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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Melhores Álbuns de 2011 - Parte VI

15. GRUFF RHYS – HOTEL SHAMPOO



Hotel Shampoo é um grande álbum solo de um dos maiores compositores da cena atual, em ótima forma. Com certeza dá para matar um pouco da saudade do principal mesmo, que é Super Furry Animals.





14. THE STEPKIDS – THE STEPKIDS



Escutar The Stepkids é como uma confortável e agradável viagem intergaláctica, curta demais, e que quando chega ao seu destino, só se pensa na hora de ter mais outra dose dessa viagem.





13. BEIRUT – THE RIP TIDE



Irei usar uma imagem para falar sobre The Rip Tide. Quando aperta o play, você é imediatamente transportado para alguma taberna sinistra no meio de uma estrada de terra, na Europa medieval. O local está cheio de gente, gritando, xingando uns aos outros, com cerveja vazando pelo lado da boca, enquanto ali no canto da parede tem uma banda que alheia à tudo isso, toca seu som de maneira sublime. Os bêbados dançam, brigam, gritam e a banda permanece tocando como se nada estivesse acontecendo. The Rip Tide é o álbum mais conciso da carreira de Beirut. Um álbum simples, direto e épico.





12. JOHNNY WINTER - ROOTS



É muito bom também ver um bluesman de fato ainda na ativa e fazendo álbuns assim, tradicionais, verdadeiros e fiéis ao blues. No geral, é uma abença honesta do fundo do coração. Aposto que papai está bem satisfeito agora.





11. IRON & WINE – KISS EACH OTHER CLEAN



O som de Iron & Wine está bem mais complexo, com arranjos menos convencionais, dessa vez com mais metais e instrumentos percussivos guiando as músicas. É nesse contexto que surge Kiss Each Other Clean e suas elegantes canções. É um álbum que encanta pelo cuidado de cada faixa.



Parte I (40 a 36)
Parte II (35 a 31)
Parte III (30 a 26)
Parte IV (25 A 21)
Parte V (20 A 16)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

The Stepkids



A banda The Stepkids estrous de forma bem empolgante com o álbum homônim e que aos poucos vai ganhando popularidade. Abaixo segue alguns dos vídeos que rodam pelo youtube, como o soul bem sexy de “Legend in My Own Mind” e o psicodelismo sublime de “Suburban Dreams”. Confiram!



terça-feira, 4 de outubro de 2011

The Stepkids - The Stepkids




Uma banda formada por um trio no qual todos cantam e compõem. Essa é The Stepkids composta por Jeff Gitelman (guitarra), Tim Walsh (bateria) e Dan Edinberg (baixo e teclados). Essa máxima de cooperação é o que dita o rumo do homônimo álbum de estréia da banda. Cada um de seus membros participaram de bandas de apoio de alguns artistas renomados, como 50 Cent, Lauryn Hill, Alicia Keys, dentre outros. A liberdade criativa da banda é traduzida no som bastante peculiar, viajando pelo soul, jazz, folk, indie, tudo isso com um tom bem moderno de arranjos psicodélicos. A unidade do The Stepkids dá pra ser sentida no depoimento do baterista Tim Walsh “todos nós escrevemos e todos nós cantamos, qualquer letra, qualquer melodia, qualquer idéia poderia ter sido feita por qualquer um de nós”.



Essa mixórdia única fica clara logo na faixa de abertura, após uma rápida introdução, “Brain Ninja”, uma "desconstrução" quase anárquica, que em momentos chega a parecer bastante com David Bowie da trilogia de Berlin, acrescentando mais alguns toques eletrônicos. Mesmo assim, ela pode ser considerada a mais fraca do álbum, que cresce e cresce a cada faixa. “Suburban Dream” é o melhor exemplo de soul psicodélico, com um belo ritmo e intensa melodia, além de teclados espaciais. Ela abre caminho para uma das mais fortes do álbum, “Shadows on Behalf”, já conquista na primeira ouvida, com uma grande melodia que vai crescendo cada vez mais. Nela também dá pra ver a química entre os vocalistas, cada um cantando partes diferentes. Novamente, o ambiente entorpecido dá um charme a mais. “Legend In My Own Mind” é uma balada bem soul music, bem sensual, ótimos trabalhos vocais nela, mais uma vez contendo vários variações de vocalistas. “Santos and Ken” chega a lembrar TV On The Radio, em seus momentos mais black music. “La La” é outro ponto mágico do álbum, com sua melodia fantástica e arranjos surreais. “Cup Half Full” é mais outra faixa digna de nota, meio como um blues psicodélico.
O clima psicodélico que permeia o álbum é transmitido também à apresentação ao vivo da banda. Com muitas luzes e cores, lembrando por vezes os shows históricos de Pink Floyd da era de Syd Barret, como no vídeo abaixo.
Curiosamente, o ruim em The Stepkids é exatamente por que ele é muito curto, com apenas dez faixas, das quais duas não contam muito, em trinta e um minutos. Em alguns momentos eles poderiam ter estendido mais um pouco as experimentações em jams supersônicas espaciais. Escutar The Stepkids é como uma confortável e agradável viagem intergaláctica, curta demais, e que quando chega ao seu destino, só se pensa na hora de ter mais outra dose dessa viagem.