Mostrando postagens com marcador Lançamentos Futuros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lançamentos Futuros. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2020

O Blues aposta na união: lá vem aí John Primer, Bob Corritore, Dion e Joe Louis Walker


        No auge do isolamento social ao redor do mundo, que impede os familiares, amigos e trabalhadores de diversos setores, inclusive o artístico, de se reunirem e tocarem suas próprias vidas, o mundo do blues se preparou para tomar o mundo de inveja em meio à pandemia de coronavírus. Enquanto nós só podemos fazer lives solo, por coincidência ou não, nos próximos meses vem uma sequência de lançamentos de artistas que usaram e abusaram da reunião de amigos fazendo e compartilhando aquilo que amam: o blues.

        O primeiro desses projetos é encabeçado por uma dupla já bastante conhecida no cenário do blues: o guitarrista John Primer e o incansável gaitista Bob Corritore. Dois grandes nomes contemporâneos do Chicago Blues, eles lançam no início de maio mais um álbum juntos (o terceiro), com o título de The Gypse Woman Told Me, claramente inspirada pela música de Muddy Waters. Outros nomes que integram a banda colaborativa são Billy Flynn, Kid Andersen, Bob Welsh, Jimi “Primetime” Smith, dentre outros. Eles liberaram a faixa título como um aperitivo do que vem pela frente.





        Outro lançamento que promete é o novo trabalho do cantor, compositor e guitarrista, Dion, membro do Hall da fama do Rock. Apesar de não ser um artista estritamente do blues, Dion possui alguns álbuns muito bons, inteiramente dirigidos ao gênero, como Bronx In Blue (2006), Son of Skip James (2007), Tank Full of Blues (2011) e New York is My Home (2016). O novo trabalho é chamado Blues With Friends e é bem ambicioso em relação aos colaboradores, que vão do novo ao antigo: Joe Bonamassa, Jeff Beck, Billy Gibbons, Sonny Landreth, Paul Simon, Samantha Fish, Rory Block, Bruce Springsteen, entre outros. “Eu precisava pegar os melhores guitarristas e músicos vivos de cada geração, de toda variação do blues”, diz Dion. E não se trata de um álbum de covers de blues, mas sim de músicas autorais compostas por Dion entre o final de 2019 e início de 2020. Duas coisas para deixar mais na vontade; a primeira, a nota escrita pelo próprio Bob Dylan sobre o álbum: “Dion knows how to sing and he knows just the right way to craft these songs, these blues songs. He’s got some friends here to help him out, some true luminaries. But in the end, it’s Dion by himself alone, and that masterful voice of his that will keep you returning to share these blues songs with him.Em seguida, ficamos com a primeira música do disco, “Blues Comin’ On”, com Joe Bonamassa.





        O terceiro lançamento da lista de reunião entre amigos e colegas é Blues Comin’ On (mesmo nome da nova música de Dion, mas aparentemente sem relação entre elas), do guitarrista de blues-rock Joe Louis Waker. O disco será lançado em junho, mas já tem um aperitivo. Louis Walker divulgou “Old Time Used To Be”, acompanhado por Keb’ Mo’. Outros nomes que se juntam a Joe Louis Walker são Eric Gales, Albert Lee, Mitch Ryder, Lee Oskar, dentre outros.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Gary Clark Jr. retorna com o clipe de "This Land"




Gary Clark Jr., um dos guitarristas que mais se destacaram nos últimos anos, está voltando com o lançamento de um novo álbum, no dia 1 de março. Hoje, ele divulgou o vídeo clipe da música que dá título ao álbum, "This Land". O vídeo é uma declaração política e estética de Gary Clark Jr. O início e o final representam de onde Clark veio, sua formação musical, o blues. A música em si é o que Gary Clark Jr. quer representar para o novo público, um som mais moderno, em alguns momentos quase no rap, mas com uma guitarra sempre presente e potente. Tematicamente, o vídeo é incrível. É um manifesto político em relação ao problema racial nos Estados Unidos e inclusive o racismo que ele mesmo sofreu, como diz na nota que Clark Jr. divulgou:

"I’m just basically saying we’re here, everybody’s here. We all deserve an equal shot and let’s get over the bullshit. I grew up in the south, in Austin, Texas. I had a few situations down there with some racism, and some Confederate flags, and people calling me out of their trucks, and all that kind of stuff. It wasn’t an everyday thing, but I recently had an incident in my neighborhood with that, in front of my kid. Everything that was going on in November 2017, around that time, just the past couple years have been kind of crazy. Climate’s been a little bit wild. I had a track, a beat that I laid down, I didn’t have any lyrics over it and it just … I was just kind of sitting in there and it just came to me. I just went in there and fired off."

. A fúria, a revolta e o sentimento de basta estão presentes em cada verso e em cada nota tocada por Clark Jr., afinal, esta terra também é deles. O título parece um contraponto ao hino "This Land is Mine". Em especial, a cena das crianças pisando a bandeira dos confederados é simbolicamente linda. Confira a capa, o vídeo e a tracklist do álbum abaixo:


THIS LAND:
01 This Land
02 What About Us
03 I Got My Eyes on You (Locked & Loaded)
04 I Walk Alone
05 Feelin’ Like a Million
06 Gotta Get Into Something
07 Got to Get Up
08 Feed the Babies
09 Pearl Cadillac
10 When I’m Gone
11 The Guitar Man
12 Low Down Rolling Stone
13 The Governor
14 Don’t Wait Til Tomorrow
15 Dirty Dishes Blues

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Spiritualized anuncia novo álbum e divulga nova música, "I'm Your Man"





Foram seis longos anos de espera, mas finalmente está chegando a hora de conhecermos o novo álbum de Spiritualized. O último álbum da banda foi Sweet Heart Sweet Light – que ficou no topo da lista de melhores álbuns de 2012. Hoje, Jason Pierce confirmou o novo disco do grupo, cujo titulo será And Nothing Hurt, para lançar no dia 7 de setembro. Duas faixas foram divulgadas hoje. ‘A Perfect Miracle` e ‘I`m Your Man`. A notícia triste é que possivelmente este será o ultimo disco da banda, segundo Jason Pierce. Bem, vamos torcer que ele esteja blefando.  




sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ouça duas faixas do novo disco de Buddy Guy, The Blues is Alive and Well




                Conforme vai se aproximando do dia 15 de junho – dia do lançamento do novo disco de Buddy Guy, The Blues Is Alive and Well, vamos conhecendo mais um pouco do que vai ser o álbum. Há alguns dias, a primeira amostra do novo trabalho de estúdio da maior lenda viva do blues foi uma versão incrível de uma outra lenda, Sonny Boy Williamson II, com a faixa “Nine Below Zero”, na qual se troca a gaita de Sonny Boy pela incrível guitarra de Buddy Guy. Agora é a vez de conhecermos a segunda faixa liberada do disco, “Blues No More”, um belo dueto com James Bay. Confira as duas músicas abaixo:








quarta-feira, 2 de maio de 2018

Buddy Guy anuncia novo disco, The Blues is Alive and Well



Uma notícia de hoje deixou o mundo do blues em polvorosa. Isso porque a maior lenda viva do blues, Buddy Guy, anunciou o lançamento de um novo disco, The Blues is Alive and Well, programado para sair em 15 de junho. O disco será o primeiro desde Born to Play The Guitar, lançado em 2015 e que ficou no topo dos melhores discos do ano do blog (além de ter ganho o Grammy de melhor disco de blues, em 2016). Três anos são muita coisa para quem já ultrapassa dos oitenta anos, mas Guy não quer saber disso e reafirma que está com a corda toda. Principalmente porque o disco novo também terá algumas participações para lá de especiais, tais como Mick Jagger, em “You Did The Crime”, Keith Richards e Jeff Beck, em “Cognac” e James Bay, em “Blues no More”. Confira a tracklist do disco abaixo:

Além disso, Buddy Guy é o convidado especial da série de David Letterman, na Netflix, chamada "My Next Guess Needs No Introduction", que vai ao ar no dia 4 de maio. No programa, Guy conversa com Letterman sobre a origem do blues no sul dos Estados Unidos. Tem tudo para ser incrível.

1 “A Few Good Years”
2 “Guilty As Charged”
3 “Cognac” (featuring Jeff Beck & Keith Richards)
4 “The Blues Is Alive And Well”
5 “Bad Day”
6 “Blue No More” (featuring James Bay)
7 “Whiskey For Sale
8 “You Did The Crime” (featuring Mick Jagger)
9 “Old Fashioned”
10 “When My Day Comes”
11 “Nine Below Zero”
12 “Ooh Daddy”
13 Somebody Up There
14 End Of The Line

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Ben Harper e Charlie Musselwhite anunciam novo álbum, No Mercy In This Land



                Em 2013, Ben Harper se uniu com Charlie Musselwhite para gravarem um álbum juntos, o ótimo Get Up! (vencedor do Grammy para o Melhor Álbum de Blues, em 2013) A mistura de estilo de ambos contribuiu bastante para a qualidade do disco. Com o passar do tempo, o trabalho parecia ter sido uma benfazeja aventura musical na discografia de Ben Harper e Charlie Musselwhite. No entanto, se tem dois artistas que adoram trabalhos colaborativos são esses dois. A volta da parceria era tão somente uma questão de tempo e eis que em 2018 acabou de ser anunciado que Harper e Musselwhite estão lançando um novo disco juntos, chamado de No Mercy In This Land, que será lançado em 30 de março. Junto ao anúncio, a dupla divulgou a canção que dá título ao álbum.

                O disco, segundo comunicado oficial, no qual os artistas trocam elogios um ao outro, inclui as “histórias pessoais tanto de Ben Harper quanto de Charlie Musselwhite, além de acrescentar à sônica história da luta e sobrevivência dos americanos”. Confira abaixo a tracklist do álbum e a música “No Mercy In This Land”:

1. "When I Go"
2. "Bad Habits"
3. "Love And Trust"
4. "The Bottle Wins Again"
5. "Found The One"
6. "When Love Is Not Enough"
7. "Trust You To Dig My Grave"
8. "No Mercy In This Land"
9. "Movin' On"
10. "Nothing At All"


domingo, 13 de novembro de 2016

Confira "Hate To See You Go", do novo álbum de blues de Rolling Stones, Blue & Lonesome




                Não há como negar: o blues que conhecemos hoje e do jeito que ele chegou a nós não seria o mesmo não fosse por uns grupos de jovens britânicos que chegaram a conhecer as gravações do blues, que nos próprios Estados Unidos era desconhecido do grande público de classe média branca, e a partir daí o absorveram em sua própria arte e depois o reapresentaram para o público consumidor dos Estados Unidos. Dentre esses jovens estavam John Mayall, Eric Clapton, Mick Jagger, Keith Richards, para citar apenas alguns. The Rolling Stones, uma das maiores bandas de rock do planeta – senão a maior – nunca negou sua admiração pelo blues, levando para um programa de TV pela primeira vez, ainda na década de sessenta, Howlin’ Wolf para dividir o palco. Durante toda a longa carreira, os Stones gravaram algumas covers de blues e dividiram o palco com Muddy Waters, B.B. King, Buddy Guy, dentre outros. No entanto, a banda inglesa nunca havia dedicado um álbum inteiramente ao blues, apesar dele estar no seu próprio DNA. Essa lacuna vai ser preenchida agora, com o lançamento do álbum Blue & Lonesome, com data de lançamento para dois de dezembro. 

                Isso significa que todo o amor e admiração que cada membro da banda tem pelo blues estará presente em cada uma das faixas do novo disco, que é uma compilação de covers de blues, especialmente o blues de Chicago de meados da década de 50. O baterista Charlie Watts, “This album is what I’ve always wanted the Stones to do. It’s what we do best and what we did when we first got together”. Na tracklist estão covers de Howlin’ Wolf (claro), Little Waters (claro), Jimmy Reed (claro). Saiu a primeira amostra do álbum, o clipe de “Hate To See You Go”, bem como o áudio de “Just Your Fool”. Confira abaixo:






sexta-feira, 14 de outubro de 2016

As três últimas músicas inéditas de David Bowie serão lançadas dia 21 de outubro



Ótimas notícias para os fãs de David Bowie que já estão morrendo de saudade do maior gênio da música. Foram desenterradas três faixas inéditas das sessões de Blackstar, último álbum de Bowie, lançado em janeiro deste ano, que virão a público no disco extra do álbum do elenco de Lazarus, um musical experimental que foi aos palcos em Novembro de 2015 e teve Michael C. Hall como protagonista, que será lançado na próxima sexta (21 de outubro). O jornal britânico Telegragh teve acesso às músicas e o crítico de música Neil McCormick as resenhou hoje na versão online do jornal. Elas são as suas últimas composições gravadas, produzidas e mixadas sob a supervisão de Bowie antes de sua morte.

A faixa “No Plan”, que McCormick como uma “maravilhosa balada de jazz, doce e triste, que é cantada com uma qualidade profética quase mística, como se Bowie estivesse nos falando do túmulo”. “All the things that are my life/ My moods/ My beliefs/ My desires/ Me alone/ Nothing to regret/ This is no place, but here I am.”, diz a letra. Não estou nem ouvindo a música, mas só a letra já causa arrepios. Neil McCormick descreve “Killing A Little Time” como um “rock caótico, com feedback de guitarras enquanto o vocal estrangulado de Bowie evoca o medo e raiva do seu estado”, incrementado com o sax de jazz desencontrado. Segundo a letra que McCormick aponta, mostra um Bowie inconformado com a própria morte, praguejando contra ela, pois tinha muito ainda a fazer, muitas canções a cantar. “This symphony/ This rage in me”, and proclaiming, “I’ve got a handful of songs to sing/ To stain the soul/ To f--- you over”. Mais uma vez, arrepios. Mais uma vez, sem ainda ouvir a música. A última música é “When I Met You”, que McCormick aponta como uma música do “final da peça e oferece uma sensação bem vinda de consolo e alívio”.


Esse lançamento serve como complementação do próprio epitáfio. Bowie sabia que essas músicas não estariam na tracklist final de Blackstar e que provavelmente seriam lançadas somente após a sua morte. Pelo que foi apontado por McCormick, são mensagens mais diretas do que as canções de Blackstar, submersas em simbolismos e abstrações. Conclusões subseqüentes só poderão ser tiradas após o dia 21. As três últimas mensagens de uma lenda. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Leonard Cohen anuncia novo álbum, You Want It Darker




                Mais uma lenda da música anuncia que tem material novo para lançar. Leonard Cohen, poeta e um dos melhores compositores da história da música, em seus plenos 82 anos, acabou de anunciar um novo álbum, You Want It Darker.  Apesar de ter perdido recentemente sua musa e amiga Marianne Ihlen, a inspiradora da clássica música “So Long, Marianne”, e tendo dito que logo a seguiria numa emocionante carta enviada para ela no leito de morte, Cohen dá sinais de que continua ativo e interessado por fazer música. O disco com título bastante sombrio é a sequência do ótimo Popular Problems, lançado em 2014. Um trecho da música título foi divulgado na série Peaky Blinders. Confira abaixo a tracklist de You Want it Darker, o trecho da faixa-título e, claro, a despedida para Marianne, com “So Long, Marianne”:


01 You Want It Darker
02 Treaty
03 On the Level
04 Leaving the Table
05 If I Didn’t Have Your Love
06 Traveling Light
07 It Seemed the Better Way
08 Steer Your Way
09 String Reprise/ Treaty





quarta-feira, 25 de maio de 2016

Dinosaur Jr. anuncia novo disco e toca nova música "Tiny" no Jools Holland




O pequeno dinossauro do rock alternativo está de volta! Ontem, num vídeo apresentado por Henry Rollins, foi anunciado que a banda Dinosaur Jr. Irá lançar seu novo álbum, Give a Glimpse of What Yer Not, o primeiro da banda desde I Bet on Sky, de 2012, no dia 5 de agosto de 2016. No mesmo dia, Dinousaur Jr. foi uma das bandas convidadas do programa da BBC Later... With Jools Holland e tratou logo de tocar uma das novas músicas, “Tiny”, que tem tudo que uma boa música de Dinosaur Jr tem: guitarra, muito, muito alta e muito, muito distorcida, solo de guitarra estridente, a voz despretenciosa de J Mascis e muito, muito peso. Também foi divulgado a tracklist e a versão de estúdio de “Tiny” (disponível no Spotify). Confira:

Tracklist:

01 “Goin Down”
02 “Tiny”
03 “Be A Part”
04 “I Told Everyone”
05 “Love Is…”
06 “Good To Know”
07 “I Walk For Miles”
08 “Lost All Day”
09 “Knocked Around”
10 “Mirror”
11 “Left/Right”


terça-feira, 17 de maio de 2016

Confira o novo clipe de Eric Clapton, "Spiral"




Como retratar em retrospectiva décadas de carreira com uma boa trilha sonora? Eric Clapton faz isso muito bem no clipe da música “Spiral”, que está presente no novo álbum do guitarrista britânico, a ser lançado no próximo dia 20, chamado I Still Do. Com um clima nostálgico e uma estética psicodélica, o clipe guia uma viagem ao tempo; a tela inicial vai se fechando num quadro de Clapton na parede, até perder-se no relógio e iniciar de fato a viagem ao passado, alternando desenhos de diferentes fases da carreira de Clapton, com traços psicodélicos, até os primórdios. Confira o clipe abaixo:




terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Assista ao vídeo de "Drive", nova música de Joe Bonamassa



Como já foi noticiado por aqui, Joe Bonamassa estará lançando mais um novo álbum em 25 de março. Para movimentar um pouco as coisas, o guitarrista divulgou o primeiro vídeo de Blues of Desperation, chamado “Drive”, música calma, lenta, quase contemplativa, cujo ritmo constante é construído por dois bateristas. Um delicado coral e tímidos solos de Bonamassa completam o cenário da música. Confira o vídeo abaixo:







segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Mesmo após a morte, David Bowie anuncia programação para novos álbuns


               
Bem, para David Bowie, fazer da própria morte uma obra de arte não é o bastante; o homem tem aspirações maiores: ter o domínio também do seu pós-vida. O sucesso mundial alcançado por Blackstar – de crítica e de público – parece não ter sido o último do grande artista e cantor inglês. Isso porque surgiu a notícia, vinculada por vários portais na internet, de que David Bowie havia programado uma série de lançamentos para depois de sua morte, o primeiro programado para os fins de 2017. Segundo uma fonte próxima ao cantor, as compilações seriam dividias em “eras”, mas sem obrigação de serem lançadas em ordem cronológica, além de grandes possibilidades de haver músicas inéditas dentre o material, podendo constar músicas não lançadas que remetem ainda à década de 70. A informação de material inédito nesses álbuns póstumos, no entanto, não foi confirmada. Levando em consideração tanto o longo período “inativo” de David Bowie na última década (de 2004 até 2013), quanto a característica do artista altamente produtivo e criativo, é bem provável que haja algo a ser descoberto por aí. Só nos resta esperar e continuar rendendo a Bowie todos os louros que ele merece. A hipótese é fortalecida ainda mais com uma entrevista concedida por Tony Visconti sobre músicas que foram compostas para a peça Lazarus, mas que não constaram na tracklist de Blackstar. Informações relatavam ainda que nas últimas semanas de vida, Bowie estava trabalhando num novo álbum, tendo gravado a demo de algumas músicas. Além dessas notícias empolgantes, também foi confirmado que está em processo um álbum gravado pelo elenco da peça Lazarus, a qual Bowie foi um coautor. Michael C. Hall, que interpretou o protagonista na peça, canta vários números do repertório do próprio Bowie, bem como a faixa “Lazarus”, de Blackstar e cujo clipe é tido como uma narração músico-narrativa da própria morte. O ator de Dexter já cantou “Lazarus” no programa de TV The Late Show With Stephen Colbert. 




PJ Harvey anuncia novo álbum, The Hope Six Demolition Project



                A lista de lançamentos futuros está engrossando a cada que passa. Somando-se a Joe Bonamassa, Iggy Pop e Weezer, outro grande lançamento é esperado para os primeiros meses do ano. Após cinco anos do lançamento do aclamado Let England Shake, o melhor álbum de sua carreira, PJ Harvey anunciou que irá lançar um novo disco em 15 de abril, chamado The Hope Six Demolition Project. O álbum tem uma história interessante; em meio a viagens para Kosovo, Afeganistão e Whashinton, com o fotógrafo e cineasta Seamus Murphy, e enquanto fazia também o seu livro de poesia, The Hollow of The Hand, Harvey começou a gravar The Hope Six Demolition Project em sessões abertas para o público, como parte de uma exibição no Museu de Londres no ano passado. Vários ingredientes para um grande álbum à vista. Abaixo segue um trailer do disco com trechos de duas músicas, “The Community of Hope” e “The Wheel”, esta última que também é o primeiro single do trabalho.

Tracklist

01 The Community of Hope
02 The Ministry of Defence
03 A Line in the Sand
04 Chain of Keys
05 River Anacostia
06 Near the Memorials to Vietnam and Lincoln
07 The Orange Monkey
08 Medicinals
09 The Ministry of Social Affairs
10 The Wheel
11 Dollar, Dollar


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Iggy Pop anuncia Post Pop Depression, álbum colaborativo com Josh Homme



                A morte de David Bowie no início do mês deu um tom apocalíptico ao ano de 2016. Somando-se a esse clima, saiu a notícia hoje de que Iggy Pop esteve trabalhando secretamente com Josh Homme, do QOTSA, em um álbum que será lançado no dia 18 de março e tem um título bem simbólico: Post Pop Depression. Ao contrário do que muitos podiam prever, Iggy Pop, o loucaço do The Stooges, é o último que restou da tríade do glam-rock e underground da década de 70 (que tinha, além de Pop, Lou Reed e David Bowie). Segundo as declarações de ambos, Pop e Homme, o projeto, bancado com dinheiro próprio, levou-os a novos limites, a lugares onde nunca estiveram.


Segundo Iggy Pop, o álbum também parece seguir um conceito, lidando com a problemática de utilidade e legado quando a carreira de alguém está aproximando-se do fim: “Na América, por ser tão competitiva, o que acontece quando você finalmente fica inútil para todo mundo, exceto, com sorte, você mesmo? O que acontece então? E você pode continuar a ser útil para você mesmo? Eu tinha um tipo de personagem em mente. Era tipo uma mistura entre mim mesmo e um veterano militar”.  Parece ser um pouco da visão insegura que Pop tem de si mesmo e de seu lugar no mundo da música hoje. Mas Homme tratou de reservar o lugar devido a Pop: “Ele é o último dos únicos. Esta é a volta olímpica de um homem que não tem certeza que venceu. Mas ele venceu”, completa Homme.

                Post Pop Depression, que terá nove músicas, foi gravado nos estúdios de Josh Homme com uma banda de apoio que conta com Dean Fertita do QOTSA e Dead Weather na guitarra e teclados e o baterista de Arctic Monkeys, Matt Helders. Post Pop Depression parece ter todos os ingredientes para Iggy Pop voltar a cravar um grande álbum na sua carreira para figurar junto com The Idiot e Lust for Life como clássicos. 



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

God Don't Never Change: The Songs of Blind Willie Johnson: álbum-tributo com participações de primeira linha


                Um dos cantores de blues e gospel mais importantes da história, Blind Willie Johnson, receberá um álbum de tributo devido há mais de 70 anos, gravado por diversos artistas de relevância, cantando as músicas mais conhecidas do bluesman texano. Dono de uma voz inigualável, um slide impecável, Willie Johnson mesclava a tradição blues de tocar com as letras religiosas da tradição gospel e entrou para a história cantando clássicos como, por exemplo, "Jesus Make Up My Dying Bed", "It's Nobody's Fault but Mine", "Dark Was the Night, Cold Was the Ground" (que está presente no projeto Voyager Golden Record, que é a compilação que viaja pelo Universo levando mensagens e músicas do Planeta Terra), "John the Revelator", "You'll Need Somebody on Your Bond", "Motherless Children" e "Soul of a Man". Apesar de não ser aclamado como Muddy Waters, B.B. King ou Howlin’ Wolf, a sua obra é de uma revolução estilística altamente influente de ampla magnitude e que inclusive transcende os limites do blues, tendo profundo impacto em artistas e bandas como Eric Clapton, Led Zeppelin, Bob Dylan e muitos outros. Todas essas canções estão compiladas na coletânea God Don’t Never Change: The Songs of Blind Willie Johnson, a ser lançada em 26 de fevereiro, cantada por artistas que de certa forma foram tocados pela música de Willie Johnson. Tom Waits, por exemplo, certamente tributário de Willie Johnson pela voz poderosa e rouca, irá cantar duas músicas, “The Soul of A Man” e “John The Revelator”, Lucinda Williams também ficará responsável por duas faixas (“It’s Nobody’s Fault But Mine” e “God Don’t Never Change”). Outras participações de destaque são a banda gospel The Blind Boys of Alabama (“Mother’s Children Have a Hard Time”) e a banda Derek Trucks and Susan Tedeschi (“Keep Your Lamp Trimmed And Burning”). Será uma interessante releitura da obra de um grande e importante músico. A lista de escolhas dos participantes para integrar o projeto, com o nível de comprometimento que cada um deles parece ter com a obra de Willie Johnson, certamente faz com que God Don’t Never Change: The Songs of Blind Willie Johnson seja uma das obras mais esperada desse começo de ano. Segue abaixo a tracklist com os respectivos artistas participantes:

Tracklist: 

1 The Soul Of A Man, by Tom Waits
2 It's Nobody's Fault But Mine, by Lucinda Williams
3 Keep Your Lamp Trimmed And Burning, by Derek Trucks and Susan Tedeschi
4 Jesus Is Coming Soon, by Cowboy Junkies
5 Mother's Children Have A Hard Time, by The Blind Boys Of Alabama
6 Trouble Will Soon Be Over, by Sinead O'Connor
7 Bye And Bye I'm Going to See The King, by Luther Dickinson featuring the Rising Star Fife and Drum Band
8 God Don't Never Change, by Lucinda Williams
9 John The Revelator, by Tom Waits
10 Let Your Light Shine On Me, by Maria McKee
11 Dark Was The Night, Cold Was the Ground, by Rickie Lee Jones



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Joe Bonamassa anuncia novo álbum, Blues of Desperation



                É inegável que Joe Bonamassa seja incansável, principalmente levando em consideração a média de produtividade dos artistas nas últimas décadas, com hiatos muito longos entre os discos lançados. Bonamassa, de fato, não se enquadra nesse padrão, seja com discos de estúdio ou com inúmeros discos ao vivo (fora isso, . Em média ele leva dois anos para lançar um disco de inéditas, entrecortados por um ou mais álbuns ao vivo. O último deles, por exemplo, chamado Different Shades of Blue, saiu em 2014, e desde então Bonamassa já lançou dois discos ao vivo (o ótimo Muddy Wolf at Red Rocks e Live at Radio City Hall, ambos de 2015). Pois bem, sem espaço para descanso, Bonamassa anuncia o lançamento de um novo álbum de inéditas para 25 de Março, cujo título, espirituoso, será Blues of Desperation, que foi composto e gravado em Nashville. O anúncio veio acompanhado de um trailer do álbum no youtube, que você pode ver abaixo. Sobre o disco, Bonamassa diz que ele apresenta a sua evolução como um músico de blues-rock, alguém que “não está relaxando nas suas conquista e que está sempre pensando em frente sobre como a música pode envolver as pessoas e permanecer relevante”. Completando, Bonamassa parece bastante empolgado com o resultado: “Gravar Blues of Desperation é um dos projetos de gravação mais empolgantes que eu já fiz. Que prazeroso barulho nós fizemos”. Segue abaixo a tracklist de Blues of Desperation:

Tracklist

This Train
Mountain Climbing
Drive
No Good Place For The Lonely
Blues Of Desperation
The Valley Runs Low
You Left Me Nothin’ Nut The Bill And The Blues
Distant Lonesome Train
How Deep This River Runs
Livin’ Easy
What I’ve Known For A Very Long Time



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Weezer anuncia novo álbum 'Weezer (White Album)'




Apesar de estar ainda preso à letargia de imaginar um mundo da música sem a presença de David Bowie, a vida continua. A notícia do anúncio de um novo álbum de Weezer pode ajudar na tarefa de continuidade. Depois de grande mistério nas redes sociais, onde todos os perfis da banda passaram a postar imagens e vídeos todos em branco, Weezer confirmou o lançamento do novo álbum da banda para o dia 1 de Abril. O último álbum tinha sido Everything Will Be Alright in The End, de 2014. O título deste novo trabalho será simplesmente Weezer e será mais um a integrar a lista de “álbuns de cor” da banda (que já tem Blue Album, 1994, Green Album, 2001, e Red Album, 2008). Desta vez será o White Album, com a capa de fundo branco contendo a foto da banda, na praia. Rivers Cuomo definiu o álbum como um álbum de praia, inspirado pela vida festeira em Los Angeles, Beach Boys e cheia de belas canções e letras doces. Durante os últimos meses, a banda vem divulgando músicas inéditas, como “Thank God For Girls” e “Do You Wanna Get High?”, mas, até então, sem dar informações sobre novos lançamentos. A tracklist do álbum confirmar que ambas estarão presentes, somadas ao novo clipe da banda, “King Of The World”. O momento duro e triste diante da perda de um dos maiores ícones da cultura do século XX pode ficar um pouco mais leve com a ajuda do som animado e brilhante de Weezer. Confira a tracklist e as músicas já conhecidas do White Album:

Weezer ('The White Album'):

'California Kids'
'Wind in Our Sail'
'Thank God for Girls'
'(Girl We Got A) Good Thing'
'Do You Wanna Get High?'
'King of the World'
'Summer Elaine and Drunk Dori'
'L.A. Girlz'
'Jacked Up'
'Endless Bummer'









sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

"Lazarus": nova música de David Bowie e apresentação no "The Late Show", com Michael C. Hall






                Não é qualquer acontecimento que interrompe a sequência dos melhores álbuns do ano. Não obstante, o rito da lista dos melhores do ano foi interrompido; garanto, no entanto, que é por uma escolha válida, afinal, não é todo dia que temos lançada uma música nova de David Bowie. Pois bem, hoje, o perfil oficial de David Bowie no Facebook divulgou a música “Lazarus”, que faz parte do novo disco Blackstar, que será lançado na data de aniversário de Bowie, em 7 de janeiro. Durante os seus quase seis minutos e meio de duração, David Bowie adota na letra um tom autobiográfico quase que confessional, bem raro quando se trata do músico britânico: “look up here, i’m in heaven, i’ve got stars that can’t be seen, i’ve got drama, can’t be stolen, everybody knows me now”, enquanto que musicalmente, de caráter menos eletrônico que as duas divulgadas anteriores (“Tis a Pity She Was A Whore” e “Blackstar”), a bateria vai ditando o ritmo de forma lenta, e entre as estrofes  surgem solos do saxofone, da metade adiante, a faixa vai numa crescente até estourar numa explosão de sons e saxofones distorcidos. Sim, digno de nota, a voz de Bowie continua ótima no agudo também.

                Já que David Bowie se aposentou de vez dos palcos, ele contou com o elenco da peça Lazarus, que está sendo apresentada nos teatros de Nova Iorque, e que conta como principal estrela o ator de Dexter e Six Feet Under, Michael C. Hall, para tocar no programa de TV “The Late Show”. Promoção dupla, da nova música e da peça. Confira abaixo as duas versões e a letra da música: 


Lazarus (David Bowie)

Look up here, I’m in heaven
I’ve got scars that can’t be seen
I’ve got drama, can’t be stolen
Everybody knows me now

Look up here, man, I’m in danger
I’ve got nothing left to lose
I’m so high it makes my brain whirl
Dropped my cell phone down below
Ain’t that just like me

By the time I got to New York
I was living like a king
Then I used up all my money
I was looking for your ass

This way or no way
You know, I’ll be free
Just like that bluebird
Now ain’t that just like me

Oh I’ll be free
Just like that bluebird
Oh I’ll be free
Ain’t that just like me





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Informações complementares do novo álbum de David Bowie, Blackstar


Sempre envolto em mistérios, aos poucos as informações complementares começam a surgir sobre Blackstar, o novo álbum de David Bowie, através de coletas e fragmentos de entrevistas de alguns dos envolvidos no processo de composição do disco. Segundo a revista Rolling Stone, James Murphy foi um dos colaboradores de Blackstar, tocando percussões em duas faixas, segundo Visconti, produtor e amigo de longa data de Bowie, além de trazer alguns sintetizadores e uma tonelada de ideias, de acordo com Mark Guiliana, baterista da banda. Essa não é a primeira vez que Murphy trabalha com David Bowie. Em 2013, ele criou uma nova versão para “Love is Lost”, do então novo álbum The Next Day. Outra informação relevante de Tony Visconti coletada da matéria da Rolling Stone é a influência sonora que inspirou a mistura de ritmos e sons presentes em Blackstar. Uma delas é o jazz livre e improvisado presente na faixa título, “Blackstar”. A matéria conta como foi a operação para recrutar alguns músicos de jazz, como Donny McCaslin, que se viu surpreendido com Bowie assistindo a uma apresentação sua em Nova York. Segundo Visconti, “ele jogou tudo lá e isso foi exatamente o que queríamos fazer. O objetivo, de várias formas, foi evitar o rock & roll”. Tem de Krautrock a hip hop, e de pop ao jazz.  O cantor de hip hop Kendrick Lamar foi uma das inspirações para essa mistura, apesar de não ter nada de hip hop, mas Visconti explica que o fato de Lamar ter sido tão mente aberta foi muito inspirador.

Sobre a faixa título “Blackstar”, que teve seu vídeo lançado na semana passada, era originalmente duas canções (como se pode perceber em dado momento), mas que Bowie e Visconti conseguiram juntá-las. Visconti diz ainda que ela teve que ser cortada para poder ser o primeiro single do novo disco, já que o Itunes não cabe singles com mais de 10 minutos de duração. Como Bowie estava decidido a ser “Blackstar” o single e não queria também que houvesse duas versões da música, ele fez o corte para os 9:57s. Segundo o membro da banda, Donny McCaslin, a letra de “Blackstar” é sobre o Estado Islâmico.

Títulos de outras faixas também foram divulgados, como “Girl Loves Me”, uma  balada chamada “Dollar Days”, que David compôs no estúdio, “I Can’t Give Everthing Away” e “Tis a Pity She Was a Whore”, que já havia sido lançada como B-Side de “Sue (In A Season Of Crime”, em 2014.

A capa de Blackstar foi desenhada pelo designer Jonathan Barnbrook, que já fez as capas de The Next Day, Heathen e Reality e é a primeira que não traz a imagem de Bowie na capa. Resumindo seu trabalho em Blackstar, Jonathan diz: “Blackstar é um álbum sombrio sobre tempos sombrios. Eu espero que no que eu fiz tenha algo que ressoe com a escuridão das músicas de alguma forma”.

A empolgação com o trabalho realizado transborda de Tony Visconti quando ele fala de Blackstar: “Quando ele lançou álbuns como Heroes e Low, ninguém estava fazendo algo assim. E então ele fez nascer uma Nova Era Romântica. Ele é um destruidor de gêneros e eu mal posso esperar para os álbuns de imitações de Blackstar começarem a sair”. Pelo visto, Tony está apostando alto!