Mostrando postagens com marcador PJ20. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PJ20. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Star Anna & Laughing Dogs - Alone in This Together



Estava lendo o tumblr de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, e o vi comentando regularmente sobre uma tal de Star Anna e sua banda, The Laughing Dogs, inclusive de sua participação especial no show na ocasião do festival em comemoração aos vinte anos de Pearl Jam, o PJ20 Destination Weekend. Fui procurar alguma coisa pela internet e me deparei com o depoimento do próprio McCready em relação a ela: “Star Anna é uma Americana original. Eu sou um grande fã de sua musica e especialmente sua voz. Ela canta de um lugar de beleza que me leva para um lugar maior” ou então de Duff McKagan, dizendo “Ela é o negócio verdadeiro. Há uma dor na sua voz que vem de algum lugar profundo, um lugar que eu nem ouso perguntar de onde vem”. Foi o suficiente para eu baixar alguma coisa dela.



E acabei baixando o album Alone In This Together, de 2011, distribuindo pela Monkeywrench Records, do Pearl Jam, e realmente é muito bom. Mike inclusive tocou guitarra em algumas faixas e, segundo a própria Star Anna, esteve presente nas gravações sempre ajudando e dando sugestões, fazendo-os sentirem-se confortáveis, não sendo obrigado eles aceitarem as ideias. A voz dela é um diferencial, com certeza, mas musicalmente também se sobressai, apresentando um som por vezes com raízes no blues. É o caso das melhores faixas do álbum, como “For When I Go”, uma linda balada, de machucar o coração.



“Alone In This Together” é uma música de gente grande, muito boa, com tudo na medida certa, letra, melodia, perfeito. Anna com a voz chorosa cantando deliciosamente. Infelizmente esse álbum não irá tomar grandes proporções, mas esta musica certamente merece estar entre o topo. A versão do álbum é quase épica, com seus seis minutos. Tiveram que cortar boa parte para encaixar em quase quatro minutos para ficar mais acessível como single.



O álbum dá uma queda depois de “Bird Without Wings”, mas volta com tudo em outro grande momento na faixa “Wolves in Disguise”, um rock bem pegado, meio blues, muito bom, solo sensacional de guitarra no final, tocado por Mike no show do PJ20. O álbum segue com “Just Leave Me There”, mais uma tocante balada com a bela voz de Star Anna.
Enfim, Star Anna & The Laughing Dogs é uma boa surpresa, que apesar de não ser o primeiro álbum lançado por ela (ela tem dois álbuns somente como Star Anna), nos apresenta a essa nova artista que é bom ficar de olho. Bem que poderia ter sido a banda de abertura dos shows do Brasil ao invés de X.
Pra finalizar deixo vocês com o vídeo de "Wolves In Disguise", com participação de Mike McCready no PJ20 Destination Weekend:

sábado, 12 de novembro de 2011

Transmissão Pearl Jam ao vivo na Argentina




A turnê do PJ20 chega a Argentina amanhã, 13/11. A turnê que começou nos dois shows de São Paulo, dia 03 (destaques: "Down", "Come Back", "Whipping" "Release" e "Save You") e 04 ("Inside Job", "Amongst the Waves", "Wishlist", "Hail Hail", "State Of Love And Truste" e "Baba O' Riley") depois passou pelo Rio de Janeiro dia 06("Last Exit", Faithful", "Habit", "Mother" e "Indifference"), Curitiba dia 09 ("Dissident", "In Hiding", "Red Mosquito", "Breath" e "Footsteps") e terminou a passagem pelo solo brasileiro ontem, dia 11/11/11, em Porto Alegre ("Low Light", "Present Tense", "Light Years, "Crazy Mary" e "Oceans").

Os shows na Argentina, devido a empolgação do público, normalmente é recheado de hits, como os de São Paulo. Mas o destaque em shows assim é sempre a reação do público, como o prova o bootleg oficial de 2005 da Argentina. Por isso, vamos esperar quais serão as novidades da setlists desse show.

Melhor ainda, uma rádio irá transmití-lo ao vivo pela internet através deste link.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pearl Jam 04/11/2011 - Morumbi, São Paulo - Night II


O show do dia 04 de novembro foi uma jornada épica desde cedo. Como pegamos um lugar não muito bom no primeiro show, queríamos ficar bem na frente dessa vez. Para isso, fomos ao Morumbi de uma da tarde e já tinha uma fila imensa aguardando a abertura dos portões. O frio de antes foi substituído por um sol que, se não muito forte, pelo menos insistente e chato. Os portões abriram perto de quatro horas e quando entramos, já tinha um monte de gente que praticamente montou acampamento na frente do palco. A cada minuto que passava o espaço diminuía e ficava difícil se movimentar. Já nessa hora deu uma impressão de que conseguir água naquele lugar seria complicado. Conseguimos ainda assim três águas, duas nós tomamos na hora e a outra guardamos para depois do show de X. Achávamos que era o bastante.
Mas enfim, após horas em pé olhando para o palco vazio, sem movimentação alguma e com as pernas doloridas, o show de X foi um bálsamo. Pelo menos o tempo corria mais rápido ao som de guitarras e podíamos balançar um pouco a cabeça. Também as pessoas sem noção que fizeram o piso do Morumbi de cama foram obrigadas a se levantarem. De todo o set do X a única que realmente me agrada foi “The Hungry Wolf”, muito boa. Mas o principalmente mesmo estava ainda para começar. Enquanto Pearl Jam não subia ao palco, um roadie idêntico a Eddie Vedder desfilava pelo palco, ajeitando um instrumento aqui, outro ali, levando curiosidade e distração ao público. Enquanto tudo isso, o Morumbi ia enchendo cada vez mais, até quando olhei pra trás e vi os anéis do Estádio totalmente tomados pelo público, bem diferente da noite anterior, pelo menos nas arquibancadas. Foi mais ou menos na hora em que com um leve atraso Pearl Jam pintou no palco.

E foi direto ao assunto. “Go” fez o estádio inteiro pular, quer você queira ou não. Quando olhei pro lado já estava sozinho de novo. Bem difícil assistir show de Pearl Jam em grupo. Como se não bastasse, “Do The Evolution” apareceu bem cedo no set, para sugar ainda mais a energia do público que cantava cada verso. “Severed Hand” foi uma ótima surpresa e então “Hail Hail”,finalmente. Estava louco para ouvi-la. A intensidade desse começo de show foi absurda, ainda mais quando ele completou com “Got Some”. Só então a banda deu uns segundos para o público respirar um pouco. Num momento bem engraçado, Eddie Vedder pediu para aumentarem as luzes para olhar para o público e faz uma expressão do tipo “ahh, olha vocês ai”, direcionada para a arquibancada. “Small Town” é tocada novamente, mas nunca cansa cantar junto essa daí. Depois veio outra sensacional, “Given To Fly”, estava ansioso também por ouvi-la e é incrível ao vivo. O público também a cantou do início ao fim. Antes desse show eu não dava muito valor a participação do público num show, parecia ser bem mais sobre a música que a banda está tocando e tudo mais. Mas depois desse show meu conceito foi por água abaixo. Quando o público e a banda estão em sintonia, é um espetáculo. As músicas com essa característica de cantar junto simplesmente arrasou as versões da noite anterior, um exemplo é em “Even Flow”, que num dado momento Eddie Vedder para de cantar e somente o público carrega o refrão. Estou ansioso para ouvir essa hora no Boot oficial do show. “Wishlist” também foi uma surpresa muito agradável, mesmo com Eddie errando um pouco a letra, pra variar. “Amongst the Waves”, que para mim juntamente com “Unthought Known”, que também foi tocada, formam os novos clássicos de Pearl Jam. Perfeita essa música e é maravilhoso ver elas sendo cantada com a mesma emoção dos clássicos dos anos 90. Eddie Vedder anuncia que vão tocar agora uma do Into the Wilde e segue com “Setting Forth”. “Not For You” tenho para mim que foi a melhor versão que já ouvi, com Stone dando uma esticada nos solos e Eddie Vedder cantando Modern Girl, do Sleater Kinney, como tag. “Once” começou sem Mike, que sumiu do palco, só com a guitarra de Stone. Após alguns instantes Mike volta com a sua guitarra e completa a música. E para fechar o primeiro set, uma versão antológica de “Black”, talvez a melhor de todas.

Momento super engraçado na volta do primeiro encore. Eddie tenta falar em português, mas acaba desistindo, pedindo desculpas por fim pelo “português de mierda”. Depois, em inglês, ele agradece pela recepção do público à banda de abertura X e conta uma história de quando era menor de idade e conseguia carteira de identidade falsa para poder entrar em bares. Num desses bares, a banda X estava tocando e Exene, a vocalista, direcionou uma cerveja para ele segurar enquanto cantava. Ele jurou que não tomou a cerveja, e o público jurou que acreditou. Depois da história eles tocam “Just Breathe” e então para talvez um dos pontos mais altos desses dois shows. Eu vi que esse momento estava chegando quando Mike entrou no palco com a guitarra de dois braços. Imediatamente eu gritei “Inside Job”. Perfeita. Uma das melhores músicas de Pearl Jam. Antes de tocá-la, Eddie diz que a música é composição de Mike e que a primeira vez que tocou para ele foi em 2005, num quarto de hotel em São Paulo. Substituiu a ausência de “In My Tree”. Logo em seguida teve “State of Love And Trust” para delírio geral. Depois de “Olé” e“Why Go”, remanescentes da noite anterior, a banda solta “Jeremy” e o estádio vai a loucura.

A volta do segundo encore também ficou bem legal. Enquanto a banda estava ausente, o público ficou repetindo o canto do final de “Jeremy”, e uma troca de “olé olé Brazil” com “ole olé Pearl Jam”. Depois teve “Last Kiss”, talvez desnecessária ali junto daquelas músicas incríveis, mas o fato da banda ter errado a música e quase parado de tocá-la (o público continuou cantando e a banda seguiu) fez com que ficasse engraçado. Seguindo o momento romântico do show foi“Betterman”, numa versão sensacional, principalmente no final com a tag de “Save it For Later”.Mas então eles voltaram com tudo com “Spin The Black Circle”, com Mike correndo ensandecido pelo palco inteiro. Depois de mais uma ótima versão de “Alive”, que serviu mais para eu conseguir comprar duas águas para não desmaiar de desidratação, duas mataram tudo no final. Uma que eu estava torcendo desesperadamente para ouvir, a melhor cover de Pearl Jam, “Baba O’Riley”, do The Who. Perfeito, incrível. O público arrasou também cantado. E o momento triste do adeus de “Yellow Ledbetter”, com todas as luzes acesas e uma visão panorâmica de todo o estádio lotado. Belíssimo.
E por fim três dias após o show ainda estou aqui impressionado, querendo ir para todos os shows seguintes da turnê, acompanhando as setlists e pensando a cada música que eles não tocaram em São Paulo: eu deveria estar lá também.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam 03/11/2011 - Morumbi, São Paulo - Night I


Na carreira de 20 anos de Pearl Jam, tive a felicidade de acompanhá-la nos detalhes os últimos 11, 12 anos. E desde então sempre se encontrava entre os meus sonhos puder assistir a um show da banda ao vivo. Como todos já sabem, eles vieram para o Brasil em outra ocasião, em 2005, mas não consegui ir. Mas de lá pra cá muita coisa mudou, acrescentando dois grandes álbuns ao seu catálogo, Pearl Jam (o abacate), de 2006 e Backspacer, de 2009, melhores álbuns dos últimos dez anos de carreira. Diante de tudo isso e da comemoração dos vinte anos da banda, eles resolveram visitar o Brasil mais uma vez e dessa vez eu não poderia perder. E não perdi. Desde que foram anunciados os shows, eu me decidi a ir no mínimo a dois, pra minimizar a perda em 2005. Comprei na pré-venda o ingresso do dia 04 de novembro, em São Paulo, e o do dia 09 de novembro, em Curitiba. Como os ingressos do show na capital paulista se esgotaram rapidamente, acrescentaram mais um show, no dia 03, então acabei vendendo o de Curitiba para ir para os dois de São Paulo. Com tudo pronto e depois de muita espera, chegou a hora.
Temos que falar de algumas polêmicas do show de quinta, mas antes de tudo, devemos considerá-lo como um show extra, então já esperava que não seria um show lotado, até porque colocar 140 mil pessoas em dois dias de semana é algo assustador mesmo para as maiores bandas. Tomara que isso sirva de lição para os empresários de shows, para fazê-los olhar às outras regiões. Certamente, ao invés de um segundo show em São Paulo, se eles tivessem marcado uma data em algum estado do Nordeste seria tão lotado quanto o show único de São Paulo. Foi um erro estratégico que, apesar de ter sido incrível, tirou um pouco o brilho do show ao olhar as arquibancadas com pouca gente. A produção anunciou que teve um público de 50 mil pessoas nesse primeiro show, acho que tinha menos. A pista estava quase cheia, só as arquibancadas superiores que tinha pouca gente. Estimo que deve ter sido um público de 35-40 mil pessoas.

Nesse primeiro dia cheguei um pouco tarde ao Estádio e não consegui pegar um lugar tão bom, apesar de ter ficado ainda mais pra frente do que atrás. Após um show fraco da banda de punk de Los Angeles, X, e para o delírio geral, a banda entra no palco e abre com “Release”, música linda e emocionante, um momento mágico. O público delirava. Mal acabou e Eddie Vedder e Cia começaram uma sequência arrasadora. Começou “Corduroy” e o público inteiro começou a pular e se esgoelar, inclusive eu, claro. Depois seguiu matador com “Why Go” e “Animal”. É incrível a força que “Even Flow” tem no público. A banda também está passando uma energia incrível e para quem diz que Eddie Vedder perdeu força na voz tem que ouvir um show desses. “Unthought Know” é uma das que estava ansioso por ouvir e mostra porque esta é uma das melhores fases da carreira de Pearl Jam. É muito bonito ouvir o público cantando essas músicas novas com o mesmo fôlego de clássicos da era grunge.
“Whipping” foi outro momento arrasador. “Daughter” teve mais um coro potente e a tag foi WMA. Gostei muito também da nova música ao vivo, “Olé”, muita energia, muita força na pegada. Ole inclusive foi o cântico oficial do público para a banda, com o grito “olê, olê, pearl Jam, pearl Jam”. A banda fez até uma brincadeira com o cântico, tocando junto. Mais uma surpresa da noite, com “Down”, do Lost Dogs, é de arrepiar ouvir ela ao vivo. Perfeito. “Save You” também acabou com tudo, queria muito ouvir ela ao vivo e parece que eles ouviram meus pedidos, pelo menos alguns deles (“In My Tree” esteve fora dos dois shows). “Do The Evolution” e “Porch” fecharam o primeiro set de forma incrível.



Voltaram para começar o segundo set com “Small Town”, uma das músicas com maior coro do público, é lindo. “Just Breathe” é o momento romântico do show, momento para pegar o telefone e ligar para a noiva, que infelizmente não estava ali presente. E foi o que eu fiz. Depois foi mais um momento especial. Começou com Eddie falando da primeira vez que veio ao Brasil, com os Ramones, e dedica a canção seguinte a ele. Quando meus ouvidos já pareciam escutar o riff inicial de “I Believe in Miracles”, eles soltam “Come Back”, perfeito, um dos momentos mais incríveis de ambos os shows. Depois eles realmente tocaram “I Believe In Miracles”, ótima, e fecharam o segundo set com “Alive” para delírio geral.
A terceira parte começou arrasadora, com “Comatose”, Eddie Vedder ainda com a voz intacta. “Black” e “Betterman” foram lindas, mas ambas nem se comparam com a versão que elas ainda teriam no dia seguinte. Depois tocaram “Rearviewmirror” que estava louco para ouvir e fecharam o show com “Rockin’ In The Free World”, do Neil Young. Confesso que esperava ainda mais uma ou duas músicas, mas reclamar de que? Foi tudo perfeito! Meu primeiro show de Pearl Jam e saí do Morumbi praticamente em Nirvana, achando que não podia ser melhor, mas eu tinha apenas a impressão de que o show mesmo ainda estava por vir. E no dia seguinte ele veio novamente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PJ20

Simplesmente o melhor documentário sobre uma banda que já vi. Talvez influencie o fato de eu ser fã, mas sinceramente, eu acho que não. Isso se deve a um fato ao mesmo tempo simples e raríssimo. Talvez mais do que à própria banda, afinal, a história já estava aí e os registros já feitos, o sucesso do documentário deve ser creditado ao diretor Cameron Crowe, que já dirigiu filmes como Quase Famosos e Vida de Solteiro, que fala da cena grunge que acontecia no início da década de 90 em Seattle. Cameron Crowe conseguiu contar a história de Pearl Jam através de registros raros e inéditos em perfeita ordem cronológica, sem deixar de tocar em assuntos polêmicos da banda para proteger um ou outro. Poderiam ter contratado o melhor diretor, com o mais vasto e bem sucedido currículo, que não conseguiria o resultado final que Crowe conseguiu. Isso só foi possível por Cameron Crowe ser amigo de longa data da banda e ter visto tudo isso acontecer de dentro, acompanhando cada fase das duas décadas de carreira de Pearl Jam.

E não poderia ser diferente de começar contando a história do seu começo, através de depoimentos e registros emocionantes sobre Mother Love Bone, Andy Wood e sua morte. Os depoimentos de Jeff e Chris Cornell sobre o estado de Wood após a overdose que o matou são tocantes como também o é a história da composição de “Release”. O filme mostra como foi a troca de fitas das gravações demos na procura de um vocalista e passa um trecho de “Footsteps” gravada por Eddie Vedder e enviada de volta a Jeff e Stone, que imediatamente acharam incrível. Outra cena curiosa é a do segundo show de Pearl Jam, onde aparece a banda tocando com Eddie Vedder bem tímido cantando, como se ainda procurando se encaixar naquele grupo de pessoas que acabou de conhecer e na cidade desconhecida.


As cenas de shows em clubes pequenos dão lugar a grandes festivais como Pinkpop e Lollapalooza após o lançamento de Ten e, de acordo com as entrevistas, fica claro o desconforto da banda pelo assédio da mídia e da fama em si. Há também uma cena sensacional, quando a banda está tocando “Breath” e Eddie vê um segurança praticamente agredir uma pessoa na multidão e fica irritado, cantando com a raiva saindo pelos olhos e voz. Além de uma seleção angustiante de escaladas de Eddie Vedder, em que a banda fica olhando pra cima, só esperando ele cair.

O documentário tem várias passagens de humor, mas duas delas são totalmente hilárias. A primeira é na festa de lançamento do filme Singles (Vida de Solteiro) dirigido por Cameron Crowe, em que a banda toda está totalmente bêbada, Eddie caindo pelo palco e gritando impropérios como “Foda-se a MTV”, dentre outros. O outro momento é quando Stone está mostrando alguns itens de sua casa e quando vão para o porão, é onde ele guarda o Grammy, dizendo que é onde merece estar.

Momentos delicados de Pearl Jam também foram retratados, como o período de tensão e turbulência de Vitalogy e No Code, com a banda tentando se recolocar no seu espaço e brigas por poder da banda, entre Stone e Eddie e a troca de bateristas. A parte da morte de Kurt Cobain e o reflexo da super exposição para a mídia também foram muito bem tratadas, além de um capítulo para a guerra travada contra a rede de ingressos Tickermaster e a sua turnê de boicote. Nesse momento aparece a figura do Tio Neil (Neil Young), que, com toda sua experiência, teve seu papel fundamental de aconselhamentos que ajudaram a banda a superar as dificuldades.

Como não poderia faltar, há menções dos engajamentos políticos da banda, como “Bushleaguer” e o West Memphis Three e, claro, o episódio de Roskilde, onde, durante um show da banda, nove fãs morreram esmagados. É de emocionar.

São tantas partes dignas de nota que eu passaria aqui falando de cada minuto das duas horas de documentário. No final, mostra como a banda monta os seus setlists e porque eles são tão variados entre uma noite e outra. Vários depoimentos de fãs da banda, dizendo como é especial acompanhar a carreira de Pearl Jam.

PJ20 valeu a pena a expectativa em torno de si. Valeu cada minuto, agora é só esperar o dia 03 e novembro para finalmente vê-los em altíssimo e bom som.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PJ20 Destination Weekend II


Não podia ser diferente. A segunda noite do festival PJ20 Destination Weekend foi mágica. Claro, não estava lá, mas acompanhei ao vivo graças a Gary, que não sei quem é, mas transmitiu o show inteiro pelo seu celular Android (valeu tecnologia!). Bem, a qualidade de vídeo era zero, mas o áudio dava pra escutar razoavelmente bem. Então pude ter uma “visão” direta do público.
É difícil uma banda ter uma fidelidade, um companheirismo e de certa forma, intimidade, com seus fãs como Pearl Jam tem. Pelo twitter, através da hashtag #PJ20, os fãs presentes mandavam as notícias para o restante do mundo. Várias pessoas mandaram “eita, acabei de encontrar Matt Cameron passando aqui” ou então “apertei a mão de Mike McCready!” Mas vamos ao festival. Novamente, os shows de Mudhoney, Queens of The Stone Age e Strokes antecederam a atração maior da noite. Mas antes do show, os integrantes de Pearl Jam ficaram passeando e fazendo participações em shows. Mike e Stone participavam de um, Matt de outro, Eddie também. Dentre essas participações, a mais interessante foi Eddie Vedder tocar com Queens of The Stone Age a música “Little Sister”.
Depois do show histórico da primeira noite, a espera pra saber qual seria a setlist da segunda era grande. E eles não decepcionaram. Repetiram apenas duas canções. Abriram dessa vez com “Wash”, B-side da era de Tem, que foi lançada em Lost Dogs. A coletânea de B-sides foi inclusive muito utilizada nesses dois shows. Se na noite anterior teve “Breath”, “Education”, “In The Moonlight”, nessa segunda noite teve “All Night” e “Leatherman”. Teve também uma leve passagem pelos anos recentes, com “The Fixer” e “Severed Hand” e a brilhante “Unthought Known”.
“Daughter” teve como tag a maravilhosa “Its Ok”, que fazia anos que não tocavam. E para satisfazer um pouco os fãs de Ten, eles soltaram “Even Flow” e como sempre, Mike McCready quebrou tudo.
Julian Casablancas entrou novamente para participar, dessa vez de “Red Mosquito”. Se no show anterior teve a surpresa de “Push Me Pull Me”, ficou aogra por conta da homenagem a Jeff Ament, tocando “Pilate”. “Eldery Woman...” foi um pedido especial do filho de George Harrison, que subiu ao palco e tocou com eles. Teve também participação de John Doe, da banda X, que inclusive vai abrir na turnê pela América do Sul. A música foi a cover de X “The New World”. É possível esperar uma repetição dessa parceria nos shows do Brasil. E depois eles soltaram dueto de Tem, com “Black” para delírio geral, seguida por “Jeremy”.
Mais uma surpresa. Após a primeira pausa, Eddie volta com seu violão e anuncia que vai tocar uma música nova, que os fãs colocaram o nome de “So Glad We Made It”, por causa da letra, e depois emenda com a belíssima “Just Breath”. Pra confirmar o momento casal agarrado do show, tocou “Nothingman”. Depois de alguma conversa com o público, surpreendem de novo ao tocar “No Way”, do álbum Yield, de 1998, raríssima ao vivo. “Smile” empolgou principalmente Gary, empunhando o celular, que ficou cantando junto. E depois quebraram tudo com “Spin The Black Circle” e depois foi para a segunda pausa, enquanto Gary e seus amigos faziam coro pedindo “Dirty Frank” e dando uma palhinha de “Poker Face” de Lady Gaga. Hilário.
Após vários rumores durante o dia de que Neil Young ou Pete Townshend fariam participações especiais, fiquei ansioso para quem seria. E foi Chris Cornell, de novo. Tocou “Hunger Striker”, “Reach Down” únicas que foram repetidas nos dois shows e “Call me a Dog” e “All Night Thing” todas de Temple of The Dog. Depois da reunião, Eddie chamou Mudhoney para o palco e tocou uma versão explosiva de “Sonic Reducer”, perfeito.
Depois da terceira pausa, soltaram “Alive”, que estava faltando, depois de um começo falso, pra brincar com o público. Nos shows ao vivo, o solo de Mike no final fica mais incrível do que a própria música. E mostrando que infelizmente os rumores eram falsos, tocaram “Rockin’ in The Free World” sem Neil Young, mas com todos os convidados no palco, foi sensacional. Todos achavam que tinha acabado, quando voltaram com “Yellow Ledbetter”, fechando o show com aproximadamente 3 horas de música rolando. Esses quarentões ainda tem muita energia pra gastar.
Esses dois shows e o festival em si, foram uma festa que a própria banda merecia. E em relação aos próprios shows, foi perfeito para uma comemoração de aniversário da banda de 20 anos. Englobou toda sua carreira, tocou clássicos, tocou super raridades, grandes covers. Tudo o que um fã de Pearl Jam espera da melhor banda ao vivo que existe. E os fãs são os melhores para Pearl Jam e para eles mesmos, que o diga o nosso salvador, Gary!
Agora é só aguardar o lançamento do documentário PJ20, enquanto eles não desembarcam no Brasil.
Em breve fotos e vídeos do show.

domingo, 4 de setembro de 2011

PJ20 Destination Weekend I

Iniciou ontem o festival PJ20 Destinaiton Weeked, em comemoração aos 20 anos da banda Pearl Jam. As atrações do festival são incríveis. O show começou com a legendária banda Mudhoney, amigos de longa data de Eddie Vedder e companhia, participando inclusive da banda embrião de Pearl Jam e da própria Mudhoney, a Green River, que tinha Mark Arm, Steve Turner, do Mudhoney e Stone Gossard e Jeff Ament, do Pearl Jam. Além disso, Mudhoney fez várias turnês de suporte a Pearl Jam, inclusive quando eles vieram para o Brasil em 2005. Era uma presença obrigatória no festival. Depois subiram ao palco nada menos que Queens of The Stone Age e The Strokes. Mas o astro da noite mesmo era Pearl Jam. E confirmou quando subiram no palco.
Somente posso analisar o show através da setlist e das participações especiais, pois não estava lá, infelizmente. Mas como fã de longa data de Pearl Jam, que acompanha as turnês e tudo mais, posso dizer que foi um dos melhores shows. Se não o melhor, talvez o mais especial. E é nesse quesito que entra para mim o fator diferencial de Pearl Jam para qualquer outra banda em atividade no mundo atualmente.
Quando se pensa em um show comemorativo por 20 anos de uma banda, imagina-se logo o setlist repleto dos maiores hits e sucessos da história da banda. Qualquer uma faria isso, menos Pearl Jam. O público presente tem visto Pearl Jam através das duas décadas, de todas as turnês. Que recompensa, que diferencial fazer um show tocando sempre aquelas músicas que eles tocaram milhares de vezes? Além de um presente aos fãs, eles presenteiam-se a si mesmos. Eles, acima de tudo, querem se divertir. Juntar-se no palco com seus amigos, tocar músicas juntos, tocar músicas que poucas vezes tocaram, sentir o público vibrar com essas músicas que, mesmo tendo visto dezenas de shows de Pearl Jam, nunca ouviu aquela música.
E é disso que se trata de um de Pearl Jam. Diversão mútua. Começou quando Eddie Vedder se juntou aos Strokes para cantar junto com Casablancas “Juicebox”. A qualidade não está das melhores, mas ai está o vídeo:
Mas vamos continuar com o show de Pearl Jam. Abriu o show com “Release”, de Ten e passou para a cover “Arms Aloft”, que saiu no álbum ao vivo Live On Ten Legs. Foi tocada a que pra mim é a melhor música deles, “In My Tree” (eles tem que tocar essa em São Paulo) e depois de “Faithfull” começou as participações. “Who You Are” Liam Finn, John Doe e o baterista de Mudhoney, Dan Peters, se juntaram ao coro. Depois teve a raríssima “Push Me, Pull Me”, dou minha vida apostando que essa pegou todos os presentes surpresos. Teve ainda “Setting Forth”, música de Eddie Vedder que saiu na trilha sonora de Into The Wilde e depois, participação de Julian Casablancas em “Not For You”. Se não era o bastante, Eddie convocou ao palco Josh Homme, frontman do Queens Of The Stone Age, para tocar a inesperada “In The Moonlight”, B-Side que foi lançada em Lost Dogs, de 2003. Teve ainda a presença de “helphelp” de Riot Act (2002), tocadas poucas vezes ao vivo. Teve a volta ao grunge com “Breath” e “Deep” e mais uma surpresa com “Education”, com participação de Liam Finn. Depois outro returno ao início da década de 90 com “State of Love And Trust” com Dhani Harrison, e “Once”.



Então teve o primeiro Encore e após “Rearviewmirror” veio a verdadeira surpresa. Chris Cornell foi chamado ao palco e a partir daí todos sabiam que seria a reunião de Temple of The Dog, banda que foi formada em 1990, junção de Pearl Jam e Soundgarden, para homenagear Andrew Wood, vocalista da Mother Love Bone, banda anterior de Stone e Jeff. Foram três músicas do Temple of the Dog,“Say Hello 2 Heaven” “Reach Down”, e a clássica “Hunger Strike” e "Stardog Champion" do Mother Love Bone.
Depois veio a maravilhosa cover “Love, Reign O’er Me” do The Who e, para fechar, Mark Arm e Steve Turner do Mudhoney subiram ao palco para tocar a versão de “Kick Out The Jams”, do MC5.

Uma palavra para definir esse show: Histórico.