram ao resultado sonoro final que vemos em Like Clockwork, pois, de certa forma, tudo está interligado. Nesse período, Josh Homme deu o pontapé inicial no projeto do bem sucedido super grupo Them Crooked Vultures, em 2009, ano em que participou como produtor do álbum de Arctic Monkeys, Humbug, além de ser uma participação especial no disco Blues Funeral, de 2012, do colaborador de longa data Mark Lanegan, além de alguns outros projetos menores.



Então, esse intensivo de projetos paralelos de Josh Homme acaba por definir Like Clockwork bem antes de sua concepção, afinal, em trabalhos assim, acaba-se sempre cedendo algo, bem como absorvendo novos componentes e estilos, além de ampliar sua rede social de conexão e influência, o que foi de fundamental importância para Homme fechar a equipe principal desse novo trabalho. A lista de convidados especiais é extensa, alguns já cartas marcadas, como Mark Lanegan, outros que já trabalharam com ele antes, mas que causa euforia pelo seu retorno, como é o caso de Nick Olivieri, o baixista louco que ficou peladão no Rock In Rio de 2001 e foi expulso da banda depois de ser processado por agressão domiciliar em 2003, e Dave Ghrol, baterista daquele que é o álbum máximo da carreira de Queens Of The Stone Age. Também tem aqueles que nunca trabalharam, mas que é totalmente natural que apareçam, como Alex Turner, do Artic Monkeys, aqueles que causam surpresa, como Trent Reznor, ex-Nine Inch Nails e aquele que com certeza absoluta você nunca imaginaria que estaria tocando junto com uma banda como QOTSA. Elton John e seu piano aparecem em Like Clockwork. Isso mesmo, a rainha que faltava na idade da pedra.





Não é qualquer um que consegue construir uma equipe dessas. O resultado é um dos álbuns mais ecléticos e diferenciados da carreira de Queens of The Stone Age. São dez músicas que viajam de forma grandiosa por lugares muito bem conhecidos pelos fãs da banda, bem como por paradas inesperadas e cantos inexplorados, o que nem sempre gera boas reações, sobretudo a esquisita “Smooth Sailing”, que completamente destoa do restante do álbum, quase como um Dance que Muse resolveu aderir no último disco, mas que com guitarras bem mais pesadas. De resto, Like Clockwork é somente pontos altos. Vamos explorá-los.

A faixa de abertura “Keep Your Eyes Peeled” já nos (rea)presenta os riff marcados que havíamos sentido tanta falta. A produção de todas as faixas são incríveis, com o som da guitarra estourando e a bateria forte e marcante. A faixa seguinte “I Sat By The Ocean” é, desde a primeira audição, uma das melhores, com tudo o que gostamos do Queens Of The Stone Age clássico, com um riff segurando a música e uns solos de guitarra e um refrão cativante. Lembra sem esforço os melhores momentos de Rated R. 




Enquanto "I Sat By The Ocean" é uma típica música de QOTSA, a próxima, “The Vampyre of Time and Memory”, é totalmente uma nova faceta da banda. Impossível não inferir que não teve a influencia de Elton John nessa tocante balada ao piano. A letra é também uma das mais sensíveis e pessoais de toda a carreira, falando “i want to God to come and take me home, cause i’m all alone in this crowd...”. A música é linda, uma balada tranquila no piano e entrecortada por belos e rápidos solos de guitarra.





A sexy e luxuriosa “If I Had A Tail”, com todos os conselhos sexuais diabólicos e participação de Alex Turner, bem como o antigo baixista Nick Olivieri, tem a levada de uma música de Rolling Stones, bem diferente daquelas perfeitas e insanas gritarias dos primeiros álbuns. A intensa “My God Is The Sun”, primeiro single do álbum e tocada pela primeira vez no Lollapalooza Brasil 2013, é outra segura e confiável música de Queens Of The Stone Age, um hit seguro que tem o melhor da banda. “Kalopsia”, palavra que indica uma condição onde as coisas parecem ser mais bonitas do que elas são, é mais uma que dá para notar um comércio de influências, principalmente nas estrofes, que poderia ser uma música do álbum Blues Funeral, de Mark Lanegan, com uma leve marcação de sample, que é dominada totalmente pela guitarra no refrão.

Enquanto a influência de Lanegan é sentida em “Kalopsia”, é na faixa seguinte, a ótima “Fairweather Friends”, que sua presença é sentida, embora sua voz poderia ter ficado mais alta, bem como a de Trent Reznor e Elton John e seu piano.





O álbum caminha para o final com mais duas ótimas canções, “I Appear Missing”, a mais longa e imediatamente uma das melhores composições do álbum, com um clima bem sombrio, quase suicida, combinando perfeitamente com a animação. Esses vídeos de animação foram todos feitos pelo artista Boneface, que também desenhou a capa do disco. A faixa que dá título ao disco finaliza-o com mais uma balada no piano, com uma letra quase filosófica, sombria e bela.

É o melhor trabalho de Queens of The Stone Age? Não, mas também é muito difícil igualar o nível de álbuns como Songs for The Deaf e Rated R. No entanto, em Like Clockworks mostra exatamente o quão grande e competente a banda é, mesclando momentos de sucesso certo, para ampliar o status de banda de festival, e outros nos quais arrisca novos sons e estilos sem se sentir ameaçada.