sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Leonard Cohen anuncia novo álbum, You Want It Darker




                Mais uma lenda da música anuncia que tem material novo para lançar. Leonard Cohen, poeta e um dos melhores compositores da história da música, em seus plenos 82 anos, acabou de anunciar um novo álbum, You Want It Darker.  Apesar de ter perdido recentemente sua musa e amiga Marianne Ihlen, a inspiradora da clássica música “So Long, Marianne”, e tendo dito que logo a seguiria numa emocionante carta enviada para ela no leito de morte, Cohen dá sinais de que continua ativo e interessado por fazer música. O disco com título bastante sombrio é a sequência do ótimo Popular Problems, lançado em 2014. Um trecho da música título foi divulgado na série Peaky Blinders. Confira abaixo a tracklist de You Want it Darker, o trecho da faixa-título e, claro, a despedida para Marianne, com “So Long, Marianne”:


01 You Want It Darker
02 Treaty
03 On the Level
04 Leaving the Table
05 If I Didn’t Have Your Love
06 Traveling Light
07 It Seemed the Better Way
08 Steer Your Way
09 String Reprise/ Treaty





segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Confira o álbum póstumo de Michael Burks, I'm A Bluesman



No blues não tem muito isso de “maldição dos 27”, ou jovens talentos morrendo por causa de abuso de drogas ou coisas desse tipo. Nos primórdios do blues, as mortes prematuras eram normalmente decorrentes da violência, seja doméstica ou urbana. Robert Johnson, curiosamente talvez o criador da tal maldição, possivelmente morreu envenenado por um dono de bar enciumado por causa do flerte de Johnson com sua esposa, em 1938, aos 27 anos; ou como Sonny Boy Williamson I, que morreu decorrente de uma contusão na cabeça obtida em um assalto no South Side de Chicago, em 1948, aos 34 anos, no auge da sua carreira. A maioria ultrapassa a meia idade e continua no ramo até o fim, como B.B. King. É por isso que, no blues, a perda de um grande talento com certa idade avançada é, mesmo assim, uma morte prematura. É como aconteceu com o grande guitarrista Luther Allison, em 1997, aos 58 anos, vitima de um câncer de pulmão, e, mais recentemente, com outro grande guitarrista Michael Burks, que faleceu repentinamente em 2012, vitima de um ataque fulminante do coração, aos 55 anos, exatamente no momento ascendente de sua carreira. Para completar a lacuna de sua partida, a sua esposa Bobbie Burks, junto com alguns parceiros, resolveu lançar um álbum póstumo que estava enterrado nas prateleiras do produtor Wightman Harris. Após uma campanha de crowdfunding para conseguir o valor necessário para o lançamento, o projeto chega à luz do dia com o lançamento de I’m A Bluesman, que conta com gravações antigas de Burks e sua então banda, que também perdeu alguns de seus integrantes. O álbum mostra variações no repertório de Burks, com faixas em que utiliza o acompanhamento da seção de metais e outras em que o som é mais cru e cheio de solos de guitarra.

Michael Burks veio de uma família submersa no mundo do blues. Ele faz parte da terceira geração de sua família que se dedicou ao blues. Também chamado de “Iron Man”, Burks estava construindo uma carreira sólida no campo de blues-rock, lançando álbuns elogiadíssimos pela crítica, como Make It Rain, de 2001, e Show of Strenght, de 2012, ano de sua morte. Diante de tudo o que se deixou de se falar e se tocar, I’m A Bluesman é um grande registro para que a música de Michael Burks continue ressoando pelo mundo.