segunda-feira, 28 de abril de 2014

Gruff Rhys, do Super Furry Animals, anuncia American Interior álbum sobre John Evans, explorador do século XVIII



O que acontece quando um relato histórico de viagens de exploração de território se une a um universo de sons psicodélicos? É isso que Gruff Rhys, do Super Furry Animals, pretende nos mostrar ao dedicar um álbum inteiro, chamado American Interior, que vai ser lançado no dia 5 de maio, a John Evans, um explorador do século XVIII, que viajou para a América em 1792 em uma missão de achar tribos nativas de língua galesa. Para completar essa figura, Rhys também vai lançar, em acompanhamento ao álbum, um documentário e um aplicativo para celular. A faixa título, “American Interior”, já tem um vídeo oficial, dirigido por Dylan Goch. Estava esperando algo novo do Super Furry Animals esse ano, mas parece que não. Tudo bem, não é a mesma coisa, mas Gruff Rhys com certeza dará conta do trabalho.



sábado, 12 de abril de 2014

Walter Trout anuncia novo álbum, The Blues Came Callin'


A agenda do blues para 2014 está ganhando contornos cada vez mais interessantes. Após o anúncio do retorno de John Mayall, o guitarrista de blues-rock Walter Trout, cria do próprio Mayall, resolveu que mesmo passando por um drama na sua vida pessoal, irá lançar um álbum novo para celebrar os 25 anos de sua carreira solo; The Blues Came Callin’, nome do novo trabalho, será lançando em 10 de junho e conta com doze faixas, celebrando a vida na luta contra a mortalidade, das quais dez são originais do próprio Trout, uma é cover de J.B. Lenoir e a outra é assinada pelo guitarrista britânico John Mayall, feita especialmente para o álbum.


Para Walter Trout, tudo agora parece ser uma luta contra o tempo, já que sofre de uma séria doença e precisa desesperadamente de um transplante de fígado, o que o fez perder bastante peso durante esse período. No vídeo divulgado sobre a gravação do disco, com depoimentos dos companheiros de banda e de John Mayall, dá para ver que Trout está bastante debilitado e abatido, mas não o suficiente para expulsar o blues de suas veias. Então, ele continua a sequência de álbuns lançados nos últimos anos, com os ótimos Blues For The Modern Daze, de 2012, e Luther’s Blues, de 2013. The Blues Came Callin’ foi gravado no decorrer de 2013 e promete ser um dos álbuns mais emocionantes do ano. A conferir. 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Jack White anuncia novo álbum, Lazaretto, e divulga nova faixa "High Ball Steeper"



Já estava em tempo. Jack White irá lançar um novo álbum solo em 9/10 de junho, chamado Lazaretto, pela sua própria gravadora, Third Man Records. Lazaretto dá sequência à carreira solo de Jack White, depois do sucesso da estreia em 2012 com Blunderbuss. O anúncio, feito pelo site oficial, veio junto, como um aperitivo, o vídeo da faixa instrumental – e sensacional – “High Ball Stepper”, reforçando a alcunha de “guitar hero” carregada por White desde os tempos de White Stripes.  O primeiro single de fato só será lançado no final do mês, e leva o mesmo nome do disco, “Lazaretto”. Também será lançada uma edição especial e limitada, contendo um livro de 40 páginas com as letras das músicas, arte, um pôster e um disco com duas versões demo de faixas do álbum, como “Alone In My Home” e "Entitlement”.


Pelo visto abril será embalado pelas guitarras de Jack White. E depois... só ele sabe. Confira o vídeo de “High Ball Stepper”: 


Aquecimento Lollapalooza 2014: Arcade Fire, "The Suburbs", no Lollapalooza Chile




Nenhuma banda chega a essa edição do Lollapalooza no Brasil tão falada e atraindo tanta atenção quanto Arcade Fire, que desde 2010, com o álbum vencedor de Grammy, The Suburbs, vem cada vez mais angariando novos públicos em torno do mainstream, mas em momento algum perdendo a qualidade. A grande prova foi Reflektor, lançado no ano passado, que levou a banda a outro patamar no cenário pop, inclusive inovando nas campanhas de lançamento, cheias de mistérios e surpresas. O álbum foi um sucesso de crítica e público. E é nesse momento que Arcade Fire, headline do festival, desembarca no Brasil pela segunda vez (fizeram três datas em 2005) preparados para dominar o público no domingo, dia 6 de abril. 

Enquanto isso assista a uma pitada do show na edição chilena do Lollapalooza, com a faixa “The Suburbs”:



segunda-feira, 31 de março de 2014

Resenha: Johnny Cash - Out Among The Stars



Johnny Cash é um mito. A essa altura do campeonato, o que quer que for se falar de Cash há de se levar em consideração isso: o cara é um mito. Inclusive, a áurea lendária dele parece receber contornos sobrenaturais, já que continuam surgindo discos inéditos do cantor mesmo mais de dez anos após a sua morte, em 12 de setembro de 2003. Nesse mês de março, Johnny Cash lança seu terceiro álbum póstumo de inéditas, chamado Out Among The Stars, resgatado pelo filho do cantor, John Carter Cash (que garantiu que ainda há mais discos inéditos a ser lançados futuramente), gravado originalmente no período entre 1981 e 1984 (enquanto lutava contra a dependência de drogas), na década em que, digamos, não foi exatamente a década de ouro para Cash. Out Among The Stars foi recusado pela gravadora, que o arquivou. Uma pena; porque o disco tem ótimas canções, entre alguns baixos momentos, os quais encaramos com certa condescendência. 





Começamos com a faixa de abertura homônima “Out Among The Stars”, com Cash sendo o Cash de sempre, com um belo e cativante refrão, entrecortada por momentos de conversação, mostrando uma preocupação social com desemprego e violência. “He can't find a job but Lord he's found a gun”. Em alguns trechos parece que Johnny Cash levantou-se do seu túmulo e veio falar sobre esse assunto tão atual, sobretudo na sociedade brasileira, onde a classe média com um ódio sedento dos “vagabundos de plantão”, em campanhas de violência gratuita. “He knows that when they're shooting at this loser They'll be aiming at the demons in their lives”.

“Baby Ride Easy”, um country bem veloz, é um dos dois duetos com a sua esposa June Carter (“Don’t You Think Our Time Will Come” é a outra). “She Used To Love Me a Lot”, de David Allen Coe, ganha nova vida aqui, coisa que o clipe representa muito bem através da síntese do sombrio e belo, a resistência nostálgica a deixar um amor ir embora, com a firmeza clássica do vocal de Cash, um dos pontos altos, sem dúvida. E a crueza da verdade: "Yes I'm in need of something But it's something you ain't got But I used to love you a lot”





“After All” é uma quieta balada, acompanhada no piano, com uma bonita melodia, mas não chega a ser marcante. “I’m Movin’ On” tem a participação de Waylon Jennings e parece ter sido gravada no estúdio ao vivo, entre conversas e risadas, dueto bem interessante e animado. “If I Told You Who It Was” leva um cômico Cash contando uma história para depois entrar num refrão bem rápido, uma mudança bem bolada e divertida, no melhor estilo contador de histórias, um encontro casual com alguma personalidade famosa. “Call Your Mother” é, por sua vez, uma tocante balada também com uma pontinha de humor, numa roupagem mais séria e trágica. “Gently break the news that you don't love me And give my best regards to your good old dad”

“I Drove Her Out Of My Mind” tem uma variação de ritmo bem interessante, aumentando e diminuindo a velocidade de acordo com a história narrada. A partir daí o disco vai perdendo força; “Tennessee” é suave e gostosa de se ouvir, mas passa longe de ser memorável, bem como “Rock And Roll Shoes”. “I Came To Believe”, apesar de muito boa, perde um pouco do ineditismo, já que saiu no álbum V: A Hundred Highways, de 2006.

Out Among The Stars é mais um álbum póstumo de Johnny Cash que nos ajuda a recolher os vestígios de sua arte pelo mundo. É um crime um disco como esse ter permanecido incógnito por tanto. Johnny Cash é um dos que merecem um registro completo de sua obra, entre erros e acertos. Out Among The Stars não chega a marcar a carreira dele, mas o seu valor histórico e artístico é inegável, tanto pelas músicas que aqui se encontram como pelo apelo por ser um álbum perdido de Johnny Cash. É muito mais um acerto do que um erro. Um erro – e este bem grave – foi terem-lhe engavetado.


Stream de Flaming Lips - Flaming Side of The Moon



Em 2009, The Flaming Lips lançou sua própria versão para o clássico The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd. Agora, em mais uma jogada surreal da banda, que desde então vem se distanciando cada vez mais do convencional – isso contando que eles eram convencionais, o que eles nunca foram – a banda resolve lançar um acompanhamento para o disco, chamado Flaming Side of The Moon, que está em stream. Ele foi projetado para ser ouvindo simultaneamente com o Dark Side original, do Floyd, e, de acordo com a nota oficial, ele foi cuidadosamente desenhado para sincronizar com o filme The Wizard of Oz, de 1939. Para quem tiver a coragem de embarcar nessa, segue o stream:




terça-feira, 25 de março de 2014

Aquecimento Lollapalooza 2014: Vampire Weekend toca "Unbelievers" no Tonight Show With Jimmy Fallon



Falta pouco mais de uma semana para mais uma edição do festival Lollapalooza no Brasil, que acontecerá nos dias 5 e 6 de abril e contará com a participação dos grandes nomes da música de 2013, tais como Arcade Fire, Vampire Weekend, Muse, Nação Zumbi,Nine Inch Nails, Pixies, Apanhador Só, dentre muitos outros. Então, tiraremos alguns dias para fazer um aquecimento para o Lollapalooza 2014.

Ainda recebendo os louros por Modern Vampires of The City, Vampire Weekend foi o convidado musical da noite no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, e tocou a música “Unbelievers”, com uma cortina atrás da banda projetando imagens.

Vampire Weekend está escalado para tocar no domingo, dia 6 de abril.





Vampire Weekend performs ~ Jimmy Fallon's... por HumanSlinky