Mostrando postagens com marcador Beck. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beck. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Eddie Vedder e Stone Gossard, do Pearl Jam, mostram a importância do Grammy (ou a falta dela)



Em 1996, Pearl Jam recebeu o Grammy pela Melhor Performance de Hard Rock, com a música “Spin The Black Circle”, do álbum Vitalogy, de 1994. Para receber o prêmio, a banda protagonizou um dos momentos mais bizarros e inesperados da história do Grammy Awards. Meio que querendo se esconder, Eddie Vedder murmura: "I don't know what this means ... I don't think it means anything,". A reação da plateia indecisa foi mista, poucos aplausos e a maioria perplexa.




No DVD de comemoração dos vinte anos de banda, Pearl Jam Twenty , o guitarrista Stone Gossard faz um tour pela sua casa, mostrando diversos souvenirs que ele colecionou durante a carreira. Stone chama para o porão: "There must be something on the basement”. No ambiente escuro e empoeirado, portanto uma lanterna, ele exclama: “Look, there's a grammy!". É ali onde o Grammy Awards é tão vaidosamente guardado.








Na edição de 2015, Beck foi um dos grandes vencedores, levando para casa os prêmios de Melhor Álbum de Rock e Melhor Álbum do Ano com Morning Phase. Jack White ganhou a Melhor Performance de Rock, com "Lazaretto" (White e Arcade Fire perderam o Melhor Álbum de Rock Alternativo para St Vicent). Pearl Jam recebeu o prêmio de Melhor Pacote de Gravação, com Lightning Bolt, pelo trabalho de Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix & Jerome Turner, diretores de arte. Para o prêmio de Melhor Álbum de Blues deu o óbvio: a justa premiação de Step Beck, de Johnny Winter. Além de Buddy Guy, que recebeu o Lifetime Achievment Award.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Melhores Álbuns de 2014



Esse ano de 2014 foi bastante corrido para o Filho do Blues, o que acabou fazendo com que tivesse menos tempo disponível para me dedicar ao blog, com atualizações, notícias, vídeos e resenhas. No entanto, isso não quer dizer que eu parei de acompanhar as novidades do mundo da música. Muito pelo contrário: ainda que sem tempo, consegui manter o top 40 do ano e consegui expandir meus horizontes musicais e mergulhei ainda mais, sobretudo, no blues. Fato que é traduzido pela maior ocorrência de álbuns do gênero em relação ao ano passado. Em 2013, tivemos 8 destaques do blues nos melhores álbuns do ano (o maior deles, Corey Harris, com Fulton Blues). Já em 2014, esse número subiu para 12, com o destaque para Sugar Ray & The Bluetones, pelo álbum  Living Tear to Tear, que alcançou a segunda colocação no ranking. O top 10 conta com 4 ábuns de blues, o que é um feito significativo. (Além de Sugar Ray & The Bluetones, Billy Boy Arnold, ainda teve Johnny Winter, que faleceu ainda neste ano, antes do álbum ser lançado, e Joe Bonamassa).

Também chamo atenção para alguns lançamentos nacionais bastante interessantes em 2014, como o retorno da Nação Zumbi (5º), o gênio Tom Zé (7º), a parceria de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães na Banda do Mar (13º), Erasmo Carlos (23º) e China (27º).

Em primeiro lugar ficou Jack White, com seu segundo disco solo, Lazaretto. No topo a disputa ficou menos acirrada do que em relação a 2013, que teve ao menos 4 grandiosos álbuns (Arcade Fire, David Bowie, QOTSA e Vampire Weekend). Mesmo assim, ainda podemos falar dos não menos notáveis novos lançamentos de Beck (Morning Phase, 3º), Damon Albarn, do Blur, (Everybody Robots, 18º), o mestre Leonard Cohen (Popular Problemas, 09º) e Foo Fighters (Sonic Highways, 10º).

O ano de 2014 teve de tudo. Contou com a volta de figuras carimbadas como Weezer, com um bom álbum (Everything Will Be Alright In The End, 16º), Stephen Malkmus (Wig Out at Jagbags, 40º) e Manic Street Preachers (Futurology, 24º), ao mesmo tempo em que reforçou ou apresentou novidades muito boas, como Perfume Genius (Too Bright, 14º), Sun Kil Moon (Benji, 19º) e Christopher Owens (A New Testment, 17º). E o que falar da maior novidade do ano, a maior revelação do ano, que lançou o seu primeiro disco no início desse ano aos 82 anos? Estou falando do bluesman Leo "Bud" Welch, com o maravilhoso álbum de blues-gospel Sabougla Voices (12º).

Enfim, nos despedimos de 2014 com essa lista de nomes que fizeram com que o ano ficasse melhor e mais gostoso. No mais, Feliz Natal e Feliz Ano Novo para os leitores do Filho do Blues e que 2015 seja repleto  de belíssimos lançamentos para que no próximo dezembro esta lista esteja ainda mais extensa!

Um grande abraço!

MELHORES ÁLBUNS DE 2014

01. Jack White - Lazaretto
02. Sugar Ray & The Bluetones - Living Tear to Tear
03. Beck - Morning Phase
04. Johnny Winter - Step Back
05. Nação Zumbi - Nação Zumbi
06. Billy Boy Arnold - The Blues Soul Of Billy Boy Arnold
07. Tom Zé - Vira Lata Na Via Lactea
08. Joe Bonamassa - Different Shades Of Blue
09. Leonard Cohen - Popular Problems
10. Foo Fighters - Sonic Highways
11. Gruff Rhys - American Interior
12. Leo Welch - Sabougla Voices
13. Banda do Mar - Banda do Mar
14. Perfume Genius - Too Bright
15. Dave Specter - Message In Blue
16. Weezer - Everything Will Be Alright In The End
17. Christopher Owens - A New Testament
18. Damon Albarn - Everyday Robots
19. Sun Kil Moon - Benji
20. TV On The Radio - Seeds
21. Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy
22. John Mayall - A Special Life
23. Erasmo Carlos - Gigante Gentil
24. Manic Street Preachers - Futurology
25. Damien Jurado - Brothers And Sisters of the Eternal Son
26. Walter Trout - The Blues Came Callin'
27. China - Telemática
28. Lucky Peterson - The Son Of A Bluesman
29. The Robert Cray Band - In My Soul
30. Bruce Springsteen - High Hopes
31. Johnny Cash - Out Among The Stars
32. Cloud Nothings - Here And Nowhere Else
33. C.W. Stoneking - Gon Boogaloo
34. Mud Morganfield & Kim Wilson - For Pops Tribute To Muddy Waters
35. Tibério Azul - Bandarra
36. Hamilton Leithauser - Black Hours
37. The Black Keys - Turn Blue
38. Thiago Pethit - Rock'n'Roll Sugar Darling
39. Black Lips - Underneath the Rainbow
40. Stephen Malkmus & The Jicks - Wig Out at Jagbags
41. Eric Bibb - Blues People

Álbuns que não foram completamente inéditos, mas que de alguma forma merecem ser menciona

David Bowie - Nothing Has Changed
Wilco - What's Your 20 Essential Tracks 1994-2014
Caetano Veloso - Multishow Ao Vivo Abraçaço
Leonard Cohen - Live in Dublin
Nat King Cole - The Extraordinary
Gary Clark Jr. - Gary Clark Jr. Live







quinta-feira, 6 de março de 2014

Resenha: Beck - Morning Phase


Um dos artistas mais irreverentes, inventivos e originais dos Estados Unidos, Beck, está de volta após longos seis anos de relativa ausência. A ausência de fato nunca foi completa. Beck manteve-se ocupado no showbizz em diversas atividades, as mais interessantes sem dúvida foram as produções de alguns ótimos álbuns, como Mirror Traffic, de Stephen Malkmus, e Demolished Thoughts, de Thurston Moore, do Sonic Youth. Em 2014, Beck lança o primeiro disco inédito depois de Modern Guilty, de 2008, com o discurso de ser mais focado num único estilo, algo como o sucessor de sua obra prima de 2002, Sea Change, ou seja, um som mais acústico, folk californiano. Na verdade, Morning Phase é um dos álbuns que Beck tem pronto. O segundo tem outro enfoque, outra pegada. Beck sempre foi o tipo de artista que valoriza bastante o formato de álbum, tentando manter uma proposta inicial, algo desde efusões experimentais, como é o caso de alguns dos seus trabalhos mais aclamados, como Mellow Gold, de 1994 e Odelay, de 1996, ou algo mais tradicional, como meu favorito já mencionado Sea Change. E é assim que Morning Phase foi concebido.



No entanto, pode-se perceber algumas diferenças importantes em Morning Phase. De acordo com o próprio Beck, Morning Phase é emocionalmente mais leve que o seu antecessor, bem mais melancólico e pesado. Embora ainda possa ser encontrados aqui vestígios de pensamentos e emoções sombrias, como em “Wave”, o tom que guia o trabalho é algo mais reflexivo, até mesmo mais otimista. A faixa de abertura, “Morning”, já é uma agradável brisa soprando na face sonolenta, que abre a janela para ver como está o dia lá fora, às vezes com uma esperança no recomeço, outras vezes com um pingo de tristeza nostálgica. “Looked up this morning, saw the roses full of thorns”. A esperança e a satisfação de se está vivo pode ser evidenciada por “Heart Is A Drum”, mostrando uma atitude amadurecida para lidar com a dor e as frustrações da vida.




Em “Say Goodbye” é cheia de imagens de rompimentos e adeuses. 'Cause these are words we use to say goodbye”. No entanto, o narrador parece um pouco distante do personagem. Não soa tão sentido, tão absorvido pela dor como nos grandes momentos de Sea Change, por exemplo. A música, com uns solos de banjo, não soa tão pra baixo assim. Provavelmente foi por causa dessa dissonância que em Morning Phase, apesar de ser um álbum muito bom, não chega a deslumbrar como Sea Change. A sequência continua com a ensolarada “Blue Moon”, antes de entrar nos momentos mais sombrios, com os dois números “Unforgiven”, sem dúvida uma das mais tocantes, exatamente porque há essa união, e “Wave”, um pouco mórbida demais.

Exatamente surgindo depois de pensamentos sombrios, na bela “Don’t Let It Go” a autoconfiança e esperança retornam. É a força que se tem que tirar de si mesmo para continuar, não perder o rumo, o controle. “Backbird Chain” continua o clima confortável, romântico e ensolarado. Em “Turn Away” dá para sentir uma pontinha de Bon Iver no estilo de Beck cantar a melodia, acompanhada no violão, muito bonita. “Country Down” tem um ritmo delicioso e com um solo irresistível de gaita. Morning Phase se despede com a grandiosa “Waking Light”, que resume toda essa viagem de emoções diárias. Algo como recepcionar a noite ainda com o dia na cabeça. “When the morning comes to meet you Open your eyes with waking light”.





Analisando friamente e sendo bastante injusto, Morning Phase é um sucessor que não supera o seu antecessor. No entanto, essa constatação está longe de tirar todo o brilho de Morning Phase, que flui fácil, confortável, e que possui algumas belíssimas canções. Um bom exercício para compreendê-lo melhor é ouvi-lo exatamente após Sea Change. Aí sim visualizamos o teor dos pensamentos da noite, representados por Sea Change, e, em contraponto, o alívio com a chegada da manhã. 



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Assista ao teaser do novo álbum de Beck, Morning Phase, com trecho de nova música



Beck está preparando seu retorno com o lançamento de seu novo álbum, Morning Phase, cuja capa pode ser vista acima, a ser lançado em 25 de fevereiro, pela Capitol Records, depois de cinco anos do último registro de estúdio, Modern Guilt, de 2008. Ao contrário do que sempre se diz em se tratando de novos trabalhos de Beck, Morning Phase não está sendo retratado como uma tentativa de soar como sua primeira obra-prima, Odelay, de 1996, mas sim de outra, o acústico californiano do belíssimo álbum Sea Change, de 2002, que na minha opinião é o seu melhor trabalho, o que aumenta ainda mais a expectativa em torno de Morning Phase. Como teaser, ele postou um curto vídeo com um trecho de “Blue Moon”, que estará presente no disco. Confira:





Update: Confira a versão completa:


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Versão de Beck para "Sound and Vision", de David Bowie


A ideia de reinterpretar os clássicos da música não é nova. E para celebrar isso, a empresa de carro Lincoln inaugurou uma campanha chamada “Hello, Again”, onde diversos artistas serão chamados para reinterpretar músicas clássicas. E para dar início a essa campanha, a empresa convidou Beck que, com a ajuda de uma enorme orquestra, tocou “Sound and Vision”, de David Bowie, do clássico álbum Low.

O vídeo, feito em colaboração com o diretor Chris Milk, foi gravado no começo da semana passada, nos estúdios da Fox, em Los Angeles. Beck reuniu uma imensa orquestra, contando com mais de 160 músicos, de tudo o que você imaginar. Várias orquestras de cordas, imensos corais, guitarras, percussões, tudo isso conduzido pelo pai de Beck, David Campbell.

Confira abaixo como ficou a versão de “Sound And Vision”, de David Bowie, por Beck.



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Beck Live Bridge School Benefic Concert 2011


Além da participação no set de Eddie Vedder, cantando “Sleepless Nights”, quem também tocou no Bridge School Benefit Concert 2011 na noite, na verdade tarde, de sábado foi Beck, que fez sua terceira aparição no festival. E o melhor de tudo: sua apresentação foi totalmente baseada no seu melhor álbum da carreira, a obra prima do folk melancólico Sea Change, cuja beleza chega a doer. Aproveitando a ocasião de o show ser acústico, assim como o álbum, Beck aproveitou para tocá-lo mais confortavelmente. Era ainda claro quando Beck começou a tocar bela “The Golden Age”. É uma pena não ver os assentos totalmente tomados pelo público, ainda chegando timidamente no Shoreline Amphitheatre, em Montain View, California, onde todos os anos acontece o Bridge School. Como grande parte dos shows estão interligados a Neil Young, após “Dead Melodies”, Beck começa a tocar “Pocahontas”, do Neil. Enquanto estava no solo, Neil Young simplesmente entra no palco e começa a cantar a segunda parte com Beck, não segurando a expressão de surpresa e prazer “what a nice surprise”, ele diz ao final. Engraçado ver os filhos de Beck no palco, sorrindo e acenando, enquanto Beck começa a melancólica “Guess I’m Doing Fine”, antes de começar numa sequência irretocável com “Already Dead” e “Lost Cause”, ele explica que estão tocando muitas músicas de Sea Change, lançado há quase dez anos e que foi gravado com a banda que ele está tocando e que é um momento especial, tocar estas canções que há quase dez anos não eram tocadas. Depois de “Jack Ass” Beck finaliza a apresentação com “Sunday Sun”. Das oito músicas do setlist, cinco foram de Sea Change e uma de Neil Young, já é o bastante para ser um belo show.