domingo, 20 de janeiro de 2019
David Bowie escolhido pelo público como maior entertainer do século XX
O público britânico, em uma enquete promovida pela BBC Two para sua histórica série Icon, elegeu David Bowie como o maior entertainer do século XX, ficando à frente de nomes como Marilyn Monroe, Charlie Chaplin e Billie Holiday. Agora, David Bowie irá competir na enquete final da série, que dirá, aos olhos do público, quem é do maior ícone do século XX. Além de Bowie, a disputa terá também Nelson Mandela e Ernest Shackleton, dentre outros que ainda estão sendo votados em enquetes.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Gary Clark Jr. retorna com o clipe de "This Land"
Gary Clark Jr., um dos guitarristas que mais se destacaram nos últimos anos, está voltando com o lançamento de um novo álbum, no dia 1 de março. Hoje, ele divulgou o vídeo clipe da música que dá título ao álbum, "This Land". O vídeo é uma declaração política e estética de Gary Clark Jr. O início e o final representam de onde Clark veio, sua formação musical, o blues. A música em si é o que Gary Clark Jr. quer representar para o novo público, um som mais moderno, em alguns momentos quase no rap, mas com uma guitarra sempre presente e potente. Tematicamente, o vídeo é incrível. É um manifesto político em relação ao problema racial nos Estados Unidos e inclusive o racismo que ele mesmo sofreu, como diz na nota que Clark Jr. divulgou:
"I’m just basically saying we’re here, everybody’s here. We all deserve an equal shot and let’s get over the bullshit. I grew up in the south, in Austin, Texas. I had a few situations down there with some racism, and some Confederate flags, and people calling me out of their trucks, and all that kind of stuff. It wasn’t an everyday thing, but I recently had an incident in my neighborhood with that, in front of my kid. Everything that was going on in November 2017, around that time, just the past couple years have been kind of crazy. Climate’s been a little bit wild. I had a track, a beat that I laid down, I didn’t have any lyrics over it and it just … I was just kind of sitting in there and it just came to me. I just went in there and fired off."
. A fúria, a revolta e o sentimento de basta estão presentes em cada verso e em cada nota tocada por Clark Jr., afinal, esta terra também é deles. O título parece um contraponto ao hino "This Land is Mine". Em especial, a cena das crianças pisando a bandeira dos confederados é simbolicamente linda. Confira a capa, o vídeo e a tracklist do álbum abaixo:
"I’m just basically saying we’re here, everybody’s here. We all deserve an equal shot and let’s get over the bullshit. I grew up in the south, in Austin, Texas. I had a few situations down there with some racism, and some Confederate flags, and people calling me out of their trucks, and all that kind of stuff. It wasn’t an everyday thing, but I recently had an incident in my neighborhood with that, in front of my kid. Everything that was going on in November 2017, around that time, just the past couple years have been kind of crazy. Climate’s been a little bit wild. I had a track, a beat that I laid down, I didn’t have any lyrics over it and it just … I was just kind of sitting in there and it just came to me. I just went in there and fired off."
. A fúria, a revolta e o sentimento de basta estão presentes em cada verso e em cada nota tocada por Clark Jr., afinal, esta terra também é deles. O título parece um contraponto ao hino "This Land is Mine". Em especial, a cena das crianças pisando a bandeira dos confederados é simbolicamente linda. Confira a capa, o vídeo e a tracklist do álbum abaixo:
THIS LAND:
01 This Land
02 What About Us
03 I Got My Eyes on You (Locked & Loaded)
04 I Walk Alone
05 Feelin’ Like a Million
06 Gotta Get Into Something
07 Got to Get Up
08 Feed the Babies
09 Pearl Cadillac
10 When I’m Gone
11 The Guitar Man
12 Low Down Rolling Stone
13 The Governor
14 Don’t Wait Til Tomorrow
15 Dirty Dishes Blues
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Os indicados para o 40º Blues Music Awards

Seguindo a tradição, saiu a lista de indicados para o 40º Blues Music Awards, maior premiação do gênero, que reúne os artistas que mais se destacaram. Dentre os indicados, muitos deles figuraram na lista do Filho do Blues de melhores álbuns de 2018. O líder em número de nomeações foi Anthony Geraci, que foi um dos destaques em 6 categorias (Música do ano, com "Angelina, Angelina", Álbum do Ano, com Why Did You Have To Go, que ficou em segundo na lista do blog, Álbum de Blues Tradicional, Artista Masculino de Blues Tradicional, o Melhor Pianista Pinetop Perkins e, por fim, a melhor banda, com a sua The Boston Blues All-Stars). O segundo lugar ficou com Shemekia Copeland e Nick Moss, com 4 indicações cada. Confira a seleção do The Blues Foundation abaixo. O evento acontecerá no dia 9 de maio de 2019.
Acoustic Album
A Woman’s Soul, Rory Block
Black Cowboys, Dom Flemons
Global Griot, Eric Bibb
Journeys To The Heart Of The Blues, Joe Louis Walker/Bruce Katz/Giles Robson
Wish The World Away, Ben Rice
Acoustic Artist
Ben Rice
Guy Davis
Hadden Sayers
Harrison Kennedy
Rory Block
Album of the Year
America’s Child, Shemekia Copeland
The High Cost Of Low Living, The Nick Moss Band Featuring Dennis Gruenling
Journeys To The Heart Of The Blues, Joe Louis Walker/Bruce Katz/Giles Robson
Rough Cut, Curtis Salgado and Alan Hager
Why Did You Have To Go, Anthony Geraci
B.B. King Entertainer
Beth Hart
Bobby Rush
Lil’ Ed Williams
Michael Ledbetter
Sugaray Rayford
Band of the Year
Anthony Geraci & The Boston Blues All-Stars
Larkin Poe
Lil’ Ed & the Blues Imperials
Nick Moss Band
Welch-Ledbetter Connection
Best Emerging Artist Album
Burn Me Alive, Heather Newman
Free, Amanda Fish
Heartland And Soul, Kevin Burt
Tough As Love, Lindsay Beaver
Wish The World Away, Ben Rice
Blues Rock Album
The Big Bad Blues, Billy F Gibbons
High Desert Heat, Too Slim and the Taildraggers
Live At The ’62 Center, Albert Cummings
Poor Until Payday, The Reverend Peyton’s Big Damn Band
Winning Hand, Tinsley Ellis
Blues Rock Artist
Billy F Gibbons
Eric Gales
J.P. Soars
Kenny Wayne Shepherd
Tinsley Ellis
Contemporary Blues Album
America’s Child, Shemekia Copeland
Belle Of The West, Samantha Fish
Chicago Plays The Stones, The Living History Band
Hold On, Kirk Fletcher
Wild Again, The Proven Ones
Contemporary Blues Female Artist
Beth Hart
Danielle Nicole
Samantha Fish
Shemekia Copeland
Vanessa Collier
Contemporary Blues Male Artist
Kenny Neal
Rick Estrin
Ronnie Baker Brooks
Selwyn Birchwood
Toronzo Cannon
Instrumentalist-Bass
Danielle Nicole
Michael “Mudcat” Ward
Patrick Rynn
Scot Sutherland
Willie J. Campbell
Instrumentalist-Drums
Cedric Burnside
Jimi Bott
June Core
Tom Hambridge
Tony Braunagel
Instrumentalist - Guitar
Anson Funderburgh
Christoffer “Kid” Andersen
Laura Chavez
Monster Mike Welch
Ronnie Earl
Instrumentalist - Harmonica
Billy Branch
Bob Corritore
Dennis Gruenling
Kim Wilson
Mark Hummel
Instrumentalist - Horn
Doug James
Jimmy Carpenter
Kaz Kazzanof
Mindi Abair
Nancy Wright
Vanessa Collier
Instrumentalist - Vocalist
Beth Hart
Danielle Nicole
Janiva Magness
Michael Ledbetter
Shemekia Copeland
Koko Taylor Award (Traditional Blues Female)
Fiona Boyes
Lindsay Beaver
Ruthie Foster
Sue Foley
Trudy Lynn
Pinetop Perkins Piano Player
Anthony Geraci
Bruce Katz
Jim Pugh
Marcia Ball
Mike Finnigan
Song of the Year
“Ain’t Got Time For Hate,” written by John Hahn and Will Kimbrough
“Angelina, Angelina,” written by Anthony Geraci
“Cognac,” written by Buddy Guy, Tom Hambridge, Richard Fleming
“No Mercy In This Land,” written by Ben Harper
“The Ice Queen,” written by Sue Foley
Soul Blues Album
Back In Business, Frank Bey
Every Soul’s A Star, Dave Keller
I’m Still Around, Johnny Rawls
Love Makes A Woman, The Knickerbocker All-Stars
Reckoning, Billy Price
Soul Blues Female Artist
Annika Chambers
Barbara Blue
Candi Staton
Thornetta Davis
Whitney Shay
Soul Blues Male Artist
Frank Bey
Johnny Rawls
Sugaray Rayford
Wee Willie Walker
William Bell
Traditional Blues Album
The Blues Is Alive And Well, Buddy Guy
The High Cost Of Low Living, Nick Moss Band Featuring Dennis Gruenling
The Luckiest Man, Ronnie Earl & The Broadcasters
Tribute to Carey Bell, Lurrie Bell & the Bell Dynasty
Why Did You Have To Go, Anthony Geraci
Traditional Blues Male Artist
Anthony Geraci
Cedric Burnside
James Harman
Lurrie Bell
Nick Moss
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Melhores álbuns de 2018
Antes de apresentar a lista de melhores álbuns de 2018 do Filho do Blues, gostaria de deixar registrado algumas palavras sobre esse ano que chega ao fim. Do início ao fim, foi um ano muito intenso, graças a Deus, de muito trabalho e que culminou com o momento mais feliz e incrível da minha vida, o nascimento da minha filha, Teodora. Portanto, essa lista tem também algo de muito especial pessoalmente, já que esta foi a trilha sonora que me acompanhou por todos esses momentos.
Sobre a lista, o primeiro lugar, pelo conjunto da obra, só poderia ficar com Buddy Guy mesmo. Não apenas pelo seu álbum que fica no topo, The Blues is Alive and Well, mas também pela participação de Guy em outras obras de destaque no ano, como Chicago Plays The Stones, o tributo de lendas do blues para a banda The Rolling Stones, e também a participação no álbum de Playing for Change, com uma versão de uma música sua mesmo, "Skin Deep". No mais, muito blues e uma presença tímida da música brasileira, que teve Elza Soares, Arnaldo Antunes e Cordel do Fogo Encantado como representantes.
Peço desculpas por mudar a forma que a lista era apresentada, normalmente em cinco postagens, com dez discos cada, contendo comentários sobre cada um dos álbuns. Mas esse ano realmente não tive tempo para fazer esse trabalho detalhado. Mas, enfim, a lista está a seguir. Como postagem complementar, irei postar a playlist do Filho do Blues no Spotify com as melhores músicas de 2018, tiradas desses álbuns.
Enfim, que venha 2019!
Grande abraço a todos!
1. Buddy Guy - The Blues is Alive and Well
2. Anthony Geraci - Why Did You Have to Go
3. Spiritualized - And Nothing Hurt
4. Lurrie Bell & The Bell Dynasty - Tribute to Carey Bell
5. Joe Louis Walker, Bruce Katz, Giles Robson - Journeys To The Heart of the Blues
6. Roger C. Wade - The Schoolhouse Sessions
7. Ben Harper & Charlie Musselwhite - No Mercy In this Land
8. Trudy Lynn - Blues Keep Knockin'
9. Bob Corritore & Friends - Don't Let the Devil Ride
10. The Reverend Shawn Amos - The Reverend Shawn Amos Breaks it Down
11. Various Artists - Chicago Plays the Stones
12. Paul Thorn - Don't Let the Devil Ride
13. Billy F. Gibbons - The Big Bad Blues
14. Rockwell Avenue Blues Band - Back to Chicago
15. Breezy Rodio - Sometime the Blues Got Me
16. The Little Red Rooster Blues Band - Lock Up The Liquor
17. Rory Block - A Woman's Soul: A Tribute to Bessie Smith
18. Nick Moss - The High Cost of Living
19. James Harman - Fineprint
20. Colin James - Miles to Go
21. Sean Chambers - Welcome to My Blues
22. Snooky Prior - All My Money Gone
23. Elza Soares - Deus é Mulher
24. Bernard Allison - Let it Go
25. John Clifton - Nightlife
26. Cliff Grant - Life Can Be A Big Struggle/Sweet Loven Woman
27. The Alabama Lovesnakes - III
28. John Akapo - Paradie Blues
29. Playing For Change - Listen to The Music
30. RL Boyce - Rattlesnake Boogie / Ain't Gonna Play Too Long
31. The Reverend Peyton's Big Damn Band - Poor Until Payday
32. HP Lange - Trackin' My Blues
33. Kenny "blues boss" Wayne - Inspired by the Blues
34. Shemekia Copeland - America's Child
35. Myles Goodwyn - Myles Goodwyn and Friends of the Blues
36. Mud Morganfield - They Call Me Mud
37. Curtis Salgado - Rough Cut
38. Tinsley Ellis - Winning Hand
39. Mick Kolassa - Double Standarts
40. David Byrne - American Utopia
41. Celso Salin Band - Mama's Hometown
42. Paul Barry - Blow Your Cool
43. Theotis Taylor - Something Within Me
44. Billy Boy Arnold - Blues Lowdown
45. Cedric Burnside - Benton County Relic
46. Arnaldo Antunes - RSTUVXZ
47. Dave Hole - Goin' Back Down
48. Leon Bridges - Good Thing
49. Tony Joe White - Bad Mouthin'
50. Bob Margolin - Bob Margolin
51. Cordel do Fogo Encantado - Viagem ao Coração do Sol
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sábado, 27 de outubro de 2018
Manifesto pela Democracia
O Filho do Blues vem se manifestar publicamente sobre a eleição presidencial que acontecerá amanhã, dia 28.
A eleição de 2018 é uma das mais importantes da nossa história e vemos que o que está em jogo nesse segundo turno é muito mais do que dois projetos políticos diferentes disputando o eleitorado. Mesmo com todas as críticas a ambos os candidatos, não dá para colocar na mesma balança Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL. No pior dos casos, mesmo com todas as divergências que possam haver, o primeiro permanece como democrata; o segundo, fascista.
Tendo o blues a raíz fincada na traumática experiência da população negra dos estados unidos, que sentiu na pele um sistema racista opressor e violento, não podemos apoiar um candidato nitidamente racista (tendo recebido inclusive um apoio informal da Ku Klux Klan, organização que assassinou milhares de negros americanos).
Pela democracia, pela liberdade, pela inclusão, pela justiça social, pelo direito de discordar, pela tolerância, nós voltamos Haddad, 13.
Já basta rockeiros racistas e reacionários, fãs de blues que seguem esse caminho não entendem o que ouvem.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Resenha de Buddy Guy, The Blues is Alive and Well
O
blues está vivo e bem. E, sem dúvida, um dos grandes responsáveis por isso é
Buddy Guy, a lenda viva do blues, que aos 81 anos continua na atividade,
fazendo shows, saindo em turnê e lançando ótimos e vigorosos álbuns que chamam
a atenção e fazem um grande serviço ao gênero. The Blues is Alive and Well é o
último lançamento de Buddy Guy, que em 2016 conquistou mais um Grammy pelo
trabalho anterior, Born to Play the Guitar, de 2015. Como sempre e como vem
fazendo há mais de 50 anos, Guy canta o blues, sente o blues, vive o blues e,
acima de tudo, Buddy Guy é o blues. A cada novo disco lançado, o guitarrista
lendário aproveita o tempo que lhe resta para falar de suas experiências, de
suas vivências, sobre o que o blues lhe proporcionou durante sua longa vida e
reflete ainda sobre a mortalidade, o momento da partida, pensamentos naturais
para alguém chegando ao limiar da existência. The Blues is Alive and Well
alterna esses momentos mais sérios, reflexivos, e momentos de diversão pura, o
que prova que a idade não impede de desfrutar do que a vida, especialmente a
vida que o blues guardou para ele, tem a proporcionar.
A faixa de
abertura “A Few Good Years”, mais lenta, trata exatamente desse apelo por um
pouco mais de bons anos, lembrando o quanto ele teve sorte e o quanto o blues
transformou sua vida, possibilitando-o viajar pelo mundo afora e viver com boas
condições financeiras. Mas a calmaria logo dá um tempo com a faixa seguinte, “Guilty
As Charged”, sobre a vida namoradeira, cuja energia surpreende para quem já
ultrapassou os oitenta anos e toca e canta dessa maneira tão intensa. “Cognac”
é a primeira que conta com participações especiais, de nada mais nada menos do
que Keith Richards e Jeff Beck. Para quem estava com dúvidas, estes nomes já
indicam o tamanho do prestígio e da moral de Buddy Guy. A faixa é uma homenagem
à sua bebida favorita, um conhaque, que ainda remete à fama de Muddy Waters de
bom bebedor. A faixa título, bem focada
no soul blues, fala sobre a mulher traindo e enganando, um bom combustível para
manter o blues vivo e bem.
“Bad Day”, um
dos pontos altos do disco, acha Buddy Guy reclamando que depois de um dia
cansativo e ruim é melhor ser deixado sozinho. Aqui Buddy Guy, que não é
conhecido por letras críticas de protesto, dá uma cutucada na situação de perigo
iminente dos negros nos Estados Unidos: “I was stopped by the police / Just for
bein’ who I am / They said, why you goin’ in such a hurry / I said ‘Wooh!
Guilty, damn!’”. A faixa “Blues No More”, bem no estilo B.B. King, conta com a
participação de James Bay. “Whiskey for Sale”, com um ritmo bem funk, é a única
faixa que destoa das demais em termos de qualidade. Tudo bem, está perdoado.
“You Did The
Crime” tem a participação de outro ícone do rock, Mick Jagger, na gaita. “Old
Fashioned” é um contraste de gerações. Tendo 81 anos, Buddy Guy certamente se
sente um pouco fora de moda hoje em dia, principalmente cozinhar em fogão a
lenha, deixar as portas abertas, respirar o ar da zona rural, dentre outras
delicadezas que não nos damos mais o luxo. Como o título já sugere, “When My
Day Comes” é outra na qual Buddy Guy reflete sobre a mortalidade, assim como “End
of the Line”, onde ele também pensa nos amigos que perdeu e que às vezes se
sente como se estivesse no fim da linha e reflete sobre o fato de ser a única lenda
viva remanescente do blues: “I’m the last one to turn off the light”. Mesmo
assim, estando na última página do livro
da vida, Buddy diz na letra que ainda dá conta do serviço.
O outro grande
momento do disco fica para a versão de “Nine Below Zero”, clássica de Sonny Boy
Williamson, onde Guy troca os solos de gaita pelos de guitarra e nos entrega
uma versão super selvagem da música. O boogie “Oh Daddy” encaminha o disco para
o final, junto com “Somebody Up There” , que é quase um momento espiritual, que
depois de ver tudo o que viu e passou ele ainda estar vivo. “Alguém lá em cima
deve gostar de mim”, conclui Guy. Por fim, a brincadeira ingênua e inocente na guitarra
de “Milking Muther For You”.
The Blues is
Alive and Well é mais um registro único da passagem de Buddy Guy por este
plano. Alguém que foi salvo pela música, viveu na música e certamente irá
morrer com a música. Embora no fim da linha, Buddy Guy nos dá uma mensagem
reconfortante quando diz que talvez não tenha muito tempo restante, mas
enquanto tiver, ele promete manter o blues vivo. O que temos de fazer é
continuar aproveitando e nos sentido sortudos de poder desfrutar desse grande
talento.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Spiritualized anuncia novo álbum e divulga nova música, "I'm Your Man"
Foram seis
longos anos de espera, mas finalmente está chegando a hora de conhecermos o
novo álbum de Spiritualized. O último álbum da banda foi Sweet Heart Sweet
Light – que ficou no topo da lista de melhores álbuns de 2012. Hoje, Jason
Pierce confirmou o novo disco do grupo, cujo titulo será And Nothing Hurt, para
lançar no dia 7 de setembro. Duas faixas foram divulgadas hoje. ‘A Perfect
Miracle` e ‘I`m Your Man`. A notícia triste é que possivelmente este será o
ultimo disco da banda, segundo Jason Pierce. Bem, vamos torcer que ele esteja
blefando.
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