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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Gary Clark Jr. retorna com o clipe de "This Land"




Gary Clark Jr., um dos guitarristas que mais se destacaram nos últimos anos, está voltando com o lançamento de um novo álbum, no dia 1 de março. Hoje, ele divulgou o vídeo clipe da música que dá título ao álbum, "This Land". O vídeo é uma declaração política e estética de Gary Clark Jr. O início e o final representam de onde Clark veio, sua formação musical, o blues. A música em si é o que Gary Clark Jr. quer representar para o novo público, um som mais moderno, em alguns momentos quase no rap, mas com uma guitarra sempre presente e potente. Tematicamente, o vídeo é incrível. É um manifesto político em relação ao problema racial nos Estados Unidos e inclusive o racismo que ele mesmo sofreu, como diz na nota que Clark Jr. divulgou:

"I’m just basically saying we’re here, everybody’s here. We all deserve an equal shot and let’s get over the bullshit. I grew up in the south, in Austin, Texas. I had a few situations down there with some racism, and some Confederate flags, and people calling me out of their trucks, and all that kind of stuff. It wasn’t an everyday thing, but I recently had an incident in my neighborhood with that, in front of my kid. Everything that was going on in November 2017, around that time, just the past couple years have been kind of crazy. Climate’s been a little bit wild. I had a track, a beat that I laid down, I didn’t have any lyrics over it and it just … I was just kind of sitting in there and it just came to me. I just went in there and fired off."

. A fúria, a revolta e o sentimento de basta estão presentes em cada verso e em cada nota tocada por Clark Jr., afinal, esta terra também é deles. O título parece um contraponto ao hino "This Land is Mine". Em especial, a cena das crianças pisando a bandeira dos confederados é simbolicamente linda. Confira a capa, o vídeo e a tracklist do álbum abaixo:


THIS LAND:
01 This Land
02 What About Us
03 I Got My Eyes on You (Locked & Loaded)
04 I Walk Alone
05 Feelin’ Like a Million
06 Gotta Get Into Something
07 Got to Get Up
08 Feed the Babies
09 Pearl Cadillac
10 When I’m Gone
11 The Guitar Man
12 Low Down Rolling Stone
13 The Governor
14 Don’t Wait Til Tomorrow
15 Dirty Dishes Blues

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tributos a B.B. King, Lemmy Kilmister e David Bowie no Grammy Awards 2016



                2015 levou muita gente, isso é conhecimento de todos já. Seria impossível mencionar todos aqui sem correr o risco de esquecer-se de um ou outro injustamente. Alguns são simplesmente inesquecíveis. B. B. King, Lemmy Kilmister e David Bowie estão entre eles. O Grammy 2016 organizou uma série de tributos para celebrar suas vidas. A homenagem ao Rei do Blues, B. B. King, coube ao trio Chris Stapleton, Bonnie Raitt e Gary Clark Jr, que combinaram forças para uma versão do clássico “The Thrill Is Gone”. A dinâmica entre o trio ficou sensacional, a alternância de solos e vocais só abrilhantou mais a performance. Já Lemmy foi celebrado pela super banda Hollywood Vampires, formada por Alice Cooper, Johnny Depp, Duff McKagan e Joe Perry, que tocaram “As Bad As I Am”, da própria banda, e “Aces Of Spades”, de Motorhead. E para David Bowie, Lady Gaga realizou uma performance com um medley de músicas de Bowie muito bem produzida e cheio de efeitos especiais no palco.  Acredito que haveria inúmeros outros artistas mais gabaritados para a homenagem do que Lady Gaga, mas como o impacto que David Bowie produziu na música e na arte em geral não é limitado a estilos, com certeza foi um tributo digno e bastante especial para a própria Gaga, que visivelmente estava empolgada pela apresentação; foi uma homenagem muito honesta. O filho de David Bowie, Duncan Jones, parece não ter gostado muito. Confira as apresentações abaixo. Sobre as premiações, não tem tanto o que comentar a não ser o bem merecido vencedor de melhor álbum de Blues para Buddy Guy e constar que Muse ganhar o melhor álbum de rock é uma piada de muito mal gosto. 










sexta-feira, 3 de maio de 2013

Canal Biz transmite ao vivo o New Orleans Jazz & Heritage Festival


Pela primeira vez no Brasil, o tradicional New Orleans Jazz & Heritage Festival será transmitido ao vivo, como sempre, pelo canal Biz, da Multishow. As transmissões começam hoje, inclusive, já começaram. Os destaques da noite de sexta são Willie Nelson & Family, que fizeram sua apresentação mais cedo. Fecham a noite, à meia noite e quarenta, Ben Harper & Charlie Musselwhite, que prometem tocar muito do ótimo álbum que fizeram juntos, Get Up!

A noite de sábado nos reserva mais um show de Gary Clark Jr, que com certeza soltará altos solos épicos e perfeitos na sua guitarra. Gary Clark Jr, se você não lembra, esteve mês passado no Brasil para a edição do Lollapalooza 2013, bem como a atração que finaliza o festival, no domingo a noite. Com presença e diversão garantida em praticamente todos os grandes festivais ao redor do mundo, The Black Keys assume o palco mais uma vez, a partir de meia noite e vinte do domingo para segunda. 


terça-feira, 2 de abril de 2013

Cobertura Lollapalooza Brasil 2013 - Dia II



O segundo dia do Lolla começou com uma surpresa. Eu já estava um pouco decepcionado achando que iria perder dois shows que estava ansioso para ver. Mas, quando começou a transmissão, Gary Clark Jr estava começando a tocar no palco alternativo no canal Bis para meu alívio e felicidade. A surpresa só me deixou desfalcado de cerveja, que tinha programado para ir comprar só mais tarde, mas enfim. Gary Clark Jr já começou dando o seu melhor do blues, com sua melhor música, “When My Train Pulls in”, acompanhada pelos seus épicos solos de guitarra, empolgante do início ao fim. O público desde o início parecia absorvido pelo som. Sensacional. Até agora só com a primeira música, Gary Clark Jr já tinha dado a melhor apresentação do festival. O show seguiu animado e com bastante energia, principalmente pela magia com que Clark Jr toca sua guitarra, é um espetáculo à parte, habilidade técnica impressionante, emoção e performance. Tudo isso conquistou de cara o público. Não é à toa que às vezes ele é chamado de Jimi Hendrix contemporâneo. Depois de duas na porrada, Gary Clark Jr mostrou seu lado mais delicado, com uma balada simplesmente linda. Depois de mais uma rápida, ele paga magistralmente seu tributo a Jimi Hendrix, com “Third Stone From The Sun / You Love Like You Say”. A Jam que ele faz entre as música é ainda mais incrível do que a presente no álbum Black and Blu, Depois ele emenda com outra épica faixa do disco, “Numb”, para quem achava que era impossível viajar ainda mais na guitarra e no blues. Na sequência, mandou mais uma bem forte, “Ain’t Messin Around”, com uma tag de “Satisfation”, dos Stones. Então, ele resolve abaixar o ritmo e mandar outra balada irresistível a soul “Black and Blu”, misturando-a com “Bright Lights”.



O show de Gary Clark Jr. é exatamente o que se espera de um ótimo artista iniciante a fim de conquistar novos públicos. Quem já conhecia, certamente virou ainda mais fã. E quem não conhecia, com certeza ficou marcado pela apresentação e chegará em casa para pesquisar quem, afinal, é Gary Clark Jr. O segundo grande show da noite veio também do palco alternativo, com Alabama Shakes fazendo jus à posição de destaque que conquistaram com o disco de estreia, Boys & Girls. Brittany Howard veio vestida como que para uma premiação, com uma escova boa no cabelo e abrindo com o primeiro hit do grupo “Hold On”. A voz dela está em ótima forma, assim como sua presença de palco. O repertório, como não poderia ser o contrário, foi todo baseado no sucesso de Boys & Girls, tocando suas músicas de maiores sucessos, como “Rise to The Sun”, “Heartbreaker”, “Be Mine”, esta última com Brittany libertando-se da guitarra e se soltando mais no palco. Também teve, claro, a melhor música da banda, “You Ain’t Alone", com mais um show de Brittany. Fico aqui devendo os vídeos de ambos os shows, na esperança de que alguma alma boa tenha gravado a transmissão do Multishow e coloque disponível no youtube.


Como Alabama Shakes foi na mesma hora que Franz Ferdinand, só deu para conferir os minutos finais, com o empolgante clássico “This Fire”. Finalmente estava chegando os dois grandes shows do festival, começando por Queens Of The Stone Age. No palco, tudo o que faz dessa uma das maiores bandas da atualidade, com um setlist praticamente perfeito, com todos os clássicos que a gente pode querer, do início, com “The Lost Art of Keeping A Secret”, do clássico Rated R, passando por “No One Knows”, outro grande hit, dessa vez de Songs for The Deaf, álbum que teve a participação de Dave Ghrol, que também está presente no novo disco da banda. Falando no novo álbum, que sai no meio do ano, entre a contagiante empolgação do público com clássicos, teve tempo para a estreia de uma nova faixa “My God Is The Sun”. Em algumas músicas do Songs For The Deaf, a gente sente muita falta do grande vocal de Mark Lanegan, principalmente em “Hangin’ Tree”. A sequencia final matadora de “Do It Again”, “Go With The Flow” e “A Song for The Dead” cravaram o show como memorável. Contando com as três apresentações que QOTSA já fez no Brasil, no Rock In Rio 2001, com a banda aparecendo pela primeira vez e Nick peladão, no SWU de 2011, já consolidada e com moral no cenário musical e esse show no Lollapalooza, certamente este último foi a mais completa performance, em termos de música e banda.





Eu diria que pela história, Queens of The Stone Age mereceria fechar a noite de sábado do Lollapalooza. Mas a partir do momento que The Black Keys entra no palco, a reação do público mostra o porque da escolha deles como atração principal do dia. O sucesso de El Camino foi incrível e a plateia cantando todas as músicas até ficar sem fôlego completam a transição que a banda teve do garage dos primeiros anos para o mainstream. Performance de uma banda totalmente amadurecida e que sabe que tem o público na palma das mãos. Muitas das músicas fizeram todo mundo pular, mas os destaques vão especialmente para “Next Girl”, “Dead and Gone”, “Gold On The Ceiling” e, claro, a belíssima “Little Black Submarines” e o grande clássico “Lonely Boy”.

Se no primeiro dia a promessa ficou parcialmente cumprida, com o show estático de Flaming Lips, o segundo dia resumiu tudo o que um grande festival deve ter. Bandas revelações, nas presenças de Gary Clark Jr e Alabama Shakes, e shows empolgantes de bandas gigantes como Queens of The Stone Age e The Black Keys.

Terminei o dia completamente bêbado, mas feliz.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cobertura Filho do Blues: Lollapalooza Brasil 2013 - Programação


O Filho do Blues teve a honra de cobrir para seus leitores eventos marcantes nesses últimos anos, destaco principalmente a cobertura dos dois shows de Pearl Jam em São Paulo, em novembro de 2011 e o histórico show de Paul McCartney em Recife, em março de 2012, que foram feitos in loco. Mas como a paixão pela música não está limitada à presença nos respectivos eventos, o Filho do Blues também teve o prazer de cobrir e falar sobre os principais shows do Rock in Rio de 2011, da primeira edição brasileira do festival Lollapalooza, em 2012, do SWU e até mesmo do Global Citizen Festival. Sendo assim, o Filho do Blues não poderia ficar de fora da cobertura especial do segundo Lollapalooza no Brasil.

 A segunda edição brasileira do festival Lollapalooza acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de março, reunindo atrações de grande destaque na música alternativa dos últimos anos. A festa já começa na sexta mesmo, com uma das principais atrações da noite sendo a banda The Flaming Lips, com início programado para seis e meia e é uma das bandas que tem um álbum na gaveta, que sairá em Abril. A expectativa é se será um show de hits ou com várias músicas novas. The Killers fecha o primeiro dia de festival com a apresentação marcada para nove e meia. Um show nacional que também valerá a pena curtir é o projeto paralelo de Pitty, Agridoce, que começa a tocar de duas e quinze e mescla o som com o folk que resulta num trabalho muito interessante. Bom mesmo seria se ela transformasse esse em seu projeto principal. Mas, enfim, continuemos.



O melhor dia será com certeza o sábado, 30, com várias apresentações de bandas que conquistaram grande espaço nos últimos anos. Um das atrações principais da noite é Queens Of The Stone Age, que começa a tocar de seis e quarenta e cinco e volta ao Brasil após o show no SWU, de 2011, com um álbum na gaveta que será lançado em junho deste ano e com a promessa de soltar algumas faixas inéditas no show. A atração que fecha o dia na Cidade Jardim é The Black Keys, que traz para o Brasil o sucesso com o último disco El Camino. A Perfect Circle também toca entre as duas atrações, começando de oito horas. Alabama Shakes, começa de cinco e meia no palco alternativo que foi, de longe, a estreia mais empolgante de uma banda em 2012 com Boys & Girls e o blues de Gary Clark Jr, que toca às três e meia, também no palco alternativo.



Para finalizar o festival, no domingo, dia 31, Lirinha se junta a Eddie e fazem um show às duas e quinze na Cidade Jardim. The Hives toca de seis e quinze, enquanto Pearl Jam retorna ao Brasil após aquela turnê de 2011 com expectativa de soltar alguma música nova, já que eles estão preparando a sequência para Backspacer, com o show previsto para oito e quarenta e cinco da noite.

Por falta de patrocínio, o Filho do Blues fará a cobertura toda de casa, assistindo todos os detalhes através do canal Multishow, entornando uma cerveja atrás da outra.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Melhores álbuns de 2012 - Parte VI

10. Fiona Apple - The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do


Lançado após sete anos de Extraordinary Machine, não tem apenas o nome grande, pois é também um ótimo álbum, talvez mesmo o melhor da carreira pequena, mas bem sucedida de Apple. O disco é todo construído em cima de sua voz, acompanhada por piano e o percusionista Charley Drayton, algumas dão maior ênfase ao piano, outras à percussão, diferente dos seus trabalhos anteriores, que tinha uma estrutura mais formal e acessível.




9. Willis Earl Beal - Acousmatic Sorcery


Ao final do disco, ainda ficamos uns segundos parados tentando assimilar novamente toda a jornada, até que apertamos o play novamente. Caso não aperte ou não consiga nem chegar ao final, tudo bem, mas uma coisa é certa, não há ninguém por ai como esse negro de Chicago chamado Willies Earl Beal, que finalmente saiu do anonimato, por merecimento. Mas provavelmente nunca deixará de ser um “outsider”. Muito menos deseja sê-lo.




8. Alabama Shakes - Boys & Girls


Alabama Shakes é uma estréia – a melhor do ano, por sinal – empolgante de uma banda que ainda tem tudo para crescer e explodir, combinação perfeita do passado e do futuro, blues e rock. Vamos torcer para que sigam no caminho certo.




7. Gary Clark Jr. - Black and Blu


Gary Clark Jr estréia para o grande público com um ótimo disco, cheio de grandes músicas, tornando-se numa das grandes revelações do ano, com certeza. Enquanto existir artistas que ainda acreditam na sua essência o blues permanecerá ecoando por tempo indeterminado.




6. Grizzly Bear – Shields


Com Shields, Grizzly Bear realmente atingem o máximo da potencialidade criativa, expondo belíssimas construções sonoras, impecavelmente arranjadas e com diversas texturas. Cada faixa dá uma impressão de imensa profundidade, sempre deixando algo ainda por explorar. Mas vou deixar de tentar teorizar de forma totalmente incompetente, e vamos falar das músicas em si.




[15-11] [20-16] [25-21] [30-26] [35-31]

sábado, 8 de dezembro de 2012

Abença Pai: Gary Clark Jr - Black and Blu


Enquanto a quantidade de lançamentos vai esfriando com a chegada do fim de ano, é hora de sair procurando se algo do que saiu esse ano passou despercebido. E normalmente essa é uma tarefa bem frutífera. Logo no primeiro dia de exploração, achei a pérola de Gary Clark Jr, um bluesman de Austin, Texas, dito por muitos como o “novo Hendrix”. Rótulos à parte, o novo álbum deste Texano, Black and Blu, presente na lista da Rolling Stones como o 27º melhor álbum do ano, lançado em 22 de outubro, é simplesmente genial! Uma ode ao blues contemporâneo e uma prova de que o estilo está longe de ser declarado morto. Como é de se esperar, o trunfo de Black and Blu é a junção genuína de rock e blues, algumas vezes até com o Soul, como a faixa que dá título do álbum. Black and Blu é a estréia de Gary Clark Jr por uma grande gravadora, mas, na verdade, ele já havia lançado quatro EP’s de forma independente.

 

O ritmo já começa alucinante com a faixa de abertura “Ain’t Messin’ ‘Rond” e já mostra que Gary com uma guitarra não está para brincadeira. Fato que se confirma absolutamente em “When My Train Pulls In”, cujo solo de guitarra simplesmente causa extremos arrepios, facilmente um dos pontos mais altos do álbum. “Black and Blu” flerta com um soul eletrônico, mas o sucesso mesmo é quando Gary Clark explora todos os sons da guitarra, o que acontece novamente na faixa seguinte “Brigh Lights”, cujo refrão faz referências claras à clássica “Bright Light, Big City”. O ritmo permanece intenso com a empolgante e divertida “Travis County”, que lembra um pouco Rolling Stones. 


É evidente que a variação de estilos enriquece Black and Blu, como, por exemplo, na própria faixa título com o soul eletrônico, como “The Life”, que flui quase como um rap e “Please Come Home” e “Things Are Changin’”, mais uma com clima soul, mas é também inegável que os melhores momentos são quando a fusão do blues e rock está no nível máximo, como na praticamente perfeita “Numb”, um riff pesado que fica repetindo enquanto Gary vai cantando na estrutura do blues. A voz de Gary, inclusive, não parece com aquelas vozes clássicas do blues, grossa e forte, mas é mais delicada, limpa e aguda. Outro momento bluseiro sensacional é a ótima dinâmica entre a cover de Jimi Hendrix “Third Stone from The Sun”, com a cover de Little Johnny Taylor “If You Love Me Like You Say”, que na verdade se tornam apenas uma música, com a cover de Hendrix sendo a introdução e a parte final. Black and Blu finaliza com “Next Door Neighbor Blues”, toda no violão e bem no estilo do Delta Blues, parecendo, inclusive, com uma gravação da década de 30, por ai

  

Gary Clark Jr estréia para o grande público com um ótimo disco, cheio de grandes músicas, tornando-se numa das grandes revelações do ano, com certeza. Enquanto existir artistas que ainda acreditam na sua essência, como o próprio Gary Clark Jr, ou Seasick Steve, o blues permanecerá ecoando por tempo indeterminado.