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domingo, 23 de dezembro de 2012

Melhores álbuns de 2012 - Parte III

25. Cloud Nothings - Attack On Memory


Um dos primeiros álbuns a se destacar no ano, o som de Cloud Nothings faz lembrar uma possível nova banda de um discípulo de Kurt Cobain. Attack On Memory pode ser ao mesmo tempo o terceiro ou o primeiro álbum de Cloud Nothings, você escolhe. Nos dois primeiros, era somente Dylan Baldi gravando umas músicas, colocando idéias aqui e ali. Dessa vez ele está com uma banda completa e melhor do que nunca. Attack On Memory é focado, é forte, é verdadeiro.


24. Disappears - Pre Language


Lá em 2010, Disappears apareceram fazendo um som cru de garagem, com guitarras altíssimas e sujas, além do noise que remete a um Sonic Youth não-progressivo. Em 2012, eles vão aos poucos garimpando um lugar cada vez mais relevante na cena alternativa. Diante de tanta coisa refinada – e algumas vezes interessante – é sempre bom voltar ao cru e limpar, ou sujar, os ouvidos.



23. Otto - The Moon 1111


The Moon 1111 é um álbum ambicioso de Otto, quase conceitual. Em alguns momentos chega a ser um pouco difícil para o ouvinte e, muitas vezes, é dispensável o entendimento literal das músicas. Em The Moon 1111 tudo é mais para o sonoro, para as sensações e ao imaginário, à liberdade da mente para levá-lo aonde quiser, pelo caminho que quiser e pelo modo que quiser.



22. Neil Young & Crazy Horse – Americana


Primeiro álbum de Neil Young de 2012, Americana foi a regravação de uma seleção de canções tradicionais do consciente coletivo americano a falta de critérios claros para as escolhas, exceto simplesmente “estas são as que Neil Young ficou com vontade de tocar”, deu um toque meio inconstante no álbum, algumas não são tão boas quanto outras. Mas mesmo assim em Americana há algumas interpretações que vale muito a pena.


21. Perfume Genius - Put Your Back N 2 It


Put Your Back N 2 It é no geral um álbum muito bom e, mais importante ainda, relevante, com músicas curtas e com altas cargas emocionais, que em alguns momentos até nos fazem refletir um pouco na forma do mundo e em seus valores de decência.



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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Otto - The Moon 1111



O pernambucano Otto, depois de quatorze anos, já se pode considerar dono de uma carreira solo consolidada e contando com muito respeito. Desde o lançamento do disco de estréia Samba pra Burro, em 1998, experimentando muito com o eletrônico, passando por uma fase de transição com Condom Black, de 2001, que ainda apresenta um namoro com batidas eletrônicos e Sem Gravidade, de 2003, mais puro, até finalmente sua obra prima Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos, de 2009, álbum que Otto conseguiu criar, depois de um fim de relacionamento traumático com a atriz Alessandra Negrini, um conjunto de músicas mais sólidas e muito carregadas emocionalmente. Em 2012, Otto ressurge com material inédito com o estranho título de The Moon 1111, que, além de continuar em algumas faixas a influência do brega e do rock dos anos 60 e 70, apresenta também um pirão com tudo o que Otto nos discos passados, acrescentando loucuras e bizarrices até o extremo da criatividade, deixando-se levar totalmente sem amarras ou limites.



A primeira parte de The Moon 1111 começa da forma mais brega e apaixonante possível, com uma sequência em que as três músicas “Dia Claro”, “Ela Falava” e a regravação de “A Noite Mais Linda do Mundo”, de Odair José, exalam romantismo do primeiro segundo ao último. Independente se Otto ainda sente a separação de Negrini ou não, o que importa aqui é que ele gostou de sangrar e deixar o eu-lírico romântico tomar as rédeas de vez em quando. Em “Dia Claro” já dá pra notar um cuidado especial com os arranjos, com órgãos muito bem pensados e colocados nos momentos de recitações furiosas de Otto. Os teclados estão presentes já no início de “Ela Falava”, que é levada por um ritmo interessante e que chega a lembrar – por incrível que pareça – positivamente dos anos 80.



A partir da quarta faixa, “Exu Parade”, começa a parte mais experimental de The Moon 1111, sobressaindo-se uma orgia de sons e a poesia lírica e quase subconsciente de Otto. Nessa parte as músicas também são bem mais percussivas. A faixa que dá título ao álbum “The Moon 1111” é tem um clima quase místico, principalmente devido aos arranjos psicodélicos inspirados em Pink Floyd, mistura de influências, e o refrão quase como um cântico de ritual religioso africano.

Uma das características presentes nos últimos trabalhos de Otto é o grande número de convidados e colaboradores e em The Moon 1111 isso se repete desde a produção do disco, que ficou por conta do colaborador de longa data Pupilo. Otto ainda conta com outros participantes bem conhecidos, com Fernando Catatau, tocando guitarra, Luê Soares, que canta em “Selvagens Olhos, nego!”, da atriz Tainá Muller, em “Ela Falava” e Lirinha, cantando também na ótima “O que dirá o mundo”, um dos destaques do disco pela sua orquestra bem produzida, dentre outros colaboradores. E para finalizar um álbum tão imprevisível e estranho, Otto desafia o ouvinte na divertida “10 DP”, que fala do desejo de fazer uma dupla penetração.

The Moon 1111 é um álbum ambicioso de Otto, quase conceitual. Em alguns momentos chega a ser um pouco difícil para o ouvinte e, muitas vezes, é dispensável o entendimento literal das músicas. Em The Moon 1111 tudo é mais para o sonoro, para as sensações e ao imaginário, à liberdade da mente para levá-lo aonde quiser, pelo caminho que quiser e pelo modo que quiser.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Duetos IV

Nesse novo post sobre os melhores duetos homem-mulher da história, resolvi fazer sobre música brasileira. Não é lá meu forte, mas com certeza tem coisa boa nesse quesito. Vou citar aqui três fortes duetos, antigos e da nova geração.

O primeiro tem que ser ele. Chico Buarque cantou com Jane Moraes a famosa marchinha de carnaval “Noite dos Mascarados”, no segundo volume de Chico Buarque, lançado no ano de 1967., além da ainda melhor “Com Açúcar, Com Afeto”, porém, esta última é cantada somente por ela. Em “Noite dos Mascarados” é o famoso diálogo de Pierrot e Colombina. Clássico.



O próximo é talvez o dueto mais famoso da música brasileira. O xodó do Rio de Janeiro, Tom Jobim e Elis Regina, cantando “Águas de Março”. Essa despensa apresentações, né?



E agora o novo. O pernambucano Otto lançou em 2009 o álbum Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, onde fez dois duetos, um com Céu e outro com Julieta Venegas. Mas entre os dois tenho que escolher a faixa com Céu, chamada “O Leite”, letra melancólica, voz suave, maravilhoso. Confira



Se tiver mais algum dueto que queira compartilhar, diga nos comentários!