Foram seis
longos anos de espera, mas finalmente está chegando a hora de conhecermos o
novo álbum de Spiritualized. O último álbum da banda foi Sweet Heart Sweet
Light – que ficou no topo da lista de melhores álbuns de 2012. Hoje, Jason
Pierce confirmou o novo disco do grupo, cujo titulo será And Nothing Hurt, para
lançar no dia 7 de setembro. Duas faixas foram divulgadas hoje. ‘A Perfect
Miracle` e ‘I`m Your Man`. A notícia triste é que possivelmente este será o
ultimo disco da banda, segundo Jason Pierce. Bem, vamos torcer que ele esteja
blefando.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Ouça duas faixas do novo disco de Buddy Guy, The Blues is Alive and Well
Conforme
vai se aproximando do dia 15 de junho – dia do lançamento do novo disco de
Buddy Guy, The Blues Is Alive and Well, vamos conhecendo mais um pouco do que
vai ser o álbum. Há alguns dias, a primeira amostra do novo trabalho de estúdio
da maior lenda viva do blues foi uma versão incrível de uma outra lenda, Sonny
Boy Williamson II, com a faixa “Nine Below Zero”, na qual se troca a gaita de
Sonny Boy pela incrível guitarra de Buddy Guy. Agora é a vez de conhecermos a
segunda faixa liberada do disco, “Blues No More”, um belo dueto com James Bay.
Confira as duas músicas abaixo:
domingo, 6 de maio de 2018
Resenha de Lurrie Bell & The Bell Dynasty - Tribute to Carey Bell
Muitas das do
blues tem um clã bastante numeroso. Porém, nem todos seguem o mesmo caminho do
pai de músico de blues. Algumas vezes, alguns carregam o nome do pai e se
destacam na cena, em especial os filhos de Muddy Waters, sem dúvida um dos
maiores nomes da história do blues. Big Bill Morganfield e Mud Morganfield já
estão há algum tempo na carreira de músicos profissionais e possuem alguns
discos bem interessantes e assim vão seguindo com a dinastia Morganfield. Mas
não é sobre a dinastia dos Morganfield de que esse post se trata, mas sim de
outro clã que está dando muito que falar. Carey Bell foi um dos maiores
gaitistas da história do blues e na sua carreira levou seus filhos para o palco
algumas vezes enquanto estavam crescendo. Alguns dos seus filhos seguiram seus
passos, em especial Lurrie Bell, que é um dos grandes nomes contemporâneos do
blues. Agora, além de Lurrie, Tyson, Steve e James Bell, formam a banda The
Bell Dynasty e se unem para gravar um disco em tributo ao pai, Tribute to Carey
Bell, que conta com participações especiais de outros gigantes da gaita, como
Billy Branch e Charlie Musselwhite (sempre ele!), e Eddie Taylor Jr.
Como era de se esperar, já que se trata de um tributo a um dos gigantes da gaita, o disco é todo recheado de grandes solos de gaita. Os destaques ficam com "Gone to Main Street", "Hard Hearted Woman", os quase nove minutos de "So Hard to Leave You Alone", com Billy Branch (que também participa de "Carey Bell Was a Friend of Mine", e "When I Get Drunk"), "What My Momma Told Me", dentre outras. Já Charlie Musselwhite fica com a clássica "I Got to Go". Sem dúvida, um dos favoritos para as listas de final de ano dos melhores discos.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Buddy Guy anuncia novo disco, The Blues is Alive and Well
Uma notícia de
hoje deixou o mundo do blues em polvorosa. Isso porque a maior lenda viva do
blues, Buddy Guy, anunciou o lançamento de um novo disco, The Blues is Alive
and Well, programado para sair em 15 de junho. O disco será o primeiro desde
Born to Play The Guitar, lançado em 2015 e que ficou no topo dos melhores
discos do ano do blog (além de ter ganho o Grammy de melhor disco de blues, em
2016). Três anos são muita coisa para quem já ultrapassa dos oitenta anos, mas
Guy não quer saber disso e reafirma que está com a corda toda. Principalmente
porque o disco novo também terá algumas participações para lá de especiais,
tais como Mick Jagger, em “You Did The Crime”, Keith Richards e Jeff Beck, em “Cognac”
e James Bay, em “Blues no More”. Confira a tracklist do disco abaixo:
Além disso, Buddy Guy é o convidado especial da série de David Letterman, na Netflix, chamada "My Next Guess Needs No Introduction", que vai ao ar no dia 4 de maio. No programa, Guy conversa com Letterman sobre a origem do blues no sul dos Estados Unidos. Tem tudo para ser incrível.
Além disso, Buddy Guy é o convidado especial da série de David Letterman, na Netflix, chamada "My Next Guess Needs No Introduction", que vai ao ar no dia 4 de maio. No programa, Guy conversa com Letterman sobre a origem do blues no sul dos Estados Unidos. Tem tudo para ser incrível.
1 “A Few Good Years”
2 “Guilty As Charged”
3 “Cognac” (featuring Jeff Beck & Keith
Richards)
4 “The Blues Is Alive And Well”
5 “Bad Day”
6 “Blue No More” (featuring James Bay)
7 “Whiskey For Sale
8 “You Did The Crime” (featuring Mick Jagger)
9 “Old Fashioned”
10 “When My Day Comes”
11 “Nine Below Zero”
12 “Ooh Daddy”
13 Somebody Up There
14 End Of The Line
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Resenha de The Reverend Shawn Amos Breaks It Down
The
Reverend Shawn Amos surgiu em 2014 com o promissor disco The Reverend Shawn
Amos Loves You, mostrando um som com muita identidade, com um pé no blues e o
outro dividido entre o rock e o gospel. Entre 2014 e 2018, além de ficar
fazendo shows, Shawn Amos se manteve presente através da recomendadíssima série
no youtube, Kitchen Table Blues, na qual todo domingo aparecia um vídeo novo
com uma releitura de algum clássico do blues ou mesmo uma canção própria. Pois bem, passados quatro anos, o mundo não é
mais o mesmo, seja na esfera internacional ou mesmo na nacional, que, apesar da
distância, não apresenta uma diferença muito grande em relação ao que
provavelmente Amos observa no mundo e no seu próprio país, os Estados Unidos.
No
Brasil, passamos por um processo de radicalização política tão extrema que
desencadeou um golpe de Estado, cujo resultado não foi apenas a destituição de
um Chefe de Estado democraticamente eleito do país, mas sim despertou a misoginia,
o ódio político, racial e social como bandeiras de segmentos sociais que vão
além da experiência de classe e torna-se cada vez mais numeroso. Por pior que
seja, esse processo de intolerância e combate à diferença não se viu resumido
ao Brasil. Nos Estados Unidos, Barack Obama deu lugar à figura caricata de Donald
Trump, que representa todo o conservadorismo estadunidense, congregando os
piores valores nacionais, como a supremacia branca do KKK, cujo aspecto mais
notável é o crescimento da violência policial contra a população negra, o
imperialismo das grandes multinacionais ou a xenofobia. Portanto, The Reverend
Shawn Amos Breaks It Down tem a função, inspirado pelos valores de Dr. Martin
Luther King e da luta pelos direitos civis, de condensar toda essa guinada ao
conservadorismo, à intolerância e funcionar como um disco-manifesto em direção
à liberdade, ao amor ao próximo e, sobretudo, à esperança.
Para
conseguir entregar seu disco-manifesto, Amos com certeza teve que pensar na
melhor forma. Musicalmente, The Reverend Shawn Amos Breaks It Down não é um álbum
apenas de blues, mas cobre na verdade uma ampla gama de estilos que tem o ponto
de partido no blues, mas que alcança o soul, gospel, R&B e muito rock. Essa
combinação quase universal combina com a mensagem do disco que, atualmente, é
quase universal. A faixa que dá início ao disco, “Moved”, é apenas Amos
cantando com um acompanhamento lento na guitarra com alternâncias ocasionais de
gaita. Apesar da calmaria, a letra conclama para o fim da apatia, o dilema
entre levantar-se e lutar pelo que acredita ou apenas desistir e aceitar o
peso. É o momento em que Shawn
Amos lança a pergunta dylaniana: “How long can a man hold it in before he’s moved?”.
Em seguida, Amos deixa gravado o marco do ano de 2017, destacando as
novas maneiras de se travar uma guerra no século XXI, sem tanques ou aviões,
apenas com a manipulação e controle de pensamento, trabalho feito muito bem
pelo conglomerado midiático. Nesse momento, as realidades brasileira e
estadunidense relatada por Amos quase se completam. Golpes de Estados dados sem
uso de tanques ou intervenção militar como no passado, mas apenas pela manipulação
midiática. No fim, ainda chama
atenção para a disseminação de ódio: “Hate and fear ain't no vaccine / We've
got to think about what our children's eyes have seen / In the year
20...20...17”.
Na
terceira faixa, Shawn Amos apela para a esperança de todos nós nos unirmos,
apertarmos nossas mãos, como irmãos e irmãs, e conduzir nossa vida com amor e
fé, que é mais fácil do que ódio e medo. Apesar de ser uma faixa que destoa,
tematicamente, do restante do álbum, fica totalmente perdoada, pois é “Jean
Genie”, a canção mais blues de David Bowie. Após o momento de descontração, o álbum
alcança seu ponto máximo na seção chamada “Freedom Suite”, com três músicas
emocionantes. Se no início do álbum, Amos destaca as mudanças na sociedade
nesse novo século, com o recrudescimento do ódio e da intolerância, em Freedom
Suite ele destaca o que, infelizmente, ainda permanece: a questão racial.
Na primeira
faixa da seção, “Does My Life Matter”, Amos toma a liberdade artística para
ampliar a letra de uma canção de Bukka White, acrescentando as novas tensões
raciais a partir dos constantes casos de violência policial contra os jovens
negros nos Estados Unidos, bem como a ascensão do movimento social “Black Lives
Matter”. Então, Shawn Amos lança a pergunta:
“Am I paying for the
sins
Of my color or my
crime
Will shooting down my
body
Really give you peace
of mind
Does my life matter
Or does it matter less
Does my life matter
Or does it matter less”
Ao
mesmo tempo em que lança duras críticas, Shawn Amos prefere ainda acreditar no ser
humano e a todo momento está chamando-nos a nos unirmos. É o que ele volta a
pedir em “(We’ve Got To) Come Together”.
Não importa a tribo que você milite, sua ideologia política, convicção
religiosa, sua opção sexual, pois, tal qual Dr. Martin Luther King, que se
agarrou ao amor, nós temos que nos unir como uma família. “Ain’t Gonna Name
Names” é outra faixa que serve para dar uma descontraída no ambiente. O disco chega
ao fim com a cover de Nick Lowe “(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love and
Understanding”, que não poderia ser um final melhor para um disco que a todo o
momento está apelando para esses três sentimentos tão em falta nesse momento:
paz, amor e entendimento.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Ben Harper e Charlie Musselwhite anunciam novo álbum, No Mercy In This Land
Em
2013, Ben Harper se uniu com Charlie Musselwhite para gravarem um álbum juntos,
o ótimo Get Up! (vencedor do Grammy para o Melhor Álbum de Blues, em 2013) A
mistura de estilo de ambos contribuiu bastante para a qualidade do disco. Com o
passar do tempo, o trabalho parecia ter sido uma benfazeja aventura musical na
discografia de Ben Harper e Charlie Musselwhite. No entanto, se tem dois
artistas que adoram trabalhos colaborativos são esses dois. A volta da parceria
era tão somente uma questão de tempo e eis que em 2018 acabou de ser anunciado
que Harper e Musselwhite estão lançando um novo disco juntos, chamado de No
Mercy In This Land, que será lançado em 30 de março. Junto ao anúncio, a dupla
divulgou a canção que dá título ao álbum.
O
disco, segundo comunicado oficial, no qual os artistas trocam elogios um ao
outro, inclui as “histórias pessoais tanto de Ben Harper quanto de Charlie
Musselwhite, além de acrescentar à sônica história da luta e sobrevivência dos
americanos”. Confira abaixo a tracklist do álbum e a música “No Mercy In This
Land”:
1.
"When I Go"
2.
"Bad Habits"
3.
"Love And Trust"
4.
"The Bottle Wins Again"
5.
"Found The One"
6.
"When Love Is Not Enough"
7.
"Trust You To Dig My Grave"
8.
"No Mercy In This Land"
9. "Movin' On"
10. "Nothing At All"sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Os indicados para o 39º Blues Music Awards
Foram
divulgados os indicados ao 39º Blues Music Awards, maior prêmio do blues,
organizado pela Blues Foundation e que representa uma coleção dos artistas que
mais se destacaram e representaram a diversidade e o espírito do blues. A cerimônia
do 39th Annual Blues Music Awards acontecerá em 10 de Maio de 2018. Grande
parte dos indicados consta também nas listas de melhores do ano do Filho do
Blues, mas senti falta de alguns, como Eric Bibb, Rev. Sekou, Van
Morrison, por exemplo. A novidade é a criação de mais dois prêmios: o artista
do ano do Blues Rock e os melhores vocalistas do ano. Segue abaixo a lista
completa:
39th Blues Music Award Nominees
Acoustic Album of the Year
Catfish
Keith – Mississippi River Blues
Doug
MacLeod – Break the Chain
Guy
Davis & Fabrizio Poggi – Sonny & Brownie’s Last Train
Harrison
Kennedy – Who U Tellin’?
Mitch
Woods – Friends Along The Way
Rory
Block – Keepin’ Outta Trouble
Acoustic Artist
Doug
McLeod
Guy
Davis
Harrison
Kennedy
Rory
Block
Taj
Mahal
Album of the Year
Don
Bryant – Don’t Give Up on Love
Monster
Mike Welch and Mike Ledbetter – Right Place, Right Time
Rick
Estrin & The Nightcats – Groovin’ In Greaseland
TajMo
– TajMo
Wee
Willie Walker & The Anthony Paule Soul Orchestra – After a While
Band of the Year
The
Cash Box Kings
Monster
Mike Welch and Mike Ledbetter
Nick
Moss Band
North
Mississippi Allstars
Rick
Estrin & the Nightcats
B.B. King Entertainer of the Year
Bobby
Rush
Michael
Ledbetter
Rick
Estrin
Sugaray
Rayford
Taj
Mahal
Best Emerging Artist Album
Altered
Five Blues Band – Charmed & Dangerous
Larkin
Poe – Peach
Miss
Freddye – Lady of the Blues
R.L.
Boyce – Roll and Tumble
Southern
Avenue – Southern Avenue
Tas
Cru – Simmered & Stewed
Contemporary Blues Album of the Year
Beth
Hart – Fire on the Floor
Corey
Dennison Band – Night After Night
Ronnie
Baker Brooks – Times Have Changed
Selwyn
Birchwood – Pick Your Poison
TajMo
– TajMo
Contemporary Blues Female Artist
Beth
Hart
Karen
Lovely
Samantha
Fish
Shemekia
Copeland
Vanessa
Collier
Contemporary Blues Male Artist
Keb’
Mo’
Michael
Ledbetter
Ronnie
Baker Brooks
Selwyn
Birchwood
Toronzo
Cannon
Historical Album of the Year
Jimmy
Reed, Mr. Luck: The Complete Vee-Jay Singles – Craft Recordings
John
Lee Hooker, King of the Boogie – Craft Recordings
Luther
Allison, A Legend Never Dies – Ruf Records
The
Paul deLay Band, Live at Notodden ’97 – Little Village Foundation
Various,
American Epic: The Collection – Sony Legacy
Instrumental-Bass
Benny
Turner
Bob
Stroger
Larry
Fulcher
Michael
“Mudcat” Ward
Patrick
Rynn
Instrumentalist-Drums
Jimi
Bott
June
Core
Kenny
Smith
Tom
Hambridge
Tony
Braunagel
Instrumentalist-Guitar
Anson
Funderburgh
Chris
Cain
Christoffer
“Kid” Andersen
Monster
Mike Welch
Ronnie
Earl
Instrumentalist-Harmonica
Billy
Branch
Dennis
Gruenling
Jason
Ricci
Kim
Wilson
Rick
Estrin
Instrumentalist-Horn
Al
Basile
Jimmy
Carpenter
Nancy
Wright
Trombone
Shorty
Vanessa
Collier
Instrumentalist- Pinetop Perkins Piano Player
Anthony
Geraci
Henry
Gray
Jim
Pugh
Mitch
Woods
Victor
Wainwright
Instrumentalist – Vocals
Beth
Hart
Don
Bryant
John
Németh
Michael
Ledbetter
Sugaray
Rayford
Wee
Willie Walker
Koko Taylor Award (Traditional Blues
Female)
Annika
Chambers
Diunna
Greenleaf
Janiva
Magness
Miss
Freddye
Ruthie
Foster
Rock Blues Album of the Year
Kenny
Wayne Shepherd Band – Lay It On Down
Mike
Zito – Make Blues Not War
North
Mississippi Allstars – Prayer for Peace
Savoy
Brown – Witchy Feelin’
Walter
Trout – We’re All In This Together
Rock Blues Artist
Eric
Gales
Jason
Ricci
Kenny
Wayne Shepherd
Mike
Zito
Walter
Trout
Song of the Year
“The
Blues Ain’t Going Nowhere” – written by Rick Estrin
“Don’t
Give Up On Love” – written by Scott Bomar and Don Bryant
“Don’t
Leave Me Here” – written by Kevin R. Moore, Taj Mahal, and Gary Nicholson
“Hate
Take a Holiday” – written by Willie Walker, Anthony Paule, and Ernie Williams
“Prayer
for Peace” – written by Luther Dickinson, Cody Dickinson, and Oteil Burbridge
Soul Blues Album of the Year
Don
Bryant – Don’t Give Up on Love
Johnny
Rawls – Waiting for the Train
Robert
Cray & Hi Rhythm – Robert Cray & Hi Rhythm
Sugaray
Rayford – The World That We Live In
Wee
Willie Walker & The Anthony Paule Soul Orchestra – After a While
Soul Blues Female Artist
Bettye
LaVette
Denise
LaSalle
Mavis
Staples
Trudy
Lynn
Vaneese
Thomas
Soul Blues Male Artist
Curtis
Salgado
Don
Bryant
Johnny
Rawls
Sugaray
Rayford
William
Bell
Wee
Willie Walker
Traditional Blues Album of the Year
The
Cash Box Kings – Royal Mint
Elvin
Bishop’s Big Fun Trio – Elvin Bishop’s Big Fun Trio
Kim
Wilson – Blues and Boogie Vol. 1
Monster
Mike Welch and Mike Ledbetter – Right Place, Right Time
Rick
Estrin & The Nightcats – Groovin’ In Greaseland
Various Artists – Howlin’ At Greaseland
Traditional Blues Female Artist
Annika
Chambers
Diunna
Greenleaf
Janiva
Magness
Miss
Freddye
Ruthie
Foster
Traditional Blues Male Artist
John
Primer
Kim
Wilson
Lurrie
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R.L. Boyce
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Taj Mahal,
The Cash Box Kings,
Walter Trout
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