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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mike McCready conta detalhes sobre o novo álbum de Pearl Jam



Olhando o cenário atual dos integrantes de Pearl Jam, é difícil supor que venha algum álbum novo ainda por um bom tempo. Matt Cameron está curtindo o retorno tão esperado de Soundgarden, com o disco King Animal, do ano passado, assim como Stone Gossard, com o lançamento do novo de Brad. Eddie e Mike McCready também andam fazendo um projeto aqui, outro ali e com isso não se imagina tempo para conseguir ainda gravar o álbum sucessor a Backspacer, de 2009.

Mas algumas vezes as aparências enganam e quem o diz é o próprio Mike McCready a uma entrevista para a Rolling Stone. Enquanto se prepara para correr na meia maratona Rock’n Roll de New Orleans, Mike conversou um pouco com a revista sobre o novo álbum de Pearl Jam, ao que Mike respondeu que “sairá este ano, com certeza”. Ele explicou e deu mais algumas informações sobre o processo de gravação, afirmando que os integrantes da banda estão trabalhando agora mesmo em algumas demos e que estarão gravando em breve. 

Sobre em que etapa do processo de gravação eles se encontram, Mike respondeu: “O que todos dizem é que está a meio caminho andado, eu acho que é verdade. Nós tempos sete músicas que estão relativamente completas. Mas então nós ainda temos um adicional de quinze prontas para irem pra qualquer lado que Eddie queira levá-las, então nós também iremos trabalhar em cima delas”. 

Mike não se sente ainda muito seguro sobre o que esperar do álbum quando estiver pronto, ou como irá soar, “porque o que eu posso dizer não irá fazer sentido até você ouvi-lo”. Mesmo assim, ele contou alguns detalhes gerais sobre o trabalho: “Eu diria e soaria como uma resposta clichê de que ele é uma extensão lógica de Backspacer. Mas eu acho que há um pouco mais de material experimental nele. Há um clima de Pink Floyd em alguma coisa nele, e há também um pouco de punk rock em outras." O novo disco será também a quinta vez que Pearl Jam irá se juntar com o produtor Brendan O’Brien. E Mike falou também um pouco sobre isso: “Nós estamos empolgados para concluirmos isso, porque nós estamos esperando por dois anos para fazermos isso”.

Enquanto ele ainda não chega, vamos relembrar um pouco de Backspacer, último disco de Pearl Jam, lançado em 2009:


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Wayne Coyne e as barreiras da Insanidade

Existem vários loucos no mundo na música, mas nenhum como Wayne Coyne, do Flaming Lips, disso eu tenho certeza. Esse cara levou o conceito de insanidade musical a níveis nunca vistos. Para se ter uma idéia do que Coyne e sua banda fizeram nos últimos meses aqui vai algumas: Primeiro lançaram uma faixa de seis horas de duração chamada “I Found a Star on the Ground”, acharam pouco e irão lançar neste Halloween uma música de 24 horas de duração (?) chamada “7 Skies H3” (?!). Para piorar, a música de um dia de duração estará disponível num HD dentro de uma caveira humana, custando somente $5,000. Numa entrevista muito bem humorada à Pitchfork, Wayne explica um pouco toda essa insanidade e o que ele espera de tudo isso, além de projetos de colaboração com outros artistas, como Nick Cave, Death Cab for Cutie, Deerhoolf, dentre outros. Wayne, por sinal, leva muito a sério o Halloween e irá fazer no dia um show especial. Ele disse que uma garota escreveu para eles no twitter: “vocês deveriam passar aqui em casa e tocar”, e Wayne respondeu: “Ok, nós iremos tentar”. E vão mesmo. Ele disse que irão tocar “Halloween” do Dream Syndicate e uma ou duas músicas do Flaming Lips, antes da polícia chegar e desligar tudo. A garota da casa irá decidir quem pode ir, porque ele não quer que todo idiota na cidade apareça bêbado na casa dela.

Depois ele falou sobre as colaborações e anuncia que irá sair em dezembro um EP com o Deerhoolf, com quatro músicas. Melhor ainda, disse que fizeram alguma coisa com Nick Cave, mas como ele está em turnê agora só irão trabalhar mais no projeto depois de Novembro. E revela como vem à tona essas colaborações: tudo por email, ele manda e recebe as coisas, ele e muitos artistas preferem não sentar frente a frente para criar música, “é muito mais fácil e menos estressante”, Wayne diz.

Sobre as insanidades recentes, ele explica o que espera ao lançar uma música de seis horas e de vinte e quatro horas e como imagina as pessoas ouvindo isso. Sobre a de seis horas, ele disse que é feita para ouvir enquanto se faz outras coisas, que é como as pessoas escutam música de qualquer forma. Quanto à de um dia de duração, Wayne diz que tem que haver mais comprometimento e sugere que não escutem ela de uma só vez, mas provavelmente alguns irão. Ele até imagina um grupo de pessoas pegando uns cogumelos, indo para um quarto de hotel e dizendo “isso nos mudou”. Quando a Pitchfork pergunta se ele pensou em fazer uma música de uma semana de duração à essa altura ele responde que eles estavam pensando em fazer uma de um mês (!), mas ai chegaram nas limitações tecnológicas (quem diria!).

E no final a melhor revelação. Ao ser perguntado se fazendo todas essas loucuras, ele não se sente impelido a fazer um álbum mais tradicional, ele diz que sim, no momento em que eles imergem nessas coisas insanas, eles querem voltar a fazer algo normal, música, notas e expressão. E exemplifica de forma que deixou todo fã ansioso: “quando nós estávamos fazendo Zaireeka em 1997 (insanidade completa), fomos submersos por essas coisas que bombardearam-nos dos quatro lados e então nós fomos fazer as coisas que futuramente viria a ser The Soft Bulletin”, “uma experiência faz você desejar outra”, Wayne finaliza.

Fiquem com um pedaço de Soft Bulletin: